*          10.2     espanteis. O terror caracterizava a adoração aos deuses falsos. A adoração aos corpos celestes (8.2 e nota) traz consigo temores especiais, por causa de fenômenos incomuns. Uma compreensão bíblica da criação retira esses temores, aceitando tais fenômenos como a ordem criada por Deus (Gn 1; Is 40.26).

 

*          10.3     são vaidade. Essa palavra, usada em outros lugares por Jeremias para ídolos (cf. o v. 8), transmite a idéia de vazio (2.5).

 

*          10.4     com prata e ouro. Embora alguns ídolos fossem moldados com metais preciosos (Êx 32.4; Ne 9.18), mais freqüentemente eles eram entalhados na madeira e decorados com ouro ou prata, como descrito aqui (Is 40.18-20). Os ídolos domésticos mais comuns eram moldados na argila e então eram endurecidos no fogo, como cerâmica (Jz 18.17; Is 30.22; 42.17).

 

*          10.7     temeria. O temor de Deus, aos moldes da Bíblia, envolve mais do que o medo do julgamento divino. Inclui respeito, reverência e adoração, em reação à majestade e à santidade de Deus (Sl 2.11,12).

 

ó Rei. Esse apelo combate a reivindicação de realeza por parte de falsas divindades, como Bel Marduque, na Babilônia (cf. Is 46.1; 43.15).

 

os sábios. A sabedoria deles é contrastada com a do Senhor (v. 12).

 

*          10.8     Estúpidos e loucos; seu ensino é vão. A linguagem aqui usada se parece com a da literatura de sabedoria.

 

*          10.9     Társis... Ufaz. Társis ficava na Espanha; Ufaz ainda não foi identificada.

 

*          10.10   é verdadeiramente Deus... o Deus vivo. Ver Dt 5.26.

 

o Rei eterno. Ver nota no v. 7; ver também Êx 15.18; 2Sm 7.13. A eternidade do reino de Deus é aqui afirmada, embora a casa de Davi estivesse prestes a chegar ao seu fim histórico.

 

seu furor... a sua indignação. Cf. Sl 97.5.

 

*          10.12   poder... sabedoria... inteligência. Vemos aqui um novo apelo ao poder do verdadeiro Deus na criação, no argumento contra os deuses estrangeiros. Quanto à criação por meio da sabedoria de Deus, ver Pv 8.22-31, uma passagem que prefigura Cristo como a sabedoria pré-existente de Deus (Cl 1.15; 2.3).

 

*          10.13   ribombar o trovão... dos seus depósitos. Ver Sl 29.3,4; 135.5-7. O controle do Senhor sobre a chuva combate as reivindicações feitas pelo deus cananeu Baal (ver 1Rs 17.1).

 

*          10.16   Porção de Jacó... sua herança.      Quanto ao Senhor como a porção ou herança de alguém, ver Nm 18.20; Sl 16.5. Originalmente, isso se referia especificamente aos levitas, mas mais tarde, foi usado mais amplamente para descrever o que Deus prometera a Israel, em sua aliança com ele.

 

*          10.19   Ai de mim... mui grave. Ver o clamor de Jeremias em 4.19-21. A metáfora médica é favorita para Jeremias (6.7; 14.17; 30.12,13,15,17).

 

*          10.20   os meus filhos se foram. As tristezas causadas pela perda dos filhos completam o quadro da desolação do exílio (16.3-5).

 

*          10.23   Eu sei... o dirigir os seus passos. Esse pensamento também se encontra na literatura de sabedoria (Pv 16.9).

 

*          10.25   Este versículo se parece muito com Sl 79.6,7, e pode ser uma citação do mesmo. Contudo, neste novo contexto talvez não seja tão bem motivado como o é naquele salmo. O capítulo termina com um apelo para que o Senhor castigue os gentios, embora sua tônica principal seja mostrar que Judá merecia um julgamento severo como aquele que recebeu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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