* 2.1-10 A resposta
de Jonas ao julgamento divino é expressa na forma de um salmo de ação de graças
(v. 9). O lamento do profeta concentra-se no caráter desesperador de sua
situação usando termos típicos nas descrições poéticas da morte ou da
proximidade à morte. Em sua difícil situação, ele volta os seus olhos para o
santo templo do Senhor, o sinal físico da presença salvífica do Senhor no meio
do seu povo. Esse salmo é um testemunho comovente para o coração de Israel e
para o coração do profeta, mas ele ainda tinha muito que aprender. Sua visão da
misericórdia de Deus ainda era pequena.
* 2.1
Jonas... orou. Assim como o estilo das narrativas do Antigo Testamento, a
história de Jonas é interrompida com um poema (vs. 2-9), um salmo de ações de
graça e celebração pela libertação e misericórdia do Senhor. A estrutura
literária é típica de um salmo de ação de graças: (a) petição por livramento
(2.2); (b) exposição do problema (2.3-6); (c) descrição da libertação (2.6, 7);
e (d) louvor pela libertação (2.8, 9).
* 2.2
clamei... e ele me respondeu. Usando o modelo poético de
paralelismo, o salmo de Jonas é apresentado em dois versos que falam da oração
do profeta e da resposta do Senhor. Jonas reconhece que ele foi resgatado “do
ventre do abismo” (uma sepultura nas profundezas do mar).
* 2.3-6 Esses
versículos contém uma vívida lembrança da angústia da proximidade da morte,
suas causas, e seus resultados. O sofrimento de Jonas era resultado do
julgamento pelo Senhor de sua desobediência. O quadro do sepulcro é apresentado
vividamente: o envolvimento nas algas
marinhas, o silêncio das águas profundas, e as ondas passando por cima da
vítima.
* 2.4
lançado estou de diante dos teus olhos. Para o profeta, o supremo terror
da morte era a separação da presença do Senhor (Sl 88.4, 5, 10-12).
tornarei, porventura, a ver o teu
santo templo? O templo de Jerusalém era a localização terrena da presença
divina. Jonas desejava ardentemente a comunhão com Deus que o templo
proporcionava. O profeta lamenta agora ter perdido a mesma presença divina de
que ele antes havia procurado evadir-se (1.3, 10).
* 2.6
Desci. Jonas estava à porta da morte. Sua lenta e silenciosa
descida através das profundezas, como uma viagem ao submundo, o tinha conduzido
às “portas da morte” (Sl 9.13).
fizeste subir da sepultura a minha
vida. Aqui “sepultura” é usada para descrever o domínio da morte
(Jó 33.22, 24; Sl 49.9; Is 51.14). Apesar da situação sem esperança, o
arrependido profeta é resgatado do domínio da morte e restaurado à comunhão com
Deus.
* 2.7
eu me lembrei do SENHOR. O contexto indica que essa oração foi respondida; a
importância e eficácia da oração é novamente enfatizada, como no v. 2 (cf. Hb
4.16).
* 2.8
Os que se entregam à idolatria vã. Lembrando-se da ineficácia das
orações dos marinheiros e da dos seus deuses (1.5), Jonas condena aqueles que
colocam a sua fé em ídolos.
* 2.9
Ao SENHOR pertence a salvação! Como Josué antes dele (Js 24.14,
15), Jonas declara sua lealdade ao Senhor e o exalta como a única fonte de
salvação e livramento. Em conceder a salvação a Jonas, o Senhor levou o profeta
da desobediência ao arrependimento; em conceder a salvação aos ninivitas, ele
os levará da idolatria à fé (3.5-10); em conceder salvação aos gentios, ele
soberanamente os leva à fé e ao arrependimento (At 11.17, 18).
* 2.10
Falou, pois, o SENHOR...este vomitou a Jonas. Novamente a criação
responde com obediência às ordens soberanas do Criador (1.4, 15, 17). O peixe,
que poderia ter sido a arma mortífera de Deus, pela graça se tornou em
instrumento de libertação.
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sergiovalentin