*           37.2-50.26   A seção final de Gênesis, “a história de Jacó,” começa aqui. Ela começa com uma nota negativa mostrando o rompimento da paz no meio da família da aliança (cap. 37) e o casamento misto com os cananeus (cap. 38), mas termina com a reconciliação da família e a sua preservação no Egito.

Assim como Jacó figurava proeminentemente na “história de Isaque,” também José se destaca na “história de Jacó.” Deus usou a José, o irmão piedoso rejeitado, para salvar e reconciliar a família da aliança (45.5-8; 50.24). Embora os paralelos marcantes não sejam desenvolvidos no Novo Testamento, a igreja cristã tradicionalmente considera José como um tipo de Cristo. O piedoso José, amado por seu pai (37.3; cf. Mc 1.11), foi mandado a seus irmãos, e foi então vendido por vinte peças de prata (37.28; cf. Mt 26.15). Depois de sofrer perseguição e tentação (37.18-36; 39.7-20; cf. Mt 4.1-11), o justo José foi exaltado como senhor sobre seus irmãos (37.5-11; 41.37-45; 42.6; cf. Fp 2.9, 10).

 

*           37.2   a história de Jacó.   Ver nota em 2.4.

 

os filhos de Bila… Zilpa.   Dã, Naftali, Gade e Aser (30.4-13).

 

*           37.3   amava.   O favoritismo do pai mais uma vez promoveu a discórdia, o engano e o desaparecimento do filho preferido, mas Deus graciosamente usou este fato para alcançar seu bom propósito (cf. 25.28).

 

velhice.   Ver 30.22-24.

 

túnica talar.   Um sinal da posição de José como filho preferido. (cf. 2 Sm 13.18) e um sinal irritante aos irmãos de José do seu favoritismo. A natureza exata da túnica é incerta. A Septuaginta (tradução do Antigo Testamento Grego) traz “multi-colorida”. Alguns sugerem que o original hebraico aqui quer dizer, “um longo casaco com mangas”.

 

*           37.4   e já não lhe podiam falar pacificamente.   Ou “não podiam saudá-lo com a paz.” A saudação era um elemento crucial nas boas maneiras de comportamento antigo (cf. 1Sm 25.6). Tal falha em não estender a saudação ao irmão, indicava um alto grau de animosidade.

 

*           37.5   sonho.   Assim como em outras narrativas de Gênesis, a chave para a compreensão da história de José é dada em uma revelação de abertura (cf. 12.1-3; 25.22, 23). Este sonho profético mostra que o propósito soberano de Deus está por detrás de todos os eventos da narrativa (45.5-8). Ver nota em 20.3.

 

*           37.7   inclinavam.   Ver 42.6; 43.26; 44.14.

 

*           37.8   Reinarás.   A questão retórica foi posteriormente respondida quando José veio a governar “sobre toda a terra do Egito” (41.43) e então sobre a família da aliança vivendo no Egito. A posição de José como cabeça da família da aliança foi confirmada quando ele recebeu o “direito de primogenitura” de seu pai Jacó (1Cr 5.2; cf. Dt 33.16).

 

*           37.9   outro sonho.   A reiteração do tema no segundo sonho de José, como a semelhante repetição dos sonhos de Faraó (41.1-7), mostra que a questão estava determinada por Deus e que logo se cumpriria (41.32).

 

*           37.10   mãe.   Provavelmente uma referência à madrasta de José, Lia, porque sua mãe Raquel já havia morrido anteriormente em um parto (35.16-20).

 

*           37.11   considerava o caso consigo mesmo.   Esta declaração talvez antecipe a decisão posterior de Jacó de dar a José o direito de primogenitura e porção dobrada (v. 8, nota; 48.5, 6).

 

*           37.15   andava errante pelo campo.   Por causa deste atraso ordenado por Deus os ismaelitas chegaram bem a tempo (vs. 21-28).

 

*           37.21   Rúben… livrou-o.   Sendo o irmão mais velho (29.32) Rúben assumiu a liderança na ausência de Jacó e se responsabilizou pela segurança de seus irmãos (vs. 29, 30).

 

*           37.25   sentando-se para comer pão.   Os irmãos mais tarde reconhecem o seu comportamento impiedoso (42.21).

 

ismaelitas.   Esses comerciantes são também identificados como midianitas (v. 28) e medanitas (v. 36 referência lateral). Estes três grupos eram descendentes de Abraão e sem dúvida se misturaram (25.2, 12).

 

*           37.27   vendamo-lo.   Note que a lei mosaica mais tarde proíbe o rapto (Êx 21.16; Dt 24.7).

 

*           37.28   vinte siclos de prata.   Ver Lv 27.5.

 

*           37.30   para onde irei.   Diante de tais circunstancias Rúben temia voltar a seu pai, a quem deveria dar uma explicação (v. 21, nota).

 

*           37.31-33   Observe a ironia desses versos. Tendo enganado a seu pai Isaque com pele de cabritos (27.9) e com a roupa de Esaú (27.27), Jacó é agora enganado com o sangue de cabrito sobre as roupas de seu filho.

 

*           37.36   Potifar.   Este nome egípcio significa “aquele a quem [o deus sol] Ra deu.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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