* 23.3 Eu mesmo recolherei. O fracasso dos reis requer que o
Senhor, pessoalmente, assumisse o controle de uma nova maneira (24.7, nota).
o restante. O recolhimento do remanescente
mostra os cuidados contínuos do Senhor por seu povo, e a sua determinação em
cumprir seus propósitos quanto à aliança. No presente contexto, a doutrina do
remanescente sugere, primeiramente, a quebra de certos ramos de Judá (vs. 1,2;
cf. Rm 11.17-24), seguida pela negligência do rei e a devida punição
(Introdução: Características e Temas).
e as farei voltar aos seus apriscos. O próprio Senhor é agora o pastor
(Sl 23).
* 23.4 Levantarei sobre elas pastores. Sob o pastor haverá fiéis pastores,
que administrariam fielmente o reino durante a nova era (Mq 5.5).
* 23.5,6 levantarei a Davi. Essa promessa messiânica é um
cumprimento da promessa feita a Davi (2Sm 7.12; Mt 1.1,17).
* 23.5 um Renovo justo. Temos aqui um termo messiânico; ver
Is 4.2; 11.1; e Zc 6.12, onde Zorobabel aparece como um tipo de Cristo.
executará o juízo e a justiça. Ver nota em 21.12.
* 23.6 Judá... Israel. A reunificação de Judá e Israel
assinala a era messiânica (Ez 37.15-22).
seguro. As bênçãos do reino messiânico
incluirão o livramento da turbulência política e militar que circunda Judá.
o seu nome. Os nomes eram entendidos como
designações de caráter, e não rótulos arbitrários de identificação. Ver sobre
"Emanuel", em Is 7.14, e os nomes em Is 9.6.
SENHOR, Justiça Nossa. Um governo reto será o selo de
legitimidade do reinado do Messias.
* 23.9 profetas. Ver sobre "Profetas", em Dt 18.18.
* 23.14
cometem adultérios... maldade. No Antigo Testamento, são
inseparáveis as crenças corretas e as ações corretas; não é por mero acidente
que aqueles que não tem ouvido a palavra de Deus são encorajadores ativos da
maldade. Ver 29.21-23.
como Sodoma... como Gomorra. Ver 20.16; Is 1.9 e notas. É
chocante a comparação de Jerusalém com Sodoma e com Gomorra.
* 23.18 quem esteve no conselho do SENHOR. A palavra hebraica traduzida por
"conselho", aqui e no v. 22, também pode ser traduzida por
"concílio", dependendo se a ênfase recai sobre as deliberações de
Deus como o "concílio" celestial (1Rs 22.19-22; Jó 1.6) ou sobre o
"conselho" resultante dessas deliberações. Essa mesma palavra é
traduzida por "segredo", em Am 3.7.
* 23.21 Não mandei esses profetas. Ver 14.14.
foram correndo... contudo,
profetizaram. Eles
são um quadro nítido de zelo, em sua propagação da falsidade. Ver
"Profetas", índice.
* 23.22 meu conselho. Ver nota no v. 18.
* 23.23 apenas de perto... não também de
longe? O ponto é que
coisa alguma, perto ou longe, pode escapar ao conhecimento de Deus (Sl 139.2;
Am 9.2,3).
* 23.24 Ver nota teológica "Onipresença
e Onipotência", índice .
* 23.25 Sonhei, sonhei. Um sonho era uma das maneiras pelas
quais uma revelação podia vir a um profeta (Nm 12.6; cf. Jl 2.28). Não
obstante, tais reivindicações sempre deveriam ser tratadas com suspeita e
testadas contra o resto das revelações de Deus (Dt 13.1-3).
* 23.28 sonho... palavra... palha... trigo. Um sonho falso é para a verdadeira
palavra profética como a palha é para o trigo; somente o trigo tem qualquer
valor.
* 23.29 fogo... martelo. Não se pode confundir a verdadeira
palavra, por causa de seus efeitos inevitáveis (Am 3.8).
* 23.30 que furtam as minhas palavras. Quanto a um caso de ciúmes
proféticos, ver 1Rs 22.24.
* 23.31 diz o SENHOR... e afirmam: Ele disse. Os profetas falsos disfarçam suas
próprias palavras como se fossem palavra de Deus, mediante o uso da fórmula
profética.
* 23.39 levantar-vos-ei e vos arrojarei. Alguns manuscritos hebraicos e
antigas versões dizem "vos esquecerei e vos abandonarei". A diferença
consiste apenas na localização de um ponto acima de uma letra. Este texto faz
um jogo de palavras, visto que, no hebraico, "oráculo" e
"levantar" soam quase idênticas. Eles falam sem autoridade sobre os
"oráculos" de Deus, e a resposta de Deus será "levantá-los".