*          31.2     O povo que se livrou da espada. O remanescente, por meio de quem os propósitos de Deus teriam continuidade (v. 7; 6.9, nota; 23.3, nota). Contrastar com 15.2.

 

no deserto. O exílio de Judá na Babilônia e a subseqüente restauração são, algumas vezes, comparadas com as caminhadas de Israel no deserto, antes de entrar na Terra Prometida (ver Is 40.3,4; 43.19,20). Tal como no primeiro êxodo, essa restauração é uma demonstração do poder do Senhor para salvar.

 

*          31.3     De longe. Esta frase, provavelmente, alude ao Sinai, já aludido no versículo anterior (Êx 19—24).

 

Com amor eterno eu te amei. O amor do Senhor por Israel foi a base para sua eleição deste povo (Dt 7.6,7). O caráter eterno da aliança é afirmado em Gn 17.7.

 

com benignidade te atraí. Ver nota em 9.24 e contrastar com 16.5. Este versículo provê outro sinal do restabelecimento do pacto quebrado.

 

*          31.4     ó virgem de Israel. Contrastar com 18.13-15, onde a "virgindade" de Israel fora desperdiçada. Ver também 2.20,22. No novo pacto, a mácula da contaminação é, finalmente, lavada.

 

dos que dançam. Essas danças são atos de celebração religiosa (Jz 21.19,20).

 

*          31.5     plantarás vinhas... gozarão dos frutos. Essa promessa significa a bênção da fertilidade da aliança (Dt 7.13; 28.4; contrastar Dt 28.30).

 

Samaria. Capital do reino do norte, Israel, ou então o reino do norte como um todo. Seus habitantes foram deportados pela Assíria em 722 a.C.

 

*          31.6     os atalaias. Talvez eles fossem os responsáveis por conhecer os tempos das festas anuais, observando a lua.

 

região montanhosa de Efraim... subamos a Sião. Não como já havia acontecido anteriormente, aos santuários do norte apostatados de Jeroboão, em Betel e Dã (1Rs 12.26-33), mas em um relacionamento renovado com o Senhor.

 

*          31.9     os levarei... ribeiros de águas. Ver Sl 23.2; Is 48.21; 49.10.

 

por caminho reto. Ver Is 40.4.

 

sou pai... meu primogênito. Ver 3.4; 31.20; Êx 4.22; Os 11.1-4.

 

*          31.11               redimiu... livrou. Esses verbos são sinônimos bem próximos no hebraico. A palavra "redimir" significa "libertar mediante o pagamento de um resgate", e é usada para indicar o ato do Senhor que libertou Israel do Egito (Dt 7.8; 9.26). O segundo verbo ("livrou") é um termo técnico relacionado à responsabilidade de um "parente próximo" para comprar ou "remir" uma propriedade, a qual, de outro modo, seria perdida pela família (32.8; Rt 2.20, nota). Também é usado para indicar o livramento divino de Israel do Egito (Êx 6.6,7). A maneira como Deus tem nos redimido para si mesmo, através do resgate de Cristo (cf. 1Tm 2.5,6), é explicada no Novo Testamento (ver "A Expiação", índice).

 

*          31.15               um clamor em Ramá... Raquel chorando. Ramá ficava na região designada à tribo de Benjamim. Raquel chora devido à destruição do norte, em 722 a.C. Essas palavras são citadas, em Mt 2.18, acerca da matança dos inocentes, por parte de Herodes.

 

*          31.21               Põe-te marcos. Israel precisa relembrar-se de retornar não somente à sua terra, porém, mais importante ainda era retornar a Deus.

 

*          31.22               coisa nova. Ver Is 42.9.

 

a mulher infiel... um homem. Essa declaração é obscura, mas talvez tenhamos aqui um quadro de uma mãe protegendo o seu filho, ou seja, o quadro de segurança.

 

*          31.27               semearei... semente. Ambas as palavras são da mesma raiz hebraica. Essa palavra alude à promessa em Gn 15.18, onde a palavra para "semente" é traduzida por "descendentes".

 

*          31.29               Os pais... é que se embotaram. Este provérbio foi usado pelos exilados para lançar a culpa nas gerações anteriores quanto ao desastre do exílio (Ez 18.2), possivelmente com base na compreensão errada de Êx 20.5; Nm 14.18.

 

*          31.30               Cada um... será morto pela sua iniqüidade. O princípio que diz que cada pessoa é julgada individualmente é longamente elaborado em Ez 18.4-32 (cf. Dt 24.16). O argumento é que a geração que então vivia merecia plenamente o castigo, embora a culpa da nação tivesse sido contínua (7.13; 11.7,8).

 

*          31.31-34         Selecionando temas expostos pela primeira vez por Moisés, em Dt 30.1-10, Jeremias profetiza que Deus fará um novo pacto com o seu povo. Tal como o estabelecimento da antiga aliança (Êx 19—24) tinha seguido a redenção do Egito (Êx 12—15), assim também o estabelecimento da nova aliança seguirá a redenção dos pecados (v. 34).

 

*          31.31,32          O novo pacto contrastará com o antigo pacto, visto que o novo não pode ser quebrado, como foi o antigo (v. 32; Hb 8.7,8). A garantia de que não será quebrado é a graça mediada por meio de Cristo, através de sua morte e ressurreição (Hb 9.12-15; 10.1-4,10-18).

 

*          31.31               nova aliança. Ver "A Aliança da Graça de Deus", índice. Ver também 1Co 11.25; 2Co 3.6; Hb 9.15; 12.24.

 

com a casa de Israel e com a casa de Judá. O uso de ambos os nomes salienta a unidade do povo em aliança com Deus.

 

*          31.32               Não... porquanto eles anularam a minha aliança. O Novo Pacto não terá as deficiências do antigo, que dependiam da incapacidade do povo de cumpri-lo (11.10; 2Co 3.14; Hb 8.7).

 

eu os haver desposado. Ver 2.2; 3.14, nota. Cf. o relacionamento de Cristo com a Igreja (Ef 5.25-27; Ap 19.7; 21.2,9).

 

*          31.33   Durante a antiga aliança, a lei de Deus foi gravada sobre tábuas de pedra e posta no Santo dos Santos; sob a nova aliança, Deus escreve suas leis nos corações de seu povo. Os crentes, pois, são semelhantes ao templo, estando a lei de Deus dentro deles, com a diferença que eles são um templo vivo, feito de pedras vivas (2Co 3.3; 1Pe 2.5). Ver "A Aliança da Graça de Deus", índice.

 

depois daqueles dias. O profeta fala de algum tempo após o exílio, sem ser específico. O Novo Testamento mostra-nos que o tempo chegou com Cristo, o Messias.

 

eu serei. Deus tomará a iniciativa para renovar o seu povo.

 

as minhas leis. A lei de Moisés requeria obediência do coração (Dt 6.6), mas não provia forças para essa obediência (Dt 5.29; 29.4). Ela mediava perdão e esperança, especialmente através dos sacrifícios. A lei era um sistema de "tipos e sombras", isto é, de elementos significativos que prefiguravam Cristo e convidavam o povo a confiar em Deus através de Cristo.

 

eu serei o seu Deus... o meu povo. Essa declaração é a síntese das bênçãos de Deus em sua aliança (Lv 26.12; cf. 7.23).

 

*          31.34               Conhece ao SENHOR. Ver "O Verdadeiro Conhecimento de Deus", índice.

 

Pois perdoarei. A base das promessas nos vs. 32 e 33 será uma nova obra de redenção que garantirá o perdão dos pecados (ver Hb 10.1-17).

 

jamais me lembrarei. Os ciclos contínuos de sacrifícios, sob o antigo pacto, proviam uma lembrança constante dos pecados (Hb 10.3,4,11). A palavra "jamais" sublinha o fato que a satisfação feita pelos pecados, na redenção vindoura, é perfeita, tornando desnecessários quaisquer outros sacrifícios.

 

*          31.35,36          dá o sol... à lua e às estrelas. A ordem permanente dos corpos celestiais aparece como a medida da dedicação de Deus ao seu povo (33.20,21,25,26).

 

*          31.38               esta cidade. Jerusalém.

 

Torre de Hananeel... Porta da Esquina. Extremos opostos de Jerusalém, dando a entender a sua inteireza (ver 2Cr 26.9; Zc 14.10,11). A restauração de Jerusalém seria o primeiro sinal do cumprimento da promessa de nova aliança.

 

*          31.39   Garebe... Goa. Localizações não identificadas em Jerusalém.

 

*          31.40   o vale. Ou seja, o vale do filho de Hinom (7.31, nota).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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