*          11.1—13.27 A idolatria de Judá era uma violação do pacto e resultará no cativeiro como parte das maldições do pacto.

 

*          11.2     as palavras. Os mandamentos de Deus na aliança mosaica (Dt 1.1). O pacto mosaico, diferente do pacto de Noé e do novo pacto, dependia da fidelidade de Israel, e não da fidelidade do Senhor (Hb 8.6; Introdução: Características e Temas).

 

desta aliança. Uma aliança ou pacto é um acordo solene entre duas ou mais partes. É o tipo de relacionamento no qual Deus entrou livremente, já no início, com toda a humanidade (Gn 9.1-17), e então com Abraão, como o progenitor de Israel (Gn 17.1-21), então com Israel, no Sinai (Êx 19—24), então com Davi (2Sm 7.12-16; Sl 89.3), e, finalmente com todo povo de Deus, na nova aliança (31.31-34, notas).

 

*          11.3     Maldito o homem que. Ver Dt 27.15-26.

 

*          11.5     para que confirme o juramento que fiz. A aliança firmada com Abraão era na forma de uma promessa divina (Gn 15.17-21; cf. Dt 4.31). Sob os termos do pacto mosaico, as bênçãos temporais do pacto abraâmico eram administradas à base da obediência do povo de Israel (Êx 19—24). Sob os termos do novo pacto, as bênçãos eternas do pacto abraâmico são administradas à base da obediência de Cristo, ao mesmo tempo em que a obediência do crente prova a vitalidade da fé que ele professa (Tg 2.14-26).

 

uma terra que manasse leite e mel. Ver Êx 3.8; Dt 6.3.

 

amém, ó Senhor! A palavra "amém" (no hebraico, amen) indica aceitação dos termos estabelecidos. Ver Dt 27.15-26.

 

*          11.9     Uma conspiração. Essa conspiração poderia ser a resistência às palavras de Jeremias, ou às reformas de Josias.

 

*          11.10   a casa... com seus pais. Uma vez mais, a aliança é remetida à promessa feita aos patriarcas (v. 5 e nota). A atual desobediência de Judá à aliança era coerente com o padrão da história de Israel (ver especialmente Juízes).

 

*          11.13   para queimares incenso. O incenso era usado na adoração pagã, e também na adoração ao Senhor (1.16; 7.9; 18.15; Êx 30.7-9).

 

*          11.15   a minha amada. Judá, também em 12.7. O tratamento carinhoso está em acordo com a imagem do namoro e do noivado, em 2.2 e 3.1.

 

na minha casa. Ver 7.10,11; Ez 8.6-13.

 

carnes sacrificadas... de prazer. O Hebraico é difícil; a crítica, entretanto, é contra uma adoração inaceitável que produz uma alegria falsamente baseada na salvação dada por Deus.

 

*          11.19   manso cordeiro, que é levado ao matadouro. Um símile que tira proveito da prática dos sacrifícios (ver Sl 44.11). Jeremias com freqüência usa a linguagem dos salmos de "lamentação" (ver Introdução aos Salmos). Como um tipo de Cristo, os sofrimentos de Cristo são prefigurados na vida de Jeremias (Is 53.7).

 

a árvore com seu fruto. Estão em pauta Jeremias e a sua mensagem, ou então temos aqui uma referência enfática à sua vida.

 

cortemo-lo da terra dos viventes... e não haja mais memória. Não mais ser lembrado, por não ter filhos, era o pior dos destinos. Aqueles que tentaram apagar toda a memória de Jeremias foram eles mesmos esquecidos, enquanto que, através de suas profecias, Jeremias continua sendo relembrado hoje em dia.

 

*          11.21   homens de Anatote. Eles eram da mesma cidade de Jeremias (1.1). Os detalhes da conspiração revelam que a pior oposição a ele vem daqueles que lhe eram mais íntimos (Sl 69.7-9; Mt 10.36, citando Mq 7.6). Quanto a esse aspecto, Jeremias também se assemelha com Cristo (Jo 7.2-5; At 1.15-20).

 

*          11.23   não haverá deles resto nenhum. Essa ameaça de extinção total contrasta a sorte dos inimigos pessoais de Jeremias com a sorte de Judá em geral (ver 4.27; 5.10; 6.9 e notas).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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