*          13.1-3 Aqui, a responsabilidade dos leitores para cuidar e encorajar uns aos outros na perseverança na fé assume formas tangíveis: amor fraternal para com todos os crentes (Rm 12.10; 1Pe 1.22), hospitalidade para aqueles que precisam de abrigo e alimento (11.38), identificação com os presos (10.34) e apoio compassivo para aqueles que estão sendo maltratados por causa de sua confissão (10.33; 11.25; cf. Mt 25.35-37).

*          13.2     Não negligencieis. A pressão do sofrimento pode afastar das nossas mentes as responsabilidades fundamentais do amor (vs. 3,7,16).

sem o saber acolheram anjos. O próprio Abraão, que foi um estrangeiro (11.13), deu hospitalidade para "três homens" (Gn 18.2), na realidade, o próprio Senhor com dois de seus mensageiros sobrenaturais (Gn 18.1-19-22).

*          13.3 Lembrai-vos dos encarcerados. A recomendação de Paulo a respeito de Onesíforo, que "nunca se envergonhou das minhas algemas" mostra a importância deste encorajamento, mesmo para um apóstolo (2Tm 1.16-18).

*          13.4 Uma segunda indicação de que a imoralidade sexual pode atingir os leitores (12.16). O remédio para resolver o problema da imoralidade não é uma abnegação ascética, antes, uma apreciação correta da honra que Deus outorgou ao relacionamento matrimonial (Ef 5.22-33; 1Co 7.3-5).

*          13.5,6 Aqueles que são tentados pelo amor do dinheiro e pelo descontentamento são identificados como aqueles que procuram a sua segurança nos recursos financeiros (Mt 6.19-21,24-34). Mas a promessa que Josué recebeu, oferece maior segurança: "Não te deixarei nem te desampararei" (Js 1.5). A nossa resposta confiante reafirma que o Senhor é o nosso auxílio (2.18; 4.16) e nos liberta de todas as formas de medo (2.15; 11.23,27).

*          13.7 dos vossos guias. O ministério da primeira geração de mestres da congregação (2.3) encerrou-se e, mais adiante, o autor exortará a seus leitores a submeterem-se à nova liderança, de acordo com os deveres pastorais dos guias (v. 17).

imitai a fé. Devemos imitar aqueles que herdam as promessas através de uma fé perseverante (6.12).

*          13.8 Embora a liderança humana deixe a congregação, Jesus Cristo é "o mesmo" (1.12) "ontem" (no qual Deus falou através dos profetas, 1.1), "hoje" (pois Deus nos convoca para entrar em seu descanso pela fé 3.7,13; 4.7), e "para sempre" (1.8; 7.17,21,24,28). Ele é a forte âncora no meio dos sofrimentos e incertezas desta vida (6.19).

*          13.9 doutrinas várias e estranhas. Estas doutrinas ou ensinos, segundo parece, afirmaram que os leitores, por não mais participarem da vida ritual do templo (v. 13), inclusive das festas sacrificiais, não tinham acesso a Deus. O autor responde afirmando que a graça, e não o alimento cerimonial, fortalece os nossos corações, porque pela graça participamos no culto do altar celestial onde Cristo ministra.

nunca tiveram proveito. Tal como a oferta pelo pecado não podia efetuar uma purificação da consciência (9.9), assim também a oferta pacífica não podia garantir que o adorador tivesse paz e comunhão com Deus (Lv 7.11-18; 1Co 10.18).

*          13.10 Os sacerdotes levíticos tinham o direito de reter uma porção de cada animal sacrificado como oferta pacífica no tabernáculo do Antigo Testamento (Lv 6.18,29; 7.6,28-36). Enquanto os sacerdotes e o povo dependerem do antigo sistema do sacrifício de animais para receber expiação e paz com Deus, eles não podem desfrutar do ministério sumo sacerdotal de Cristo nos céus.

*          13.11,12 O simbolismo do Dia da Expiação prefigurou dois aspectos importantes da obra expiatória de Cristo. Primeiro, o sangue trazido para dentro do Santo dos Santos declarou que aproximação ao Deus santo é possível  somente através da morte de um substituto imaculado. Segundo, os corpos dos animais queimados fora do arraial indicaram que o substituto tornou-se impuro por causa dos pecados do povo que lhe foram imputados.

*          13.13 Saiamos, pois, a ele, fora do arraial. O sofrimento de Jesus fora da porta da cidade simbolizou não apenas a maldição que ele levou sobre si como o nosso substituto, mas, também, a sua rejeição pelo estabelecimento religioso dos judeus e de seus líderes. Os leitores são convocados agora a assumir com coragem sua própria exclusão das instituições judaicas (sinagoga e templo e talvez até da própria família) na expectativa confiante da cidade que há de vir (v. 14).

levando o seu vitupério. Ver 11.25,26 e nota; Sl 69.7-9; Rm 15.3.

*          13.15 ofereçamos... sempre. O tempo do sacrifício de animais já passou, porém, os servos de Deus, à semelhança de todos os sacerdotes, ainda têm dons e ofertas para ele. Estes sacrifícios espirituais (1Pe 2.5) incluem louvor a Deus (v. 15) e atos de amor ao próximo (v. 16).

sacrifício de louvor. Na tradução grega de Lv 7.11-21, esta frase se refere a um tipo de "oferta pacífica" que foi um sacrifício de animal. Mas o sentido aqui é mais perto de Sl 50.14,23 onde o Senhor pede "ações de graça" no lugar de sacrifícios de animais.

o fruto de lábios que confessam o seu nome. Em Os 14.2 esta atraente figura de linguagem é usada para descrever as palavras que oferecemos a Deus quando os pecados são perdoados. Este é o "sacrifício de louvor".

*          13.16 Não negligencieis. Sacrifícios de palavras devem ser acompanhados por atos de amor fraternal (Tg 1.27). Em Fp 4.18, Paulo identifica estes atos materiais "como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível". Ver nota no v. 2.

*          13.17 Obedecei... sede submissos. Evidentemente, a nova geração de líderes não estava recebendo a submissão respeitosa que o ofício merece.

pois velam. Líderes fiéis na Igreja são semelhantes a pastores fiéis (Jr 23.4; At 20.28; 1Pe 5.2-4) ou atalaias que dão o aviso de perigo à cidade (Ez 33.6). O cuidado dos líderes é profundo e genuíno porque eles foram designados por Deus, a quem devem prestar contas (cf. 4.13). Todos sofrerão se resistirem o seu ministério.

*          13.18 Orai por nós. Os crentes têm o privilégio de agir como sacerdotes, e em plena dependência de seu livre acesso ao trono da graça (4.16), oram uns pelos outros.

de termos boa consciência. Talvez o autor esteja comunicando a seus leitores que ele mesmo está exercendo o seu ministério de modo cuidadoso, de acordo com as diretrizes que acabou de traçar (v. 17; 2Co 1.12).

*          13.19 restituído mais depressa. As circunstâncias exatas do autor são desconhecidas. Ele já esteve anteriormente com o grupo a que se dirige, e está ansioso para revê-lo.

*          13.20,21 Esta bênção engloba os temas proeminentes da carta, e introduz novos.

*          13.20 o grande Pastor das ovelhas. O bom pastor guia e protege as suas ovelhas (Sl 23; Ez 34.11-16,31), e ele deu a sua vida por elas (Jo 10.11; 1Pe 2.24,25).

pelo sangue da eterna aliança. O sacrifício de Cristo derrotou a morte (2.14) e inaugurou a nova e eterna aliança (9.12-15). Depois de ter ressuscitado, Cristo "já não morre" (Rm 6.9); os efeitos de seu sacrifício são eternos.

*          13.21 cumprirdes a sua vontade. Deus tem providenciado tudo para o nosso crescimento na santidade (2Pe 1.3) e ele está sempre pronto para auxiliar na hora de necessidade ou de tentação (2.18; 4.16).

operando em vós o que é agradável diante dele. Deus mesmo nos dá forças para amá-lo e também amar o próximo, sacrifícios estes que o agradam (vs. 15,16; Fp 2.13).

por Jesus Cristo. A totalidade da salvação, o perdão dos pecados e a novidade de vida, vêm por Jesus Cristo.

*          13.22 palavra de exortação. Este sermão, em forma de carta, levaria mais de uma hora para ler em voz alta. O escritor poderia ter expandido certas partes, se tivesse assim desejado (9.5).

*          13.24 Saudai todos os vossos guias. O escritor faz todo o esforço para garantir que os novos líderes da congregação recebam o devido reconhecimento (cf. v. 17).

Os da Itália. Ver Introdução: Data e Ocasião.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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