* 46.1-50.26 Esta seção final da “história de Jacó”
(37.2) nos dá uma transição para o livro de Êxodo (Introdução: Características
e Temas).
* 46.1
ofereceu sacrifícios. Berseba foi
o lugar da adoração de Abraão (21.32, 33), Isaque (26.23-25), e Jacó
(28.10-15).
* 46.2
Falou Deus. Novamente, na
partida de Jacó da Terra Prometida, Deus repetiu sua promessa de estar com ele
e de trazer o povo de volta (28.15).
em visões,
de noite. De tempos em tempos
os patriarcas serviam como profetas (12.7; 15.1; 18.17; 20.7 e notas). Não são
registradas quaisquer visões aos doze filhos de Jacó com relação às promessas
da aliança sobre descendência ou terras.
* 46.3
Eu sou Deus, o Deus. Deus repetiu
suas encorajadoras promessas feitas a Isaque (26.24) e Jacó (28.13-15).
lá eu farei
de ti uma grande nação. Uma repetição
da promessa da aliança feita a Abraão (12.2; 15.13, 14; 18.18; cf. Êx 1.7).
* 46.4
A mão… fechará os teus olhos.
Ver referência lateral. Uma palavra de conforto para o idoso Jacó, de
que ele morreria em paz na presença de José (50.1; cf. 15.15).
* 46.8-27 Esta lista dos filhos de Jacó e dos filhos
destes encerra o período patriarcal em Canaã e forma a transição para o êxodo
do Egito (Êx 1.1-7). A lista inclui os filhos e netos de Jacó (alguns dos quais
nasceram no Egito) das suas muitas esposas e concubinas, embora suas filhas,
exceto Diná (v. 15) e Sera (v. 17), sejam omitidas. A lista, portanto, foi
feita com o propósito de culminar no significativo número setenta (v. 27, nota),
para mostrar a bênção de Deus sobre a
família e para prenunciar a sua expansão tornando-a em uma grande nação.
* 46.8
que vieram para o Egito.
Esta lista inclui os filhos de Benjamim, que provavelmente nasceram no
Egito (vs. 21, 27), da mesma forma que a lista daqueles que nasceram em
Padã-Arã (35.23-26) incluía Benjamim, que obviamente nasceu em Canaã (35.26,
nota). A descendência era considerada já presente nos pais (cf. Hb 7.9, 10).
* 46.10 Oade.
Talvez uma adição desapercebida de um escriba, este nome é omitido em Nm
26.12 e 1Cr 4.24.
* 46.15 Padã-Arã. Ver nota em 25.20.
trinta e
três. O total da
descendência de Jacó através de Lia — seis filhos, vinte e cinco netos, dois
bisnetos, e a filha Diná — são trinta e cinco. O número trinta e três pode
refletir a omissão de Er e Onã (v. 12), ou talvez de Oade (v. 10, nota) e Jacó.
* 46.26 sessenta e seis. A soma de trinta e três (v. 15 e nota),
dezesseis (v. 18), quatorze (v. 22), e sete (v. 25) totaliza setenta. O número
de sessenta e seis pessoas provavelmente reflete a omissão de Er e Onã (v. 12)
e Efraim e Manassés (vs. 20, 27).
* 46.27 setenta. A família da aliança é representada pelo
número simbólico setenta (vs. 8-27, nota), significando um número grande e
completo (cf. cap. 10, nota; Êx 24.1; Sl 90.10). Neste grupo de setenta, está
compreendida a emergente nação de Israel.
A Septuaginta (o Antigo Testamento grego) adiciona cinco
filhos e netos de Manassés e Efraim no v. 20 e dá um total de setenta e cinco,
a versão seguida por Estevão em Atos 7.14. Tais variações acontecem
ocasionalmente no Antigo Testamento grego e nem sempre temos a informação
necessária para explicá-las.
* 46.28-47.31 Pela sabedoria de José Deus preservou Israel
em Gósen, fisicamente, dando-lhes alimento e terras (45.10, nota), e
espiritualmente, isolando-os dos egípcios pagãos até o êxodo (43.32; Nm 25.1-3
e notas). Sob a bênção de Jacó ao Faraó (47.7, 10; cf. 12.2) e com o Faraó
honrando a Israel (45.17-20; 47.6; cf. 12.3) todos prosperaram: Faraó ganhou o
controle de toda a propriedade e de todo o povo de Egito (47.19-21), os
egípcios saudavam a José como um salvador (47.25), e Israel prosperava ainda
mais que os egípcios (47.27; Êx 1.7). Essa bênção e prosperidade mútuas se
contrastam com a situação quatrocentos anos depois quando outro faraó
amaldiçoou a Israel e foi amaldiçoado (Êx 1.8-14).
* 46.32 pastores. Sua identidade como pastores garantia a
Faraó que eles não tinham ambições sociais ou políticas debaixo dos auspícios
de seu irmão, e ajudaria a separá-los de casamentos com os egípcios (v. 34;
43.32 e notas). Essa última ameaça aumentou quando passaram a possuir
propriedades no Egito (47.11).
* 46.34 todo pastor de rebanho é
abominação. Os egípcios também
tinham rebanhos (47.6; Êx 9.3, 4); o texto provavelmente se refere a pastores
estrangeiros (43.32, nota).
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sergiovalentin