* 4.1-11 O livro
termina com a lição recebida pelo furioso Jonas acerca da misericórdia divina e
compaixão do próprio Deus. É notável que não somos informados de como Jonas
reagiu diante dessa instrução. Ao invés disso, nós ficamos com o contraste
entre a atitude ressentida de Jonas e a grande misericórdia de Deus para com os
ninivitas.
* 4.1
desgostou-se Jonas extremamente. O hebraico é particularmente
vívido (lit. “Era mau a Jonas como um grande erro”). A emoção de Jonas é
expressa na linguagem mais forte possível. Seu maior temor era que o Senhor
iria conceder perdão ao mais odiado inimigo de Israel.
* 4.2
és Deus clemente... te arrependes do mal. A razão inicial para a fuga
de Jonas para Társis é revelada. Apesar de sua desobediência patente e sua
intolerância, Jonas entendeu o caráter de Deus. Aqui ele reproduz uma fórmula
litúrgica descrevendo a misericórdia de Deus a um Israel não merecedor (ex., Êx
34.6; Nm 14.18; Ne 9.17; Sl 103.8; Jl 2.13). Somente aqui e em Joel 2.13 a
referência ao arrependimento divino (“que se arrepende do mal”) finaliza a
fórmula (3.10, nota), uma inclusão apropriada para o contexto do arrependimento
e absolvição de Nínive.
* 4.5
Jonas saiu da cidade... fez uma enramada. Grato por seu próprio
livramento, Jonas ainda se recusa a aceitar o dos ninivitas. Esperando que o
Senhor executasse o julgamento, Jonas sai da cidade para um lugar estratégico a
fim de poder ver a destruição da cidade.
* 4.6
fez o SENHOR Deus nascer uma planta. Ver nota em 1.17. Provavelmente
devido à escassez de madeira nessa região árida, o abrigo de Jonas não era
adequado para proporcionar proteção do ardente sol do Oriente Médio. O tipo de
vegetação gerada aqui é incerta; alguns sugerem a mamoneira, que cresce
rapidamente a até uma altura de 4 metros e meio.
* 4.7,
8 A mesma mão divina que, em sua misericórdia, havia providenciado o
grande peixe e a sombra, agora traz um verme para secar a planta, e um vento
quente do leste (provavelmente o temido siroco do mundo mediterrâneo) para
atormentar o já amargurado profeta.
* 4.9-11 A intenção
divina das lições práticas é agora revelada. A grandiosa compaixão de Deus pelo
povo e os animais que ele criou e sustentou (v. 11) é contrastada com a
intolerante preocupação de Jonas com a planta (v. 10). O leitor lembra da compaixão
de Jesus quando ele contemplava as multidões (Mt 9.36; Mc 6.34; 8.2), e sua
afirmação em Mt 10.29 de que nem um pardal cairá se não for essa a vontade do
Pai. Em sua infância, a igreja do Novo Testamento, que em grande parte era
judaica, iria ainda lutar novamente com a questão da dimensão da misericórdia
de Deus, quando o Senhor abria os corações dos gentios para obedecer ao
evangelho (At 11.18; 15.14; 28.28).
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sergiovalentin