* 4.1
Temamos. O juízo divino inspira medo (10.27,31; 12.21), contudo, não
precisamos temer o que os homens possam nos fazer (11.27; 13.6).
* 4.2 a
nós foram anunciadas as boas-novas. As boas-novas de libertação e do
amor de Deus que Israel ouviu no Sinai não foram tão claras quanto a salvação
anunciada agora por intermédio do Senhor (2.3), contudo, teria tido valor para
seus ouvintes, e os teria introduzido no descanso de Deus, se as tivessem
recebido com fé.
* 4.3-5 O tema
básico destes versículos é que um "descanso" de Deus tem existido
desde o sétimo dia da criação (v. 4; Gn 2.2), embora a geração desobediente não
conseguisse entrar nele. O escritor entende que as promessas acerca da terra
física, apontam, em última análise, para o descanso divino (3.11, nota), no
qual somente aqueles que crêem podem entrar (v. 3).
* 4.7
Hoje. Os leitores já aprenderam que eles vivem no tempo que se
chama "Hoje" (3.13), portanto, devem prestar atenção às promessas e
advertências. Através de Davi, a oferta para entrar (e uma advertência sobre o
perigo de não entrar) é continuada para uma nova geração, que deve
"Hoje" responder à voz de Deus.
* 4.8 Mais uma
indicação (cf. vs. 3-5) de que a terra física de Canaã não foi o cumprimento da
promessa do descanso de Deus. Quando Davi escreveu, Israel tinha entrado na
terra havia muito tempo sob a liderança de Josué. Se a terra em que entraram
sob a direção de Josué tivesse sido o cumprimento da promessa acerca do
descanso divino, a advertência do salmista para a sua própria geração teria
sido sem sentido. A esperança do patriarca foi fundamentada sobre um país
melhor, o celestial (11.16). Existem semelhantes argumentos do Antigo
Testamento em 7.11; 8.7.
* 4.9 resta
um repouso. A celebração sabática final pelo povo de Deus acontecerá no
futuro.
* 4.10
descansou de suas obras. Provavelmente, a frase não se refere à conversão, na
qual transferimos para Cristo a nossa confiança em obras; antes, se refere a
nosso livramento final dos sofrimentos, tentações e fadigas (v. 11). Aqueles
que morrem no Senhor descansam das suas fadigas (Ap 14.13).
* 4.12,13 O
argumento que precedeu (3.7-4.11) tem ilustrado como o poder da Palavra de Deus
revelou a infidelidade da geração que ficou no deserto e como as Escrituras
(p.ex., Sl 95) penetra e julga aqueles que ela convida hoje, ao advertir sobre
o engano do pecado (3.13) e sobre o perigo de falhar (v. 1).
* 4.12
dividir alma e espírito, juntas e medulas. Embora alguns descubram aqui
base para apoiar a teoria de que o ser humano é basicamente uma tricotomia,
composto de corpo, alma e espírito, o contexto não a permite. Ela enfatiza o
poder da Palavra de Deus para entrar nos recônditos mais profundos do íntimo
humano, e não um tipo de divisão entre as partes constituintes. Além disso, se
a idéia de divisão tivesse sido pretendida, iríamos esperar que o autor
dissesse "ossos e medula" em vez de "juntas e medulas".
* 4.14-16 O
pensamento esclarecedor de que estamos totalmente desmascarados diante de Deus
leva-nos ao misericordioso sumo sacerdote que, tendo sido tentado, pode nos
auxiliar em nossas fraquezas (temas introduzidos em 2.17,18). Uma exortação
para "conservarmos firmes a nossa confissão" (v. 14) encerra a seção
anterior; e um convite para nos aproximarmos do trono de Deus, introduz as
considerações sobre Cristo como o misericordioso sumo sacerdote.
* 4.14 O
Filho de Deus. Ver nota em 1.5 (cf. 5.5).
penetrou os céus. Cristo ressuscitou, subiu e
assentou-se à destra de Deus (8.1), de onde ele ministra como o nosso grande e
eterno sumo sacerdote (7.26; 9.11,24).
* 4.15
tentado em todas as coisas. Esta é a uma reafirmação vívida de 2.17,18. Pelo fato
de ser mencionado mais uma vez, o autor é cuidadoso de acrescentar que, apesar
de seu conhecimento das nossas fraquezas, Cristo ficou "sem pecado".
Ver nota teológica "A Impecabilidade de Jesus".
* 4.16
Acheguemo-nos, portanto, confiadamente. O acesso confiante a Deus é um
privilégio sacerdotal, reservado para aqueles que têm sido purificados da
contaminação do pecado pelo sacrifício de Jesus (7.19; 10.19,22), e por isso
podem oferecer sacrifícios de louvor, agradáveis a Deus (12.28; 13.15,16).
Sobre o privilégio sacerdotal dos crentes em Cristo, ver Rm 5.1,2; Ef 2.13-22;
1Pe 2.4-10.
misericórdia e... graça para socorro. A
misericórdia fala da nossa necessidade de perdão quando caímos na tentação, e a
graça nos traz auxílio oportuno para nos fortalecer no meio da tentação (2.18).
* 5.1-10. Como os
sacerdotes do Antigo Testamento foram identificados com as pessoas fracas e
errantes que eles representaram (vs. 1-3) e cumpriram o chamado de Deus (v. 4),
assim também Cristo tornou-se sumo sacerdote por nomeação do Pai (vs. 5,6) e
foi identificado com seu povo por meio de sofrimentos (vs. 7-10).
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sergiovalentin