*           5.1-6.8   Neste relato da genealogia de Adão, Moisés dá ênfase na linhagem da aliança de Sete (cap. 5) e então sumariza a escalada do pecado na Terra antes do dilúvio (6.1-8).

 

*           5.1-3   A piedosa linhagem de Sete em contraste com a de Caim (4.17-24), é iniciada por sua ligação com a criação original: vs. 1-2 resumem 1.1-2.3, especialmente 1.27, 28. V. 3b ecoa 1.27, 26 e 4.25 (11.10-26). O propósito de Deus para a criação se realizará através de Sete, não de Caim.

 

*           5.1 Este é o livro da genealogia.   Uma nova seção do Livro de Gênesis começa (2.4 e nota). A menção de um “livro” ou “documento” indica que o autor usou fontes (11.10-26).

 

*          5.2       abençoou.   A bênção da criação é reiterada (1.28; 9.1, nota).

 

chamou.   Ver 1.5 e nota.

 

*           5.3-32   Estes versos contém 10 parágrafos, cada um escrito da mesma forma, com um parágrafo para cada geração na linhagem de Adão até Sete. Existem algumas semelhanças, assim como significativas diferenças, entre este registro e as Listas dos Reis Sumérios (escritas por volta de 2000 a.C.), que mencionam oito reis pré-diluvianos que reinaram por períodos de tempo excepcionalmente longos (até 72.000 anos). Dando seqüência ao relato sumério do dilúvio (cf. Caps. 6-9), existe uma outra lista de personagens pós diluvianos que tiveram vida mais curta. (cf. cap. 11).

 

Mais significativas são as semelhanças formais e diferenças materiais entre a presente genealogia de Sete e a genealogia de Caim no cap. 4. Ambas são inicialmente lineares, mantendo o foco em um indivíduo em cada geração e ambas sendo concluídas pela divisão da linhagem entre três filhos (4.20-22; 5.32; o mesmo acontece em 11.10-26). Porém, os temas centrais destas genealogias se contrastam fortemente. A linhagem de Caim acaba no dilúvio; a de Sete sobrevive a este. Enquanto a primeira delas apresenta a linhagem amaldiçoada de Caim que se conclui com assassinato gerando assassinato (4.17-24), a última une o fundador da humanidade, Adão, com o seu novo fundador, Noé (4.25, 25, nota). O Enoque e o Lameque na linhagem de Sete não devem ser confundidos com o primeiro e o último descendente que tem os mesmos nomes na linhagem de Caim. Enoque, o sétimo na linhagem de Sete, “andou … com Deus” e “Deus o tomou para si” (v. 24); o Lameque da linhagem de Sete dá a seu filho o nome de Noé, na esperança de que o Senhor os consolasse (cf. v. 29).

 

Porque a palavra hebraica traduzida como “gerou” comumente significa “se tornou o ancestral de” e porque alguns dos números parecem ser simbólicos, muitos estudiosos sustentam que existem lacunas nestas genealogias, e que, portanto, elas não servem para se computar uma cronologia precisa. A sétima geração é significativa porque marca um clímax — o apogeu da impiedade do cainita Lameque (4.18-24), e o apogeu da piedade do setita Enoque (vs. 18-24; cf. a nota dos vs. 21-24). A cifra das dez gerações de Sete a Noé (vs. 3-32) se emparelha às dez gerações de Sem a Abrão em 11.10-26 (esta última genealogia parece também ter lacunas, 11.10-26, nota; cf. Mt 1.17, nota). Também a idade de alguns personagens antediluvianos pode ser simbólica e talvez sejam relacionadas a períodos astronômicos conhecidos dos povos do Antigo Oriente Próximo (p.ex., os trezentos e sessenta e cinco anos da vida de Enoque, vs. 21-24, nota).

 

*           5.5   e morreu.   Ver 3.19 e notas. Através da transgressão de Adão a morte veio sobre todos (Rm 5.12-14). Por outro lado, a despeito deste julgamento, a graça de Deus preserva a linhagem messiânica (3.15 e nota) mesmo enquanto o pecado é abundante na terra (4.17-24).

 

*           5.21-24   O número sete (ou seus múltiplos) é comumente significativo nas genealogias bíblicas (5.3-32, nota; Mt 1.17; Jd 14).

 

*           5.22   Andou…com Deus.   A expressão, repetida duas vezes (aqui e no v. 24), significa uma comunhão íntima (3.8; 6.9), incluindo revelação especial.

 

*           5.23   trezentos e sessenta e cinco anos.   Talvez um número simbólico correspondente aos dias do ano solar e significando uma vida de privilégio especial. Embora a longevidade seja um sinal de bênção e favor divino (Sl 91.16), a relativamente curta duração de vida do abençoado Enoque, especialmente se comparado a do seu filho Metusalém, demonstra que estar na presença de Deus é ainda um privilégio maior (Jo 17.24).

 

*           5.24   e já não era, porque Deus o tomou para si.   De todos os santos descritos no Antigo Testamento apenas Enoque e Elias não experimentaram a morte física (2Rs 2.1-12; Hb 11.5).

 

*           5.29   Este nos consolará.   Enquanto o Lameque cainita procurou reparar o erro com a vingança (4.24 ), o Lameque setita confiava no Senhor com esperança para prover a semente através da qual viria a libertação da maldição.

 

*          5.32     quinhentos.   Ver 6.3 e nota.

 

Sem, Cam e Jafé.   Ver 9.18 onde sua história é resumida

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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