*           49.1-28 As bênçãos do patriarca inspirado profetizaram o destino das doze tribos que descendiam de seus filhos, em sua maior parte por intermédio de trocadilhos com seus nomes ou através de comparações com animais. Os nomes e as ações (boas ou más) dos doze filhos prenunciavam o destino de cada tribo. Essas bênçãos proféticas no final do período patriarcal foram organizadas de acordo com as mães — os seis filhos de Lia (vs. 3-15), os quatro filhos das servas (vs. 16-21); e os dois de Raquel (vs. 22-27) — e exibiam a soberania de Deus sobre a nação. Elas serão expandidas mais tarde na “bênção de Moisés (Dt 33), conferida no limiar da conquista da terra.

 

*           49.1 dias vindouros. As profecias de Jacó englobam toda a história de Israel desde a conquista e distribuição da terra até o reino do Messias, Jesus Cristo (v. 10 e nota). Ver Nm 24.14; Dt 31.28, 29; Is 2.2.

 

*           49.3-7 As profecias sobre os primeiros três filhos de Lia: Rúben, Simeão e Levi, anunciam o castigo por faltas cometidas e não usam comparações com animais. As iniqüidades dos pais são visitadas nos filhos (Êx 20.5).

 

*           49.3 Rúben. Ver 29.32; 35.22 e nota. A herança de um filho no antigo Oriente Próximo não poderia ser alterada por uma decisão arbitrária do pai, mas tais mudanças poderiam ser feitas se ocorressem sérias ofensas sexuais do filho contra a família.

 

*           49.4 Impetuoso. O comportamento de Rúben foi negligente e destrutivo. O termo em hebraico aqui denota orgulho e presunção (cf. Jz 9.4; 1Cr 5.1, 2).

 

*           49.5 Simeão e Levi. Ver 29.33, 34; 34.25 e nota.

 

*           49.7 dividi-los-ei... espalharei. Compartilhando de uma inclinação a uma ira e crueldade destrutivas, Simeão e Levi constituíam-se numa ameaça à paz (34.25-31). Após o êxodo do Egito, a tribo de Simeão diminuiu em importância e não foi mencionada na bênção de Moisés (Dt 33). Simeão não recebeu uma herança separada na Terra Prometida, mas à essa tribo foram destinadas cidades pertencentes à herança de Judá (Js 19.1-9). Semelhantemente, a tribo sacerdotal de Levi recebeu cidades por toda a terra (Js 21.1-42).

 

*           49.8 Judá. Ver 29.35; 43.3 e notas.

 

teus irmãos te louvarão. As tribos se prostraram diante do descendente de Judá, Davi, por causa dos seus feitos heróicos (2Sm 5.1-3).

 

*           49.9 leãozinho. O termo significa força, coragem, e ousadia (Jz 14.18; Pv 28.1). O leão era um símbolo adequado para os reis guerreiros da linhagem real davídica de Judá culminando no Messias conquistador, Jesus Cristo (Ap 5.5).

 

*           49.10 cetro não se arredará. Uma profecia que foi posteriormente aperfeiçoada e confirmada pela aliança davídica (2Sm 7.16).

 

até que venha Siló. O sentido exato desta expressão é incerto. Alguns entendem “Siló” como sendo o nome de um lugar (“reuniu-se toda a congregação dos filhos de Israel em Silo”, cf. Js 18.1) ou como uma referência ao tributo (“até que o tributo seja trazido a Judá”). De maneira mais admissível (e consistente com as traduções antigas), outros entendem que este termo seja uma referência à vinda de um governante judaico: “até que venha aquele a quem ela pertence de direito” (cf. Ez 21.27) ou “até que Siló [possivelmente um termo messiânico] venha”. A menção posterior de domínio sobre “povos” aponta para a realização final desta profecia no reino universal de Cristo (1Co 15.24-28; Ap 5.5). O plano de Deus para o homem de governar e ter domínio (1.26-28) está concentrada nele.

 

*           49.11, 12 A bem-aventurança do governante messiânico é representada pelo vinho (um símbolo de prosperidade, 27.28) e pela sua beleza (Sl 45.2-9).

 

*           49.11 filho da sua jumenta. Ver Zc 9.9; Mt 21.7.

 

*           49.13 Zebulom. Ver 30.20; Dt 33.18,19, 20; Js 19.10-16.

 

*           49.14 Issacar. Ver 30.18.

 

*           49.15 trabalho servil. Tendo falhado em expulsar os cananeus para fora do seu território, a tribo de Issacar aparentemente desejava negociar sua liberdade em troca de trabalho forçado (cf. Jz 1.28, 30). Issacar livrou-se do jugo cananeu sob a liderança de Débora e Baraque (Jz 5.15).

 

*           49.16 julgará o seu povo. Ou, trazer justiça à eles. Ver 30.6.

 

*           49.17 serpente. Embora pequena, Dã era perigosa e subitamente atacava para derrubar inimigos maiores (Jz 18). O danita Sansão, sozinho, derrotou os filisteus (Jz 13-16).

 

*           49.18 Uma breve oração em meio aos oráculos.

 

*           49.19 Gade. Este versículo consiste num jogo de palavras (quatro das seis palavras hebraicas tem som semelhante a “Gade”) indicando o constante perigo a que Gade estava exposta por causa dos seus vizinhos ao sul e ao leste (Amom e Moabe).

 

*           49.20 pão... delícias. Uma referência à sua terra fértil (Dt 33.24; Js 19.24-31). Ver 30.13.

 

*           49.21 Naftali. Ver 30.8; Js 19.32-38.

 

*           49.22 José. Ver 30.24; 48.15-20.

 

frutífero. A estéril Raquel produziria a tribo mais frutífera (30.2, 22; 41.52).

 

se estendem sobre o muro. Os filhos de José mais tarde procurariam aumentar seu território (Js 17.14-18).

 

*           49.24, 25 Note a admirável multiplicação de nomes divinos.

 

*           49.24 Pedra. A segura defesa de Israel (Dt 32.4, nota).

 

*           49.25 Todo-Poderoso. Ver a nota em 17.1.

 

abençoará. A raiz hebraica para “abençoar” é usada seis vezes neste versículo. Essas bênçãos significavam a fertilidade da terra alimentada pela água vinda do céu e das profundezas da terra (1.6-8 e nota) e a fertilidade do corpo (“seios e da madre”; 1.22; cf. Nm 24.5-7). As bênçãos outorgadas aos homens na criação achavam-se concentradas em José.

 

*           49.26 distinguido. Ver a nota em Dt 33.16.

 

*           49.27 Benjamim é lobo. Ver 35.18. Esta tribo posteriormente teria a reputação de um guerreiro feroz (Judg. 20.14-25).

 

*           49.29—50.26 Crendo nas promessas de Deus feitas a Abraão e Isaque acerca da Terra Prometida  (13.15 e nota), Jacó pediu para ser enterrado com eles em Canaã (49.29-32; cf. 47.29-31). José também havia instruído a sua família para enterrá-lo na Terra Prometida depois do êxodo (50.24-26; cf. Js 24.32). O enterro de Jacó na caverna de seus pais, e a determinação de José para ser enterrado em Canaã destacam a solidariedade da família da aliança e apontam adiante para o êxodo do Egito. A unidade da família será enfatizada adiante pelas bondosas palavras de José e suas provisões para os seus irmãos que haviam lhe causado mal (50.15-21).

 

*           49.29 na caverna. Ver o cap. 23; 25.9 e notas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

-----------------------------------------------------------------------------

www.sergiovalentin.teo.br

[email protected]

LOGO FACE cópia.jpgsergiovalentin