* 32.1
anjos de Deus. Jacó
novamente encontrou-se com os anjos de Deus a quem ele já havia encontrado em
Betel (28.12). Estes encontros angélicos na saída e retorno à terra Prometida
demarcam experiências de Jacó com Labão (28.10-22, nota) e atestam a promessa
de Deus de estar com Jacó e protegê-lo onde quer que fosse (28.15).
Fiel à sua promessa, Deus esteve com Jacó — não apenas
protegendo-o, mas também refazendo o seu caráter. O Jacó que não orava e era um
enganador se tornara agora em um humilde homem de oração (vs. 9-12).
* 32.2
Maanaim. Ver
referência lateral. Jacó podia ter em mente tanto o seu acampamento quanto o
acampamento de Deus, um escudo e cobertura celestial. Assim como Betel era a
casa de Deus e o portão do céu (28.17), Maanaim era o acampamento de Deus na
terra. Maanaim mais tarde serviu como a capital para o filho de Saul, Is-Bosete
(2Sm 2.8) e como um refúgio para Davi durante a rebelião de Absalão (2Sm
17.24). Maanaim situava-se ao leste do rio Jordão, nas proximidades do rio
Jaboque; no entanto, sua localização precisa é incerta.
* 32.3
Seir. Ver 25.25 e nota.
* 32.4, 5 A maneira humilde com que Jacó falou com seu
irmão e rival sugere que a mudança no seu caráter foi real (v. 1, nota). Como
fez Abraão com Ló (13.8, 9), Jacó não insistiu nos seus direitos pactuais, mas
deixou o assunto nas mãos de Deus.
* 32.6
quatrocentos homens. Jacó tinha
razão em temer (14.14; 27.40, 41), ainda que tivesse sobrevivido às forças
ainda maiores de Labão com a ajuda de Deus (31.29 e nota).
* 32.9
E orou Jacó. A primeira
oração registrada de Jacó (vs. 9-12) é colocada exatamente entre os dois
presentes a Esaú (vs. 3-8, 13-21). Esta estrutura sugere que ele confiava que
Deus haveria de fazer prosperar aqueles dois presentes dados.
* 32.10 sou indigno. Uma
transformação espiritual aconteceu com Jacó: ele se submeteu a Esaú e
reconheceu a sua indignidade diante de Deus.
misericórdias…
fidelidade. Palavras comumente
usadas para descrever a lealdade e fidelidade de Deus às suas promessas
pactuais (24.27; Êx 15.13, nota; Sl 40.11; 61.7). Jacó agora identifica-se
completamente com a aliança de Deus com Abraão e Isaque, e sua fé descansou
firmemente nas promessas da aliança de Deus.
* 32.12 dar-te-ei a descendência como a areia. Pela fé Jacó aplicou a si mesmo a linguagem da promessa pactual com Abraão
(22.17; cf. 28.14).
* 32.13 um presente. A palavra hebraica conota um tributo, um
presente expressando lealdade a um superior. Ver notas em 33.3, 4 e 33.11.
* 32.14, 15 Quinhentos e cinqüenta animais era um
presente extravagante.
* 32.20 o aplacarei. Lit., “cobrir a sua face”, uma expressão
significando o acobertamento da culpa. Jacó estava dolorosamente consciente de
que havia pecado contra seu irmão.
* 32.22-32 Ao lutar com Jacó, Deus apareceu em forma
humana e privou a Jacó de sua força natural, porém, Jacó saiu vencedor em
agarrar-se a Deus para receber a bênção.
* 32.24 lutava com ele um homem. Este homem misterioso era na verdade uma
teofania, uma manifestação visível (e neste caso tangível) de Deus que é
intrinsecamente invisível, o Anjo do Senhor (16.7, nota; Os 12.4). O Senhor
inesperadamente iniciou a luta.
* 32.25 não podia com ele. Embora Jacó fosse aparentemente um homem de
força considerável (29.2, 10), o Anjo do Senhor ajustou sua força à força de
Jacó.
tocou-lhe. Ver referência lateral. Deus deslocou a
articulação da coxa de Jacó, o pivô da força de um lutador (v. 31). Tendo
previamente dependido de sua habilidade e força, as força naturais de Jacó
estavam agora enfraquecidas. Cada passo que desse no futuro haveria de
lembrá-lo da sua dependência da graça divina.
* 32.27 Como te chamas? Ver nota em 3.9.
* 32.28 te chamarás. Ver nota em 17.6.
Israel. Ver referência lateral. O novo nome indica
que o patriarca eleito havia amadurecido na sua fé.
lutaste com
Deus. O “homem” é
implicitamente identificado com o próprio Deus (v. 30).
* 32.29 Por que perguntas. Nos tempos antigos, acreditava-se que um
nome expressava a natureza essencial assim como a identidade de alguém. O nome
divino participa da santidade do ser de Deus (Jz 13.18), e deveria ser
reverenciado (Êx 20.7). Os pagãos criam que conhecer o nome de uma divindade
lhes dava a habilidade de invocar o poder dessa mesma deidade. Aqui, no
entanto, o nome de Deus não é dado (cf. 28.13; Os 12.5), mostrando que a
revelação do nome do Senhor é um ato da iniciativa graciosa da divindade, e não
uma resposta ao esforço humano de invocar e controlar a Deus.
* 32.30 Peniel. Ver referências laterais nos vs. 30, 31.
Peniel era situada no rio Jaboque nas proximidades da moderna cidade de Tulul
edh-Dhahab. A cidade foi destruída por Gideão (Jz 8.8) e depois fortificada por
Jeroboão I (1Rs 12.25).
salva. A preservação da vida de Jacó neste encontro
“face-a-face” com o Deus todo poderoso confirmou a sua preservação no encontro
eminente com Esaú, um mero ser humano (cf. v. 11).
* 32.32 até hoje. A restrição contra comer o nervo ciático,
mencionada somente na literatura judaica extra-bíblica, recorda este evento
fundamental na História da nação.
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sergiovalentin