* 31.15-55 Em cumprimento à sua promessa em 28.15, o
Senhor levou Jacó de volta à terra prometida com grande riqueza às custas de
Labão, e acima da oposição do mesmo (v. 42). Deus permaneceu firme às suas
promessas a despeito das maquinações de Jacó e da idolatria pagã de sua casa
(v. 19 e nota; 28.20, nota).
* 31.3 Torna
à terra. A partida de Jacó e
seus filhos de Padã-Arã prenuncia o êxodo das doze tribos de Israel do Egito:
eles vão em resposta a um chamado de Deus para adorar na terra de Canaã (vs. 3,
13; cf. Êx 3.13-18); eles despojam o inimigo de sua riqueza (v. 9; cf. Êx
12.35, 36); eles são perseguidos por forças superiores e salvos por intervenção
divina (vs. 21-42; cf. Êx 14.5-31). Estes exemplos do Antigo Testamento, por
sua vez, apontam para a peregrinação do Novo Israel, a igreja (1Co 10.1-4).
eu serei
contigo. Ver 28.15 e notas.
* 31.4
Então, Jacó mandou vir.
Jacó finalmente começou a responder a Deus com pronta obediência (cf.
12.4; 17.23; 22.3).
* 31.5
o Deus de meu pai tem estado comigo. Reconhecendo a fidelidade de Deus, Jacó
estava pronto para cumprir seu voto (v. 13; 28.20-22 e notas).
* 31.6
com todo empenho. Ver nota em
29.10.
* 31.7
dez vezes. O número dez
significava completitude; Jacó esteja talvez deplorando a magnitude da
desonestidade de Labão.
Deus não
lhe permitiu. A despeito de seus
próprios esquemas, Jacó reconheceu que o Senhor o abençoara.
* 31.8
salpicados… listados.
Ver nota em 30.31-34.
* 31.9
Deus tomou. Através de
seu comportamento desonesto para com Jacó, Labão ficou sujeito às maldições da
aliança (12.3; 27.29).
* 31.11 Anjo de Deus. Ver nota em 16.7.
* 31.14-16 Em amargura contra seu pai desonesto (vs.
14-15) e em reconhecimento da providência de Deus (v. 16). Lia e Raquel
decidiram seguir a Jacó.
* 31.15 nos vendeu. Elas se ressentiam do seu casamento
“comprado”. O preço pago foi o trabalho de Jacó (29.18, 27).
consumiu
tudo o que nos era devido. Esta frase
ocorre em contextos sociais semelhantes nos textos mesopotâmicos de Nuzi (c.
1500 a.C.). Legalmente, pelo menos parte da compensação recebida pelo pai
quando cedia a filha em casamento deveria ser dada à própria filha.
* 31.18 Padã-Arã. Ver nota em 25.20.
* 31.19 os ídolos do lar. Pequenos deuses domésticos, ou teraphim, eram usados como amuletos de
proteção e também em práticas de adivinhação (30.27, nota; Ez 21.21; Zc 10.2).
Ao contrário de Sara e Rebeca, Raquel não desistiu de seus ídolos pagãos ou de
sua ética (vs. 34, 35; 35.2).
* 31.23 seus irmãos. Labão tinha superioridade militar (v. 29).
* 31.24 veio Deus. Deus soberanamente protegeu Jacó, assim como
tinha feito com Abraão (12.17; 20.3) e Isaque (26.8 e nota).
* 31.27 alegria… harpa. Novamente Labão apelou para o costume (cf.
29.26), desta vez reclamando que o ritual costumeiro de despedida não havia
sido seguido (cf. 24.60).
* 31.29 Há poder em minhas mãos para vos fazer mal. Ver v. 23 e nota.
* 31.34 Raquel… assentada sobre eles. A narrativa expõe ao ridículo os deuses
falsos — aqui os ídolos estão sob uma mulher menstruada (v. 35, nota; Lv
15.19-24).
apalpou. Ver referência lateral. A mesma palavra
(também no v.37) hebraica de 27.22. Confiando em seus sentidos, nem Isaque nem
Labão descobriram a verdade (27.18-27, nota).
* 31.35 regras das mulheres. O período menstrual. A lei mosaica vai, mais
adiante, especificar que mulheres nessa condição eram cerimonialmente impuras
(Lv 15.19-24). Assim como no capítulo 27, o filho mais novo havia enganado seu
pai.
* 31.39 sofri o dano. De acordo com a leis antigas que
especificavam as responsabilidades dos pastores, como as que estão no código de
Hamurabi (c. 1750 a.C.), Jacó não deveria ser responsável pelas perdas.
* 31.42 Se não fora o Deus. Ver 28.15, 20 e notas.
o Temor de
Isaque. Ou, “aquele que
atemoriza de Isaque”. Ver v. 53 e nota.
me
despedirias agora de mãos vazias.
Uma alusão a uma das faltas mais notáveis de Labão — sua falha em não
pagar um salário justo ao trabalhador (29.25; 31.7, 41).
* 31.43 tudo o que vês é meu. A reivindicação de Labão mostra que o temor
de Jacó era justificado (v. 31).
* 31.44 façamos aliança. Esta aliança, ou “tratado” (referência
lateral), era como o tratado de não agressão entre Abraão e Isaque feito com os
filisteus (21.27; 26.28), porém muito diferente da aliança que Deus fez com
Abraão (15.8).
* 31.50 tomares outras mulheres além delas. A família de Terá dava valor à estrutura
familiar, em contraste com os cananeus (24.3, 4; 26.34, 35; 27.46; 28.9 e
notas). Esta proibição era comumente encontrada em contratos de casamento no
antigo Oriente Próximo.
* 31.52 testemunha. Tomava-se por certo que as condições do
tratado deveriam ser passadas fielmente às gerações seguintes.
* 31.53 O Deus de Abraão… Naor… pai. Labão, o pagão, aparentemente considerava o
Deus de Abraão como um dos deuses de sua família. Terá, o pai de Abraão e Naor,
foi provavelmente um adorador da lua em Ur (11.27, nota; Js 24.14).
Temor de
Isaque, seu pai. Não igualando
o Deus de Abraão com o deus de Naor, Jacó jurou pelo “Temor de Isaque, seu pai”
(v. 42, nota), outro nome para o Deus de Abraão.
* 31.55 abençoou. Ver 24.60; 27.7; 28.1 e notas.
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sergiovalentin