* 48.1
Manassés e Efraim. José recebeu
os direitos de primogenitura e a porção dupla através da adoção de seus dois
filhos por Jacó, que os elevou à posição de pais fundadores entre as doze
tribos de Israel (37.8; 43.3; 1Cr 5.2 e notas).
O ritual de adoção incluía as declarações de autoridade de Jacó (vs.
3-4), e a intenção de adotar Efraim e Manassés (vs. 5-7), a imposição
tradicional das mãos (vs. 8-12), e palavras de bênção (vs. 15-16). Um texto
antigo da cidade de Ugarit (Ras Shamra) descreve uma adoção semelhante de um neto
(cerca de 1500 a.C.).
* 48.3
O Deus Todo-poderoso. Ver nota em
17.1.
apareceu…
me abençoou. A revelação direta
de Deus da bênção da aliança a Jacó deu a este o poder para legitimar os dois
filhos de José para serem contados entre os doze (v. 5) e para abençoar as doze
tribos (48.5-49.28). Esta preferência por José, dando-lhe a porção dupla,
reafirmou a prerrogativa soberana de Deus de fazer o que lhe apraz com Israel
(Introdução: Características e Temas).
em Luz. Ver 28.19.
* 48.4
fecundo… multiplicarei… terra.
Jacó resume em poucas palavras o conteúdo das promessas da aliança aos
patriarcas (12.1-3, 7; 13.14-17; 15.12-21; 17.4-8; 22.15-18; 28.3, 4, 13-15).
* 48.5
Efraim e Manassés. Efraim, o
mais novo, é novamente preferido diante do mais velho (vs. 17-20; 25.23 e
nota).
Rúben e
Simeão. Os dois filhos de
Lia são mencionados porque são preteridos a fim de que a porção dupla seja dada
a José, o primogênito de Raquel. Rúben perdeu seu direito como primogênito
porque corrompeu o leito matrimonial de seu pai (35.22; 43.3, nota; 49.3, 4).
* 48.6
será tua; segundo o nome de um de seus irmãos. Os outros filhos de José não foram adotados
por Jacó, mas seriam incluídos nos clãs de Efraim e Manassés. Esses outros
filhos mais jovens de José provavelmente estão incluídos em Nm 26.28-37; 1Cr
7.14-29.
* 48.7
Padã. Ver nota em 25.20.
Raquel. Embora Lia tenha sido enterrada no túmulo da
família (49.31; cf. 35.16-20, Raquel é honrada e lembrada na porção dupla dada
a seu primogênito.
* 48.8
Quem são estes. A
identificação dos beneficiários era uma parte do ritual da bênção (v. 1, nota).
O quase cego Jacó (cf. 27.1) cuidadosamente identificou os que receberiam a
bênção irrevogável (27.7, nota).
* 48.9
que Deus me deu. José, que
compartilhava da fé de seu pai, deu a mesma resposta que Jacó dera a Esaú a uma
pergunta semelhante (33.5; cf. 41.51, 52 e nota).
* 47.10 os beijou e abraçou. Uma parte do ritual da bênção (27.26 e
nota).
* 48.11-16 Na bênção a perspectiva de Jacó muda de ação
de graças pela fidelidade de Deus à aliança e sua provisão miraculosa (v. 15)
para a antevisão da fidelidade e bênção de Deus às futuras gerações (v. 16).
* 48.12 José… inclinou-se. Aquele que ocupava o segundo lugar abaixo do
Faraó (41.40) humilhou-se diante do patriarca que mediava as promessas de Deus.
dentre os
joelhos. No antigo Oriente
Próximo, os joelhos eram um símbolo de cuidado paternal e, por extensão, de
adoção (30.3, nota).
* 48.14 mão direita. No antigo Oriente Próximo as declarações
orais eram acompanhadas pela colocação correta da mão direita, uma ação que
funcionava como uma garantia legal. Esta é também a primeira vez nas Escrituras
onde a bênção é acompanhada por imposição de mãos (cf. Sl 139.5; Mt 19.13-15).
* 48.15 abençoou a José. José foi representado em seus dois filhos.
José foi mais tarde abençoado sem a distinção de seus dois filhos (49.22-26).
Ver nota em 27.7.
em cuja
presença andaram meus pais. Ver nota em
17.1.
* 48.16 o Anjo. Ver nota em 16.7; 28.12; 31.11; 32.1, 22-32.
* 48.17-20 Uma nota explicativa adicionada aqui ao
ritual para não interromper a narrativa (v. 1, nota).
* 48.19 o seu irmão menor será maior. Contra a convenção social, o mais novo é
abençoado, como na escolha divina de Isaque sobre Ismael (17.18, 19), Jacó
sobre Esaú (25.23), e José sobre Rúben (v. 1, nota). A escolha soberana de Deus
sobrepassa o caminho natural do homem (cf. Is 55.8, 9).
* 48.20 Efraim adiante do de Manassés. A bênção profética de Jacó se cumpriu depois
do êxodo quando Efraim se tornou a tribo Israelita dominante na região do norte
da Terra Prometida (Dt 33.17, nota).
* 48.22 um declive montanhoso. A palavra hebraica assim traduzida (shechem) comumente significa “costas” ou
“cume” (referência lateral) e é idêntico ao nome do lugar “Siquém” (33.19).
Alguns entendem que isto é uma referência à porção dupla na terra prometida que
José recebeu através de Efraim e Manassés (v.1, nota). Outros entendem que Jacó
legou em testamento a área de Siquém, onde ele havia comprado uma área (33.18,
19), a qual seus filhos mais tarde conquistaram (34.25-31) para os descendentes
de José (Js 24.32).
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sergiovalentin