*          3.1-21 Joel profetiza a vinda daquele dia do Senhor em que Deus irá julgar os inimigos de Sião e torná-la numa fonte de bênçãos eternas.

 

*          3.1 naqueles dias. Em paralelo com “naquele tempo,” essa proclamação marca o começo de outra série de promessas ao povo de Deus (Jr 33.15; 50.4, 20).

 

*          3.2 A restauração incluirá o julgamento dos inimigos de Israel (“todas as nações”) pelas injustiças praticadas contra o povo de Deus e sua terra.

 

vale de Josafá. Este lugar é identificado como o “vale da decisão” no v. 14. Seu nome é simbólico, sua localidade desconhecida.

 

espalharam... repartindo. Depois da deportação do povo, a terra foi redistribuída a outros. O evento histórico específico aqui mencionado não está claro. As deportações de 722, 701, 598, e 586 a.C., ou deportações menores envolvendo guerras de fronteira (ex., Am 1.9, 10) são possibilidades.

 

*          3.3 Além de lançar sortes sobre os prisioneiros (Ob 11; Na 3.10), crianças indefesas foram negociadas e vendidas para prostituição (Am 2.6).

 

*          3.4 contra mim. A acusação formal contra Tiro e Sidom (costa da Fenícia) e as regiões da Filístia (costa da Palestina, Js 13.2, 3) diz respeito ao seu envolvimento na captura e comércio de israelitas como prisioneiros de guerra. Ambas as regiões haviam vendido israelitas como escravos aos gregos (v. 6) e para Edom (Am 1.6, 9).

 

*          3.5 minha prata e o meu ouro. A prata e o ouro da terra, assim como os seus habitantes, pertenciam ao Senhor (Ag 2.8).

 

*          3.7 os suscitarei. O povo restaurado de Deus irá infligir a sua punição sobre Tiro, Sidom e Filístia.

 

*          3.8 sabeus. Estes eram mercadores da distante terra de Sabá (1Rs 10.1-13; Jr 6.20).

 

*          3.9-12 Joel irônica e sarcasticamente convida à batalha aquelas nações que serão derrotadas pelo Senhor.

 

*          3.10 relhas de arado... podadeiras. Cf. Is 2.4; Mq 4.3.

 

*          3.11 ali. O vale de Josafá (v. 2, nota) é o lugar da grande batalha (v. 14, nota).

 

*          3.13 porque está madura a seara. Assim como os grãos prontos para a foice (Is 17.5) e como uvas esperando para serem espremidas (Is 63.3), as nações ímpias estão maduras para a colheita do juízo  (cf. Ap 14.15, 18, 20).

 

o lagar está cheio, os seus compartimentos transbordam. O lagar cheio e os compartimentos transbordantes enfatizam a enorme perversidade das nações concentradas no vale aguardando pelo juízo.

 

*          3.14 vale da Decisão. O Vale de Josafá é agora identificado como o “vale da Decisão” onde as multidões serão julgadas pelo Senhor.

 

 perto. A iminência do dia do Senhor como um dia de juízo é novamente salientada (1.15; 2.1, 31).

 

*          3.15 sol... lua... estrelas. A natureza responde à presença do Senhor no dia do juízo (2.10, 31; Am 5.18).

 

*          3.16 O SENHOR brama de Sião. A voz do Senhor é tão poderosa que até mesmo a terra e o céu se estremecem (Sl 29.3-9; Jr 25.30; Am 1.2).

 

 refúgio... fortaleza. Ainda em meio às extraordinárias manifestações da ira do Senhor contra as nações, o Senhor protege o seu povo da aliança (Is 25.4; Sl 46.1).

 

*          3.17 que habito em Sião. A experiência de Judá com a proteção do Senhor durante a manifestação da sua ira aprofundou o seu conhecimento da realidade da presença do Senhor em seu meio. (Em Sião, o monte santo e inviolável do Senhor, Sl 46.4; Is 8.18; 52.1, 2; Zc 2.10; 8.3; Ap 21.3). Cf. 2.27.

 

*          3.18 A cena final do drama é a de prosperidade paradisíaca e bênção (cf. 2.19-26).

 

sairá uma fonte. O templo em si será a fonte de onde flui a vida (Ez 47.1-12; Sl 46.4; Ap 22.1, 2), que irá regar até mesmo o vale seco e infrutífero onde as acácias crescem.

 

*          3.19 Egito... Edom. O Egito (1Rs 14.25, 26; 2Rs 23.29) e Edom (Ob 9-14), que aqui estão representando todos os inimigos de Israel, estarão em ruínas depois do juízo.

 

*          3.20 habitada para sempre. Em contraste com seus inimigos, Judá e Jerusalém serão abençoadas e a elas é prometido habitar na terra perpetuamente (Jr 17.25; Zc 12.6) porque “o SENHOR habitará em Sião” (v. 21).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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