* 21.1—24.10 Esses
capítulos narram o fim da dinastia davídica, deixando claro que o desastre e o
exílio são parte do julgamento divino sobre os pecados dos reis e do povo de
Judá. Jeremias denuncia os falsos profetas que levaram o povo a se desviar
(cap. 23), mas também fez soar uma nota de esperança, quando Deus promete
recolher um remanescente de seu povo do cativeiro, sob a liderança de um
"Renovo de justiça", descendente da casa de Davi (23.3-8). A dupla
mensagem de julgamento e de restauração futura é repetida na visão de Jeremias
das duas cestas de figos (cap. 24).
* 21.1 Zedequias. Esse nome
significa "o Senhor é a minha justiça".
lhe enviou. Zedequias
mantinha uma dependência vacilante de Jeremias, sem ter a coragem moral de
obedecer às suas advertências (37.3,21; 38.5,14,19,24-26).
Pasur. Não
necessariamente o mesmo Pasur mencionado em 20.1 (ver a nota), ou 38.1.
Sofonias. Um
sacerdote que era filho de Maaséias (29.25,29; 37.3; 52.24), que não era o
profeta Sofonias (Sf 1.1).
* 21.2 Pergunta
agora. Um pedido de orientação.
Nabucodonosor. Rei da
Babilônia, 605 - 562 a.C. O nome dele era uma combinação com "Nabu"
(ou "Nebo"), uma divindade babilônica (Is 46.1; Dn 1.1).
guerreia
contra nós. Zedequias era um vassalo de Nabucodonosor (37.1), e
rebelou-se contra ele em 589 a.C. Nabucodonosor lançou cerco contra Jerusalém
em 588 a.C.
* 21.5 Pelejarei
eu mesmo contra vós... com braço
estendido e mão poderosa. Essa linguagem retrata o poder do Senhor na guerra,
voltado de modo horripilante contra o seu próprio povo (Dt 4.34; 5.15; 7.19; Am
5.18).
com ira,
com indignação e grande furor. Ver Dt 29.23.
* 21.12 Julgai
pela manhã justamente. Ver 9.24. Essa necessidade de justiça (ver referência
lateral) era esperada tanto do rei, quanto do Rei messiânico (23.5; 2Sm 8.15;
1Rs 3.28; Sl 72.1,2).
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sergiovalentin