* 30.1
senão morrerei. Uma expressão com exagero que demonstra sua angústia
extrema (25.32; 27.46). Ironicamente, ela mais tarde morre durante um parto
(35.16-18).
* 30.2
Acaso, estou eu em lugar de Deus. A resposta rude de Jacó se
contrasta nitidamente com a oração fervorosa de Isaque intercedendo pela esposa
sem filhos (25.21).
* 30.3
Eis aqui Bila. Ver 16.1, 2 e
notas.
ao meu
colo. Lit., “joelhos”. Os
joelhos são um símbolo do cuidado dos pais (50.23; Jó 3.12). De acordo com o
costume do antigo Oriente Próximo, o parto da criança da concubina sobre os
joelhos da esposa simbolizavam a adoção da criança pela esposa.
* 30.14 mandrágoras. Às vezes chamada de “maçã do amor”, as
raízes da planta da mandrágora eram consideradas um afrodisíaco pelos antigos,
e usadas para promover atividade sexual e concepção (cf. Ct 7.13).
* 30.21 Diná.
Diná é a filha única de Jacó cujo nome é revelado (cf. 46.7) por causa
de sua figura proeminente no capítulo 34.
* 30.22 Lembrou-se Deus. Ver nota em 8.1. Este verso é o clímax de
29.31-30.24. Raquel creditou o nascimento de José a Deus (v. 23), e não ao
afrodisíaco (v. 14, nota).
* 30.25-43 Deus soberanamente abençoou os rebanhos de
Jacó em detrimento de Labão a despeito da indesculpável astúcia de ambos. Jacó
parece estar enganando Labão, em troca das trapaças deste; porém, Jacó obteve
sua família e riqueza somente pela graça de Deus (29.31-30.24; 31.9).
* 30.27 Ache eu mercê diante de ti. Uma fórmula de cortesia em negociações.
Tenho
experimentado. Ou, “descobri por
presságio”. Muitos textos extra-bíblicos da Mesopotâmia falam da prática de
adivinhações no ocultismo, algo proibido em Israel (Dt 18.10, 14). Observando a
boa sorte de Jacó, Labão, um pagão, tentou descobrir a razão disto através da
adivinhação (31.19 e nota).
me abençoou
por amor de ti. Mais uma vez,
os que estão fora da aliança são abençoados através de sua associação com os
patriarcas (12.2, 3; 13.5, 6; 14.13 e nota).
* 30.28 Fixa o teu salário. O oportunista Labão queria manipular o
Senhor através de Jacó para servir à sua própria cobiça. Assim ele esperava
receber a bênção de Deus.
* 30.31-34 No antigo
Oriente Próximo, a maioria dos cordeiros era branca e a maioria das cabras era
negra ou marrom escura. Pensando que o acordo indicasse pequeno risco para ele,
Labão alegremente concedeu o pedido de Jacó com respeito aos animais coloridos,
não tão comuns (v. 34). A proposta de Jacó dependia da noção falsa de que
impressões visuais vívidas durante o ato de reprodução determinariam as
características da descendência. Ele pensou que colocando cores revezadas na
frente dos animais se acasalando resultaria numa descendência colorida, não
comum (vs. 37, 38, 41, 42). Embora o esquema de Jacó negasse a Deus a glória
devida, a intenção de Deus de abençoar a Jacó não se desviou (31.11, 12).
* 30.35 separou. O inescrupuloso Labão imediatamente
trapaceou. De acordo com o trato feito, os animais coloridos seriam o rebanho
inicial de Jacó (v. 32). Jacó iniciou sem estes, um fato que enfatiza a bênção
sobrenatural sobre ele.
* 30.39 concebia o rebanho. O sucesso de Jacó se devia à graça de Deus
(31.9-12), e não à sua teoria patética sobre o acasalamento animal.
* 30.43 se tornou mais e mais rico. Deus deu a Jacó muito mais do que este
pedira (28.20).
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sergiovalentin