*          8.1-6 A discussão sobre as qualificações e nomeação de Jesus como o sumo sacerdote final conduz agora para uma descrição de seu ministério no santuário celestial.

*          8.1 o essencial das coisas. O autor faz uma pausa para resumir o que foi dito até aqui. Ele explicou como Jesus é o novo sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque — aquele que "nos convinha" (7.26). Agora, ele explicará o que Jesus faz neste ofício. A pausa nos faz lembrar que o autor está ciente da dificuldade de seu assunto mas tem um propósito definido em tudo o que fala.

*          8.2 verdadeiro tabernáculo. O templo celestial de Deus é o original; o tabernáculo e o templo terrestres foram modelados de acordo com o original (v. 5).

não o homem. Ver 9.11,24. Deus instituiu um santuário terrestre como sinal da sua presença no meio de seu povo, contudo, "não habita o Altíssimo em casas feitas por mãos humanas" (At 7.48,49; cf. 1Rs 8.27).

*          8.3 tivesse o que oferecer. Jesus ofereceu a si mesmo (7.27), o seu próprio sangue (9.12) e corpo (10.10).

*          8.4 nem mesmo sacerdote seria. De acordo com a lei mosaica, Jesus não podia ser sacerdote (7.13). O serviço sacerdotal de Jesus é de uma ordem diferente; e não é uma mera suplementação ao antigo sistema.

*          8.5 figura e sombra. O tabernáculo feito por Moisés providenciou um culto modelado de acordo com o lugar espiritual onde Cristo ministra. Aquele tabernáculo e a sua forma de culto apontavam para o plano de salvação instituído por Deus, o qual seria revelado em Cristo.

*          8.6 A nova aliança é superior porque foi instituída com juramento (7.22), e agora ela é vista como baseada sobre "superiores promessas" também. Em ambos os casos, o ministério que cuida da nova aliança é "tanto mais excelente".

Mediador. Um intermediário forense que representa dois litigantes, cujo trabalho consiste em estabelecer um novo relacionamento entre os dois. Moisés é apresentado como o mediador da lei (Gl 3.19,20). Fundamental à obra medianeira de Cristo foi o oferecimento de si mesmo em sacrifício para expiar o pecado (9.14,15; 12.24; 1Tm 2.5,6).

*          8.7-13 A promessa da nova aliança em Jr 31.31-34 é um tema unificador em 8.7-10.18, onde a palavra traduzida "aliança" aparece quatro vezes. E mais, ela aparece em três outros lugares em Hebreus (7.22; 12.24; 13.20) e dezesseis em outras partes do Novo Testamento.

*          8.7 Quando Deus prometeu uma nova aliança através de Jeremias, estava dizendo que a primeira aliança com Israel no Sinai seria substituída. Como em 4.8 e 7.11, uma promessa do Antigo Testamento revela implicitamente a insuficiência do antigo sistema pactual.

*          8.8 repreendendo-os, diz. Embora o mandamento fosse  "santo e justo e bom (Rm 7.12), ele não podia por si mesmo capacitar uma obediência (7.18,19) como a citação de Jr 31.31-34 torna evidente. O resultado foi que o povo não continuou naquela aliança.

*          8.10 Na sua mente imprimirei as minhas leis. Diferente dos sacrifícios da lei, a morte de Cristo purifica a consciência (9.9-14), para que façamos a vontade de Deus (10.36; 13.21).

*          8.11 todos me conhecerão. Debaixo da lei, o acesso à presença de Deus foi limitado (9.7,8). Mas agora, todos que se chegam a Deus por intermédio de Jesus Cristo podem entrar no verdadeiro santuário (10.19-22).

*          8.12 seus pecados jamais me lembrarei. Diferente dos repetidos sacrifícios da lei, que foram uma lembrança anual dos pecados (10.3). Mas quando Jesus ofereceu a si mesmo, ele trouxe perdão, santidade e perfeição, uma vez por todas (10.10,13,18).

*          8.13 torna antiquada... prestes a desaparecer. O autor acrescenta uma definição de "antiquada" a fim de confessar que a primeira aliança foi praticamente morta a partir do momento em que Jeremias prenunciou uma nova aliança.