*          5.1 oferecer tanto dons como sacrifícios pelos pecados. A frase "dons como sacrifícios" abrange tipos diferentes de ofertas que constituíram o trabalho dos sacerdotes do Antigo Testamento (8.3; Lv 1-7). Porém, o interesse principal aqui recai sobre as ofertas pelo pecado.

*          5.2 capaz de condoer-se. Por causa de suas próprias tentações e fraquezas, o sumo sacerdote do Antigo Testamento ficou constrangido a moderar a sua indignação contra os pecados de outros e, condoer-se deles. A compreensão de Jesus é também fortemente motivada, porque ele identifica-se inteiramente com as lutas de seu povo. Contudo, Jesus nunca se entregou à tentação (4.15).

ignorantes... que erram. A lei (Nm 15.27-31) faz distinção entre os pecados praticados por causa da fraqueza ou da ignorância, e os pecados praticados por rebelião contra a autoridade do Senhor (10.26,27).

*          5.3 O próprio sumo sacerdote do Antigo Testamento necessitava da expiação e do perdão (7.27; 9.7; Lv 16.11); porém, o nosso imaculado sumo sacerdote não tem tais necessidades (4.15; 7.26).

*          5.4 chamado por Deus, como aconteceu com Arão. A chamada inicial de Arão (Êx 28.1) foi confirmada como resposta à rebelião de Coré, Datã e Abirão (Nm 16), através do florescimento da sua vara (9.4; Nm 17.1-10). O privilégio sacerdotal de aproximar-se a Deus, é somente por convite — pela mediação de um descendente físico dos sacerdotes levíticos do Antigo Testamento, mas estabelecida definitivamente através do juramento divino feito a Jesus, o Filho (7.11-28).

*          5.5 Tu és meu Filho. Sl 2.7 é citado duas vezes em Hebreus (1.5), ambas as vezes em posição de destaque. Aqui, é a primeira parte de uma longa e detalhada consideração sobre Melquisedeque.

*          5.6 Melquisedeque. Esta pessoa misteriosa é mencionada apenas duas vezes no Antigo Testamento (Gn 14.18; Sl 110.4). Mas aqui, a associação do título, "sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque" com as palavras, "meu Filho" (v. 5) revela o caráter exaltado deste sacerdócio, e justifica a explanação maior oferecida pelo autor no Cap. 7.

*          5.7 forte clamor e lágrimas. A angústia que Jesus sentiu quando contemplou a cruz (Mc 14.33-36; Jo 12.27) mostra que ele não está alheio às fraquezas e terrores que nos ameaçam.

tendo sido ouvido. Os salmistas louvaram a Deus, porque ele ouvia seus gritos por socorro (Sl 22.24; 30.23; 116.1). Os clamores de Jesus, pedindo livramento da morte, foram respondidos, não através de um livramento do horror da cruz, antes, através de sua ressurreição dentre os mortos.

*          5.8 aprendeu a obediência. Embora fosse totalmente livre do pecado (4.15) a luta de Jesus contra a tentação foi verdadeira (2.18). Como aquele que veio para o mundo a fim de fazer a vontade do Pai (10.7), os desafios à integridade de Jesus, que ficaram cada vez mais difíceis, foram todos quebrados vitoriosamente, culminando na sua vergonhosa e penosa morte sobre a cruz (Fl 2.8). Esta vida de obediência que ele aprendeu, desfaz a desobediência de Adão (Rm 5.19) e qualifica Jesus para servir como o nosso eterno sumo sacerdote (2.17,18; 4.5).

*          5.9 tendo sido aperfeiçoado. Isto não significa que Jesus finalmente tornou-se sem pecados, porque ele já não os tinha (4.15). Significa que ele cumpriu a carreira de sofrimento que lhe foi confiada, inclusive a morte sacrificial. Tendo feito tudo isso, ele foi "aperfeiçoado" ou perfeitamente qualificado para servir como sumo sacerdote, singularmente eficaz. A linguagem aqui pode ser uma alusão ao conceito da consagração sacerdotal.

salvação eterna. Jesus vive para sempre a fim de interceder como o nosso sumo sacerdote (7.24,25).

*          5.10 Melquisedeque. Ver cap. 7.

*          5.11—6.12 O ministério sacerdotal de Cristo, segundo a ordem de Melquisedeque, é "difícil de explicar" (5.11), por causa da imaturidade dos leitores. A exortação nesta seção focaliza-se sobre os perigos que surgem quando a pessoa não prossegue "para o que é perfeito" (6.1, referência lateral).

*          5.11 tardios em ouvir. A palavra grega traduzida "tardio" reaparece em 6.12 ("indolentes", referência lateral), sugerindo que o perigo de preguiça espiritual se destaca nesta seção toda.

*          5.12 princípios elementares dos oráculos de Deus. Tais verdades são enumeradas em 6.1,2.

*          5.13 leite. Embora leite seja nutriente para crianças (1Pe 2.2), o autor deseja que seus leitores se tornem cristãos maduros, capazes de receber alimento sólido (1Co 3.1,2).

*          5.14 A maturidade necessária para compreender o ministério sacerdotal de Cristo não é uma sofisticação intelectual, antes, é um discernimento espiritual que surge de uma prática consistente da vontade de Deus (Fp 1.9-11).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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