*           34.1-31   A ameaça à comunidade da aliança em Siquém foi severa. A proposta de Hamor teria significado a assimilação da família de Jacó pelos povos vizinhos (vs. 8-10; Nm 25.1-3, nota).

 

A transição entre o ato de culto de Jacó (33.20) e o comportamento depravado no capítulo 34 é marcante. Ao invés de morar em Siquém (33.18, 19), talvez Jacó devesse ter cumprido o seu voto feito em Betel (28.22; 31.13; 35.1). Não há a menção de Deus neste capítulo e nem de separação da idolatria (35.1-5), um comentário triste a respeito da liderança espiritual de Jacó (35.4, nota).

 

34.2   heveu.   Ver 9.25; 10.15, 17 e notas.

 

Viu-a… tomando-a, a possuiu.   Diná não consentiu na relação. Foi, portanto, um estupro. A palavra hebraica traduzida como “possuiu” é traduzida como “forçar” em 2Sm 13.12, 14, 22, 32. A seqüência “viu... tomou...” lembra 3.6 e 6.2.

 

*           34.7   em Israel.   A nação de Israel. Esta descrição pressupõe o desenvolvimento da nação a partir dos filhos de Israel (cf. 49.28).

 

*           34.9   Aparentai-vos.   Ver nota no capítulo 34.

 

*           34.12   dote.   Este não era o dote dado pela família da noiva ao noivo, mas o “preço da noiva” (ver referência lateral), um presente recíproco dado pelo noivo ao pai da noiva (24.53; 1Sm 18.25).

 

*           34.13   filhos de Jacó… responderam com dolo.   Jacó colheu o fruto de seu engano: seus filhos copiaram seu dolo (27.35, 36); porém, o alvo deles era matar.

 

*           34.15   circundando-se todo macho.   Os filhos de Jacó, cometendo um sacrilégio, esvaziaram o santo sinal da aliança do seu significado religioso (17.10, 11 e notas) e abusaram dele com a intenção de cometer vingança.

 

*           34.20   porta.   Ver nota em 23.10.

 

*           34.24   deram ouvidos a Hamor.   Os siquemitas provavelmente não conheciam ou davam qualquer valor ao significado do ritual, eles concordaram apenas para promover seus próprios interesses (v. 23).

 

*           34.25   mataram os homens todos.   Sob a lei mosaica o pecado de Siquém contra Diná não receberia esta punição, que foi excessiva (Dt 22.28, 29). A ação de Simeão e Levi prematuramente (e ilegitimamente) prenunciaram a guerra santa que Israel travaria contra os habitantes da terra (15.16; Êx 23.27-31; Dt 20.16-20).

 

*           34.27   saquearam.   Pela sua desenfreada, infiel e precipitada vingança, Simeão e Levi perderam liderança e terra em Israel (49.5-7).

 

*           34.30   serei destruído.   Jacó demonstrou medo ao invés de fé obediente (cf. 35.5).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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