* 41.1-57 Deus exaltou o fiel José sobre todo o Egito
dando-lhe uma sabedoria sobrenatural: a habilidade de interpretar sonhos (v.
16) e habilidade em política econômica e administração do estado (vs. 33, 38).
José prefigurava Moisés na fundação de Israel, e Daniel no fim da monarquia
israelita. Todos os três foram cativos e oprimidos que chegaram ao poder numa
terra hostil lançando a sabedoria de Deus contra os sábios deste mundo,
demonstrando a superioridade da sabedoria de Deus e seu governo sobre as
nações. Eles prefiguravam Jesus Cristo, a sabedoria encarnada de Deus (1Co
1.30; Cl 2.3), que foi levantado dentre os mortos para governar o mundo (1Co
1.18-2.16; Ap 12.1-5).
* 41.1
sonho. Os povos do antigo
Oriente Próximo tipicamente viam os reis como representantes dos deuses. Sonhos
reais eram considerados especialmente significativos (40.8 e notas).
Nilo. A fonte da fertilidade do Egito.
* 41.8
magos. Como muitos
governantes antigos, os faraós egípcios tinham à sua volta feiticeiros,
interpretadores de sonhos e sábios (40.8, nota; Êx 7.11; Dn 2.2) para dar
conselho em assuntos importantes.
ninguém
havia que lhos interpretasse.
Ver 40.8 e nota.
* 41.12 hebreu. Ver 14.13 e nota; 39.14; 43.32.
* 41.14 se barbeou, mudou de roupa. Ao contrário da maioria dos homens no antigo
Oriente Próximo (incluindo os hebreus), os egípcios estavam normalmente
barbeados. Seria impróprio a José comparecer diante do rei em seus trapos de
prisioneiro (cf. 2Rs 25.29).
* 41.16 Não está isto em mim; mas Deus dará. Ver nota em 40.8; cf. 2Co 3.5.
* 41.25 Deus manifestou a Faraó. Tanto o
sonho quanto a interpretação eram de Deus (40.8 e nota). José foi inspirado por
Deus; ele não agiu como um mago. Nem o Faraó nem seus oficiais estavam no
controle; Deus e seu servo estava no comando; assim como estariam séculos mais
tarde, nos tempos de Moisés (Êx 7.1-5).
* 41.32 O sonho de Faraó foi dúplice. Ver nota em 37.9.
* 41.38 Espírito de Deus. José indicou a ação de Deus, em dar o sonho
(v. 16), e Faraó reconheceu o poder de Deus atuando em José (41.1-57, nota).
* 41.39 ninguém há tão ajuizado e sábio como tu. José tinha acabado de derrotar os homens
mais sábios do Egito (cf. Êx 8.18; Dn 2.10, 27, 28).
* 41.41-46 A posse de José como vice-regente consistiu
em uma cerimônia pública (vs. 41-44), a
designação de um novo nome (v. 45), e sua elevação à nobreza através do
casamento (v. 46).
* 41.41 te faço autoridade sobre toda a terra. José, que havia sido fiel no pouco (39.4,
22), foi colocado sobre o muito (cf. Lc 16.10; 19.17).
* 41.45 Zafenate-Panéia. Ver referência lateral. O papel de José no
Egito era como o de Daniel na Babilônia: ambos aceitaram nomes pagãos sem,
todavia, aceitar a religião pagã (Dn 1.7).
Azenate. Seu nome significa “pertencente à [deusa]
Nate.”
Potífera. Provavelmente uma variação de Potifar
(37.36, nota).
Om. Chamada Heliópolis em Grego, esta cidade era
o centro do culto ao Deus do Sol, Ra (Jr 43.13, referência lateral); este sumo
sacerdote era um dos mais proeminentes no antigo Egito.
* 41.46 trinta anos. José saiu da escravidão para tornar-se o
homem de confiança do rei em meros treze anos (37.2).
* 41.51, 52 Ver referências laterais. Como o nome de
seus filhos indica, José era sempre consciente da mão de Deus sobre si. O nome
do primeiro filho celebra a preservação de Deus no meio de grandes tribulações
(v. 51), e o segundo preserva a memória do favor divino que ecoa a bênção
abraãmica (v. 52; cf. 17.6, 20; 28.3; 48.4; cf. Sl 105.23, 24).
* 41.57 todas
as terras. A salvação temporal
(da fome) do mundo conhecido dependeu de um dos descendentes dos patriarcas
(12.3; 39.5 e notas). Ao mediar esta bênção, José prefigura a obra de Cristo
(1Jo 2.2). Ver nota em 37.2-50.26.
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sergiovalentin