*          3.1 santos irmãos. Esta maneira de dirigir-se a alguém, é tipicamente cristã (3.12; 10.19; At 1.16; 1Co 3.1), tem um sentido especial aqui, porque Jesus nos chama "irmãos" e nos "santifica" (2.11).

vocação celestial. Dos céus, o Senhor chama, convocando-nos a sermos perseverantes à fé (12.25). Ele nos chama também para os céus, uma pátria superior (11.16) e à eterna herança daqueles que são chamados (9.15).

considerai. Posto que Cristo é poderoso para resolver os maiores problemas que enfrentamos, devemos estar prontos para prestar toda atenção àquilo que será dito acerca dele.

Apóstolo. Este título é aplicado a Cristo somente neste lugar no Novo Testamento, e enfatiza o fiel cumprimento da missão que o Pai lhe deu (v. 2; cf. 10.5-10; Jo 6.38; 20.21).

*          3.2-6 Com referência a Nm 12.7, Moisés e Cristo são comparados quanto à fidelidade, e contrastando quanto à honra. Embora privilegiado para falar face a face com Deus, e ver a sua forma (Nm 12.8), Moisés era apenas um "servo" na casa de Deus (v. 5). Cristo, porém, como agente da criação (1.2,10), merece a honra como o Construtor divino de todas as coisas e "como Filho, em sua casa" (v. 6).

*          3.3 que a estabeleceu. A implicação necessária é que Jesus é o construtor da casa e, portanto, que ele é divino (v. 4). Este texto indica tanto a identidade de Cristo como Deus ("que a estabeleceu") quanto a sua distinção pessoal do Pai (v. 6).

*          3.5 fiel, em toda a casa. Posto que o autor se refere a Nm 12.7, a ênfase recai sobre a dignidade do serviço de Moisés. Ele é ministrador incomparável da lei, porém, o ministério de Cristo é ainda mais sublime.

testemunho... de ser anunciadas. O ministério de Moisés testificava da vinda de Cristo (Jo 5.46,47). A lei mosaica, através de suas figuras, apontava para as coisas boas trazidas por Cristo (9.11; 10.1), porque em suas regulamentações, o Espírito Santo mostrou que acesso à presença de Deus iria acontecer somente depois da substituição do tabernáculo terrestre para algo superior (9.8).

*          3.6 em sua casa. Uma preposição diferente é usada em 10.21. Cristo está "sobre" a sua casa.

a qual casa somos nós. A casa de Deus é composta de seu povo (1Sm 2.35; 2Sm 7.16; Ef 2.19-22; 1Tm 3.15; 1Pe 2.5), um tema importante que permeia as Escrituras.

se guardarmos firme. Esta condição explica aos leitores como eles podem ter certeza de que pertencem a Deus — sua fé deve provar ser verdadeira através da perseverança (v. 14; 6.11; 10.23). A palavra de advertência é uma introdução apropriada para a citação de Sl 95 que se segue.

*          3.7—4.13 O escritor cita Sl 95.7-11, e passa a usar numerosas citações e alusões breves a fim de permanecer dentro do alvo da sua exposição. Palavras chaves que são importantes nesta seção, incluem "Hoje" (3.13,15; 4.7) e "descanso" (4.3,5,6,8-11); a exposição de "descanso" é desenvolvida do ensino sobre o sábado em Gn 2.2. Juntamente com este ensino é a exortação para "entrar naquele descanso" (4.11) e a advertência para não "endurecer o coração" (3.15; 4.7).

*          3.8 dia da tentação. Uma ocasião significante de tentação aconteceu em Refidim (Êx 17.1-7) onde o povo murmurou e Moisés feriu a rocha a fim de lhe dar água. Todo o período de quarenta anos, andando no deserto, foi caracterizado pela desobediência e rebelião, fato que pode estar em lembrança aqui (vs. 9,10; Sl 78.40).

*          3.11 jurei. Nm 14.21-30 registra a resolução de Deus de não deixar aquela geração entrar na Terra Prometida. Hebreus interpreta esse juramento como uma referência ao descanso que é divino e eterno (4.1-11).

meu descanso. Ver nota em 4.8.

*          3.12,13 O autor se dirige a seus leitores segundo os termos de sua confissão de fé (v. 1), dizendo, "irmãos", porém, reconhece que alguns dentro da comunidade cristã tinham, talvez, um "perverso coração de incredulidade" (cf. 12.15-17). Cristo pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus (7.25), contudo, são os cristãos que devem guardar não apenas a sua própria perseverança mas, também, devem encorajar uns aos outros (10.24,25), tal como o autor faz no decorrer dessa carta (13.22).

*          3.12 coração de incredulidade. Isto é, um coração à semelhança de "vossos pais" (v. 9), que os impediu de entrar no descanso divino (v. 19).

*          3.13 Hoje. Ver nota em 4.7.

engano do pecado. O pecado promove a ilusão de que a desobediência é mais segura (Êx 17.3) ou agradável (11.25,26; Êx 16.3) do que o peregrinar pela fé.

*          3.14 participantes de Cristo. O grego pode significar que somos participantes com Cristo, seus companheiros 1.9, participando com ele na nova vida. Também, é possível interpretar "participante de Cristo", no sentido de ele ser o benefício que juntos recebemos, através da nossa união mística com ele.

*          3.16-19 Nem a bênção do êxodo de Egito, nem o privilégio de ouvir a voz de Deus, garantiram para aqueles que estavam no deserto que entrariam no descanso de Deus, o descanso que é alvo da nossa peregrinação (4.8, nota). Sua rebelião (v. 16), pecado (v. 17), e desobediência (v. 18; 4.6) foi causada pela incredulidade, por sua incapacidade de permanecer tenazmente na promessa de Deus (v. 19; 4.2,3).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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