*           35.1-29   A viagem de Jacó no tempo, como indicada pelos nascimentos (vs. 16-18), mortes (vs. 8, 19, 20), e genealogias (vs. 23-26) e no espaço, como indicada por itinerários (vs. 6, 16, 21, 27), é completada porque Deus estava com ele (v. 3). Ele volta para pagar o seu voto em Betel (vs. 1-8), é confirmado como o sucessor das promessas de Deus a Abraão (vs. 9-15), vê as doze tribos seguramente assentadas na Terra Prometida (vs. 16-26) e é reunido com seu pai e irmão (vs. 27-29).

 

*           35.1   sobe a Betel.   Jacó tinha um voto a cumprir (28.20-22; 34.1-31, nota). A revelação de Deus em Betel (vs. 9-13) reitera as promessas da aliança com Abraão, que anteriormente havia adorado em Betel (12.8; 13.3, 4).

 

*           35.2   Lançai fora.   O arrependimento envolve a renúncia de qualquer coisa que impeça ou atrapalhe a adoração e o culto a Deus. A exigência primária da aliança é a lealdade exclusiva a Deus (Ex 20.3-5; Js 24.14; Jz 10.16).

 

deuses estranhos.   Ver nota em 31.19; Js 24.23.

 

*           35.4   deram a Jacó.   Jacó recobrou sua liderança espiritual sobre a família (30.2, nota; 34.1-31, nota).

 

argolas… das orelhas.   Estes brincos eram amuletos associados com cultos pagãos (cf. v. 2).

 

carvalho… Siquém.   Provavelmente a árvore sagrada associada com Abraão (12.6 e nota).

 

*           35.5   o terror de Deus.   A proteção de Deus sobre a família de Jacó através de um pânico induzido (cf. Êx 23.27; Js 2.9) foi necessária porque a sua reputação havia mudado de pacíficos pastores (34.21) para vorazes guerreiros (34.30).

 

*           35.7   edificou ali um altar.   Jacó finalmente cumpriu o seu voto ao Senhor (28.20-22). Ao construir este altar, a família patriarcal reconheceu as promessas da aliança, e consagrou a Terra Prometida. O culto regular era crucial se eles quisessem manter a separação religiosa dos cananeus vizinhos (cap. 34; Nm 25.1-3 e notas). Ver 12.7 e nota; 13.18; 22.9; 33.20.

 

*           35.8   ama de Rebeca.   As Escrituras preservam a memória da morte da velha e fiel ama de Rebeca ao invés da própria matriarca, provavelmente por causa do engano de Rebeca (cap. 27).

 

*           35.9-15   A revelação de Deus a Jacó depois do seu regresso de Padã-Arã a Betel confirmou as promessas anteriores de 28.13, 14. Usando uma linguagem muito similar à das promessas a Abraão: nações, realeza, e terra (17.5-8) Deus confirma suas promessa a Israel, o Jacó transformado (32.28), e indiretamente a seus doze filhos.

 

*           35.9   Padã-Arã.   Ver nota em 25.20.

 

*           35.11   sê fecundo.   A bênção graciosa de Deus sobre toda a humanidade (1.28;9.1,7) enfocava especialmente a comunidade da aliança (28.3; cf. 47.27; Êx 1.7).

 

*           35.12   A terra… descendência.   Ver notas em 12.7; 13.15.

 

*           35.13   Deus se retirou dele.   Isto relembra o primeiro encontro de Jacó com o Senhor em Betel (28.13, nota).

 

*           35.16-20   Perto de Efrata, Raquel morreu ao dar a luz ao décimo segundo filho de Jacó (30.1, nota). O nascimento de Benjamim completou o rol patriarcal das doze tribos de Israel.

 

*           35.17   ainda terás este filho.   A oração de Raquel foi atendida (30.24).

 

*           35.18   Benoni.   Ver referência lateral. O pranto de Raquel por seu filho pressagiava um futuro agonizante para a nação (Jr 31.15-17; Mt 2.17, 18).

 

Benjamim.   Ver referência lateral.   A palavra hebraica yamin pode se referir tanto ao lado direito como ao sul (os hebreus geralmente descreviam direções em termos de uma pessoa olhando para o oriente (leste) — a mão direita consequentemente apontava para o sul). Os filhos de Jacó nasceram em Padã-Arã, ao nordeste de Canaã.

 

*           35.22   Rúben... se deitou com Bila.   Para satisfazer a sua lascívia e talvez certificar a sua liderança como primogênito sobre a próxima geração (cf. 2Sm 16.15-23; 1Rs 2.22). Pelo seu pecado Rúben foi privado de sua posição de primogênito (48.1, nota) e de sua liderança (49.3, 4; Dt 22.30), que Judá, o quarto filho de Lia, viria a assumir (49.8-10).

 

*           35.26   filhos… que lhe nasceram em Padã-Arã.   Benjamim não nasceu em Padã-Arã, mas depois do regresso a Canaã (vs. 16-18). A declaração deve ser entendida como uma recapitulação informal dos filhos de Jacó nascidos durante este período geral de peregrinação em Padã-Arã e logo após (46.8-27, nota). Esta associação dos doze filhos com Padã-Arã talvez sublinhe as semelhanças entre o “êxodo” de Jacó e o êxodo das doze tribos do Egito (31.3, nota).

 

*           35.27-29   Isaque aparece novamente na narrativa (28.5). Sua jornada terminou tendo ele um grande número de anos, mas Deus o deixou depois que tentou impedir seus propósitos na bênção (25.19, nota).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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