* 1.1
Palavra do SENHOR. Este pequeno e simples título anuncia que o que se
segue é a palavra do Senhor, e pode ser
comparado com Jn 1.1. Compare também com outros títulos mais extensos em Jr
1.2; Ez 1.3; Os 1.1; Mq 1.1; Sf 1.1; Ag 1.1; Zc 1.1; Ml 1.1.
Joel. Seu nome
significa “o Senhor é Deus.”
Petuel. Aqui
temos a única ocorrência deste nome na Bíblia.
* 1.2-2.17 Dois
problemas confrontam Judá como conseqüências de seus pecados: (a) a recente
devastação da terra pelos gafanhotos (1.4-8) e a seca (1.10-12, 16-20); e (b) o
ataque iminente à terra pelo exército do Senhor (2.1-17). Para que o povo seja
liberto dessas calamidades, ele deve se arrepender de seus pecados e retornar
ao Senhor.
* 1.2-20 Joel apela
para os anciãos (v. 2), os bêbados (v. 5), os lavradores (v. 11), e os sacerdotes (v. 13) que ponderem acerca
do significado da recente praga de gafanhotos e da seca, e se arrependam.
* 1.2
Ouvi... escutai. Esta série de determinações requer que o povo
reconheça o significado pessoal e espiritual da invasão de gafanhotos. A
repetição do pensamento nas primeiras duas linhas e nas duas linhas seguintes
ilustram o paralelismo típico da poesia hebraica.
velhos. Esse
termo designa os líderes comunitários e religiosos. O mesmo termo usado em 2.28 parece referir-se à idade.
todos os habitantes da terra. Toda a
população de Judá e Jerusalém é chamada a escutar.
* 1.3
Narrai... filhos... outra geração. Os julgamentos de Deus, assim como
as suas misericórdias, devem ser narradas às futuras gerações (cf. Dt 4.9; 6.7;
32.7; Sl 78.1-8).
* 1.4
gafanhoto. As repetições poéticas em cada linha enfatizam a abrangência
da destruição dos gafanhotos. A variedade dos nomes dos gafanhotos podem
indicar as diferentes etapas do seu desenvolvimento, embora diferenças de cor
ou diferenças de tipo e origem regional possam ser referidas aqui e em 2.25.
Quando fosse entendido que os gafanhotos eram um instrumento de punição divina,
o arrependimento deveria ser a reação apropriada (Dt 28.38; Am 7.1; Is 33.4).
* 1.5
Ébrios, despertai-vos e chorai. O primeiro chamado para assumir
uma atitude de mudança é dada aos bêbados. Esses representam a atitude de
muitos que estão desatentos às coisas que têm significado espiritual. Somente
aqueles que estão vigilantes são capazes de responder corretamente ao juízo
divino.
* 1.6
minha terra. Pronomes pessoais são usados por todo o livro, e indicam o
relacionamento pactual, que não só estabelece a relação entre o Senhor e a
terra com suas vinhas e figueiras, mas também entre ele e o seu povo (1.7;
2.13, 14, 17, 18, 23, 26, 27; 3.2, 3, 17).
poderoso... leão. Os
gafanhotos são comparados a uma nação invasora que tem paixão consumidora como
a de um leão (cf. 2.4-9; Ap 9.7-9). Os gafanhotos e exércitos eram
freqüentemente comparados na antiguidade. A literatura mítica da antiga cidade
de Ugarite compara um grande exército a gafanhotos (cf. Jz 6.5; Pv 30.27; Jr
51.14, 27; Na 3.15-17).
* 1.7
vide... figueira. Os dentes dos gafanhotos destruíam as mais valiosas
árvores da terra do Senhor.
* 1.8
Lamenta. A lamentação deve ser como a de uma jovem que perdeu seu
amado antes do casamento.
pano de saco. Este
material de tecido áspero era freqüentemente feito de pêlo de cabra e usado
durante tempos de lamentação. Ver o v. 13; Gn 37.34; 2Sm 3.31; 1Rs 21.27; Is
32.11, 12.
* 1.9
oferta de manjares e a libação. Estas ofertas, que deviam ser
oferecidas duas vezes ao dia (Êx 29.38-42; Lv 2.1, 2; 23.13), não estavam sendo
observadas porque as colheitas foram destruídas.
* 1.10
cereal... vide... olivas. Os ingredientes necessários para as ofertas diárias
tradicionalmente aparecem nesta ordem (2.19; Os 2.8).
secou. A seca
acompanhou a invasão de gafanhotos.
* 1.12
vide... figueira... romeira... palmeira... macieira. A citação
desses cinco tipos de árvores procura nos conduzir à declaração climática de
que todas as árvores do campo secaram.
já não há alegria. Numa
economia agrícola, a alegria do homem murcha junto com a vegetação.
* 1.13
pano de saco... lamentai. São dadas instruções precisas aos sacerdotes sobre
como responder pessoalmente ao juízo divino.
* 1.14
Promulgai um santo jejum. Os sacerdotes também devem exercer liderança na
comunidade proclamando um jejum público a fim de que a nação inteira cessasse
todas as suas atividades regulares por um certo tempo (provavelmente por um
dia, Jz 20.26; 1Sm 14.24; Jr 36.6-9) para reconhecer o juízo divino e se
arrepender.
* 1.15
o Dia do SENHOR. Uma expressão temática em Joel (1.15; 2.1, 11, 31;
3.14) e em outros livros proféticos do Antigo Testamento (Is 13.6, 9; Ez 13.5;
Am 5.18, 20; Ob 15; Sf 1.7, 14; Ml 4.5). Aqui (e em 2.1, 11) ele refere-se ao
dia da ira do Senhor contra Israel, embora, posteriormente no livro, ele se
refira à ira do Senhor contra as nações e a bênção do seu povo (2.31; 3.14). A
grandiosidade da devastação aponta para um dia ainda mais sinistro de
julgamento.
assolação do Todo-poderoso. Esta
expressão pode ser traduzida como “poder do Todo-poderoso,” tomando-se o
sentido da palavra hebraica shod (“destruição”) de shaddai (“o
Todo-poderoso”; Is 13.6).
* 1.16-18 Joel
reenfatiza seu argumento sobre a iminência do dia do Senhor, lembrando seus
ouvintes novamente acerca do julgamento por Deus, os sinais que podiam ser
vistos nas condições áridas em volta deles.
* 1.19
A ti, ó SENHOR, clamo. O próprio profeta inicia a lamentação. A devastação
vem do Senhor, e ele mesmo é a fonte da restauração.
* 1.20
animais do campo. Até mesmo os animais se juntam a Joel em seu pranto
(Jó 38.41; Sl 104.21; 147.9).
fogo devorou. O juízo
divino é freqüentemente representado como fogo (Dt 32.22; Sl 50.3; 97.3). A
metáfora descreve os efeitos da seca (cf. 2.3, onde o “fogo” da devastação
causada pelos gafanhotos é descrita).
* 2.1-17 Joel
adverte “todos os habitantes da terra” (v.1) a preparar-se para um ataque
iminente do exército do Senhor. Uma atitude de contrição do povo pode trazer a
compaixão e a bênção de Deus (v. 14).
* 2.1
a trombeta. O chifre de carneiro (hebraico shophar) era usado na
guerra e para avisar do perigo. Todos tremiam ao som da trombeta avisando a
vinda do dia do Senhor (Am 3.6; Sf 1.14-16).
Sião... meu santo monte. Jerusalém.
* 2.2
dia de escuridade e densas trevas. Este quadro intenso da vinda do
Senhor (cf. Sf 1.15; Am 5.18, 20) corresponde às descrições de aparecimentos do
Senhor no passado (Dt 4.11; 5.22, 23; Sl 97.2).
povo grande e poderoso. Metáforas
complexas de um exército e uma invasão de gafanhotos se combinam para
representar o juízo e a devastação que irá ocorrer (1.6, nota).
* 2.3
deserto assolado. Os invasores arrasam a terra. O vívido contraste
entre “o Jardim do Éden” e este deserto (Gn 13.10; Is 51.3; Ez 28.13-19; 31.8,
9, 16-18; 36.35) ressalta o horror desta inescapável invasão.
* 2.5 Novamente
o exército do juízo é descrito figuradamente como uma invasão de gafanhotos
(1.6, nota; cf. Ap 9.1-11).
* 2.7-9 O exército
é disciplinado, cruel, e bem sucedido. A “cidade” (v. 9) é finalmente invadida
(cf. a praga egípcia dos gafanhotos em Êx 10.6).
* 2.10
terra... estrelas. Esses juízos divinos são acompanhados de terremotos e
quebra da ordem natural. Toda a criação é perturbada (v. 31; Jr 4.23-26; Ez
32.7, 8; Na 1.5; Hb 3.6, 10).
* 2.11
seu exército. Esse implacável exército pertence ao Senhor. Ele ordena e suas forças obedecem. O dia do
Senhor é grande (2.31; Sf 1.14), tremendo (Ml 4.5), e insuportável (Ml 3.2, Na
1.6).
* 2.12
Convertei-vos a mim. O Senhor convida seu povo a escapar voltando-se a ele
com todo o seu coração.
jejuns... choro... pranto. Os sinais
visíveis de arrependimento (Ed 10.1-6; Et 4.3; Jn 3.5-9).
* 2.13
não as vossas vestes. Ver “Legalismo” em Mt 23.4.
misericordioso... grande em
benignidade. O chamado de retorno ao Senhor é baseado na própria
revelação dramática do Senhor acerca do seu caráter a Moisés em Êx 34.6, 7, uma
descrição freqüentemente repetida por todo o Antigo Testamento (ex., Nm 14.18;
Sl 86.15; 103.8; 145.8; Ne 9.17; Jn 4.2).
* 2.14
Quem sabe se não se voltará, e se arrependerá. A
soberania de Deus e sua liberdade em perdoar podem ser vistos nos vs. 13, 14
(cf. Êx 33.19; 2Sm 12.22; Lm 3.29; Jn 3.9; Sf 2.3). Ver nota em Gn 6.6.
* 2.15,
16 Outras instruções para retornar ao Senhor incluem um jejum e
uma assembléia (v. 15), um ajuntamento e consagração de todo o povo, incluindo
os velhos, as crianças, os bebês, e até mesmo aqueles que estão prestes a se
casar (v. 16). A qualidade staccato da poesia hebraica nestes versículos
enfatiza a urgência da situação.
* 2.17 Instruções
específicas também são prescritas aos sacerdotes que devem chorar e oferecer
orações de intercessão.
entre o pórtico e o altar. Este era o
local usual no templo para a oração sacerdotal (1 Rs. 8.22; Ez 8.16).
tua herança. O lamento
sacerdotal apela ao sentimento de posse e orgulho do Senhor para com o povo da
sua aliança (Dt 9.26, 29; Sl 44.11-14; 74.2; 79.10; 115.2; Mq 7.10).
* 2.18-3.21 O Senhor,
o Deus da aliança, promete renovar a terra e seu povo, quando ele responder com
arrependimento às tribulações de 1.2-2.17. A renovação redentiva do povo de
Deus levará algum dia à devastação final dos inimigos de Sião, e à sua
exaltação final.
* 2.18-27 O
arrependimento trará fertilidade à terra.
* 2.18
Então. Uma mudança de sujeito, modo, e tempo acontece neste ponto
quando o Senhor promete a restauração.
* 2.19 As orações
do povo de Deus serão respondidas.
* 2.20
exército que vem do Norte. Alguns intérpretes entendem isto como sendo uma
referência aos gafanhotos do capítulo 1. Mais provável é a interpretação de que
ele se refira a um grande e poderoso exército que se torna o instrumento de
juízo do Senhor. Diversamente da maioria das invasões de gafanhotos (que vinham
do leste ou do sul), invasões militares estrangeiras geralmente vinham do
norte. Conforme as referências ao inimigo do norte em Jr 1.14, 15; 4.6; 6.1,
22; Ez 38.6, 15; 39.2.
* 2.21-24 Até mesmo
a terra e os animais selvagens são exortados a não temer, e eles são exortados
a se alegrarem e regozijarem com o povo de Sião na abundância agrícola do
Senhor.
* 2.25 Ver nota
em 1.4.
* 2.26 A
abundância devia conduzir ao louvor (cf. Dt 8.10; Os 13.5, 6).
* 2.27 A
restauração conduz a uma nova percepção de que o Senhor está em Israel, de que
ele é o Deus da aliança e de que não há outro.
* 2.28-32 Joel
profetiza acerca do derramamento sem precedentes do Espírito de Deus que irá
ocorrer antes da vinda do dia do Senhor.
* 2.28,
29 Moisés havia orado anteriormente para que Israel como um
todo fosse uma nação de profetas (Nm 11.29), e Joel também profetizou isto como
parte do glorioso futuro de Israel. Pedro proclamou que a visão começou a
encontrar seu cumprimento no Pentecoste com a vinda do Espírito Santo (At
2.16-21), que dá poder aos crentes para testemunhar de Jesus Cristo (At 1.8).
Ao introduzir esta profecia com “nos últimos dias” (At 2.17), Pedro a vincula
com outras profecias com respeito ao futuro messiânico de Israel e desta forma
mostra que o Pentecoste inaugura a nova era prometida (cf. 1Pe 1.10-12).
* 2.28
depois. Joel divulga promessas mais distantes.
derramarei. Embora a
palavra aqui se refira primariamente ao verter de líquidos (Gn 9.6; Êx 4.9), ela
também é usada com relação ao Espírito Santo (Ez 39.29; Zc 12.10) que é
concedido a todo o que crê sem distinção de sexo, idade ou posição social (1Co
12.13).
profetizarão... sonharão... terão
visões. Ver Nm 12.6; Jr 31.31-34; Ez 36.26-29.
* 2.30,
31 A extensão universal dos eventos que anunciam “o grande e
temível dia do Senhor” é aqui enfatizada. Ver também Is 13.10; Ez 32.7, 8; Am
8.9; Sf 1.14-17.
* 2.32
invocar o nome do SENHOR. Uma referência à adoração ao Senhor (Gn 12.8; Sl
105.1). A salvação somente pode ser encontrada no retorno à verdadeira e
exclusiva adoração à Deus.
sobreviventes. Estes são
aqueles chamados pelo Senhor que responderam com fé.
* 3.1-21 Joel
profetiza a vinda daquele dia do Senhor em que Deus irá julgar os inimigos de
Sião e torná-la numa fonte de bênçãos eternas.
* 3.1
naqueles dias. Em paralelo com “naquele tempo,” essa proclamação marca o
começo de outra série de promessas ao povo de Deus (Jr 33.15; 50.4, 20).
* 3.2 A
restauração incluirá o julgamento dos inimigos de Israel (“todas as nações”)
pelas injustiças praticadas contra o povo de Deus e sua terra.
vale de Josafá. Este
lugar é identificado como o “vale da decisão” no v. 14. Seu nome é simbólico,
sua localidade desconhecida.
espalharam... repartindo. Depois da
deportação do povo, a terra foi redistribuída a outros. O evento histórico
específico aqui mencionado não está claro. As deportações de 722, 701, 598, e
586 a.C., ou deportações menores envolvendo guerras de fronteira (ex., Am 1.9,
10) são possibilidades.
* 3.3 Além de
lançar sortes sobre os prisioneiros (Ob 11; Na 3.10), crianças indefesas foram
negociadas e vendidas para prostituição (Am 2.6).
* 3.4
contra mim. A acusação formal contra Tiro e Sidom (costa da Fenícia) e
as regiões da Filístia (costa da Palestina, Js 13.2, 3) diz respeito ao seu
envolvimento na captura e comércio de israelitas como prisioneiros de guerra.
Ambas as regiões haviam vendido israelitas como escravos aos gregos (v. 6) e
para Edom (Am 1.6, 9).
* 3.5
minha prata e o meu ouro. A prata e o ouro da terra, assim como os seus
habitantes, pertenciam ao Senhor (Ag 2.8).
* 3.7
os suscitarei. O povo restaurado de Deus irá infligir a sua punição sobre
Tiro, Sidom e Filístia.
* 3.8
sabeus. Estes eram mercadores da distante terra de Sabá (1Rs
10.1-13; Jr 6.20).
* 3.9-12 Joel
irônica e sarcasticamente convida à batalha aquelas nações que serão derrotadas
pelo Senhor.
* 3.10
relhas de arado... podadeiras. Cf. Is 2.4; Mq 4.3.
* 3.11
ali. O vale de Josafá (v. 2, nota) é o lugar da grande batalha
(v. 14, nota).
* 3.13
porque está madura a seara. Assim como os grãos prontos para a foice (Is 17.5) e
como uvas esperando para serem espremidas (Is 63.3), as nações ímpias estão
maduras para a colheita do juízo (cf. Ap
14.15, 18, 20).
o lagar está cheio, os seus
compartimentos transbordam. O lagar cheio e os compartimentos transbordantes
enfatizam a enorme perversidade das nações concentradas no vale aguardando pelo
juízo.
* 3.14
vale da Decisão. O Vale de Josafá é agora identificado como o “vale da
Decisão” onde as multidões serão julgadas pelo Senhor.
perto. A iminência do dia do Senhor
como um dia de juízo é novamente salientada (1.15; 2.1, 31).
* 3.15
sol... lua... estrelas. A natureza responde à presença do Senhor no dia do
juízo (2.10, 31; Am 5.18).
* 3.16
O SENHOR brama de Sião. A voz do Senhor é tão poderosa que até mesmo a terra
e o céu se estremecem (Sl 29.3-9; Jr 25.30; Am 1.2).
refúgio... fortaleza. Ainda em
meio às extraordinárias manifestações da ira do Senhor contra as nações, o
Senhor protege o seu povo da aliança (Is 25.4; Sl 46.1).
* 3.17
que habito em Sião. A experiência de Judá com a proteção do Senhor
durante a manifestação da sua ira aprofundou o seu conhecimento da realidade da
presença do Senhor em seu meio. (Em Sião, o monte santo e inviolável do Senhor,
Sl 46.4; Is 8.18; 52.1, 2; Zc 2.10; 8.3; Ap 21.3). Cf. 2.27.
* 3.18 A cena
final do drama é a de prosperidade paradisíaca e bênção (cf. 2.19-26).
sairá uma fonte. O templo
em si será a fonte de onde flui a vida (Ez 47.1-12; Sl 46.4; Ap 22.1, 2), que
irá regar até mesmo o vale seco e infrutífero onde as acácias crescem.
* 3.19
Egito... Edom. O Egito (1Rs 14.25, 26; 2Rs 23.29) e Edom (Ob 9-14), que
aqui estão representando todos os inimigos de Israel, estarão em ruínas depois
do juízo.
* 3.20
habitada para sempre. Em contraste com seus inimigos, Judá e Jerusalém
serão abençoadas e a elas é prometido habitar na terra perpetuamente (Jr 17.25;
Zc 12.6) porque “o SENHOR habitará em Sião” (v. 21).
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