*          7.2                   porta. Provavelmente esse era o portão que levava ao átrio interior do templo. Jeremias colocou-se no lugar central de adoração de Judá para proclamar a falsidade da nação. O poder de sua ação é aumentado por ser, ele mesmo, um sacerdote.

 

todos de Judá... para adorardes ao SENHOR. É possível que esta profecia foi entregue em uma das grandes festas anuais (Êx 23.14-18), quando de todo o povo de Israel se requeria que se fizesse presente.

 

*          7.3                   neste lugar. A Terra Prometida. A força do apelo de Jeremias aqui, talvez um choque para a complacente Judá, é que eles não podiam ocupar a Terra Prometida automaticamente.

 

*          7.4                   palavras falsas... Templo do SENHOR. A repetição dá ênfase. A hipocrisia de sua professa confiança no Senhor e em seu templo é desmascarada nas mínimas coisas.

 

*          7.5,6    se... para vosso próprio mal. A linguagem condicional repercute o pacto mosaico (Dt 14.28,29; Dt 13.1-3).

 

derramardes sangue inocente. Esse apelo não contém nenhum exagero (19.4).

 

*          7.9                   Furtais. Note a alusão a cinco dos Dez Mandamentos (compare Os 4.2), com um destaque climático sobre o primeiro mandamento (Êx 20.3).

 

*          7.10     nesta casa que se chama pelo meu nome. Ver Dt 12.5; 1Rs 8.43, onde o "lugar" é identificado como o templo de Jerusalém.

 

Estamos salvos. Uma falsa adoração produz falsa segurança.

 

*          7.12     em Silo... o meu nome. Silo era o lugar central da adoração para todo o Israel, antes que Davi fizesse de Jerusalém a capital (Js 18.1; 1Sm 1.9). Agora que Silo não mais existia (provavelmente fora destruída pelos filisteus), ela servia de boa prova do ponto salientado por Jeremias de que até um lugar onde o Senhor fizera seu nome habitar não estava imune ao seu juízo.

 

*          7.13     não me ouvistes. Esse é um importante tema no livro (6.17; 11.7,8; 25.3; cf. 2Rs 17.13,14).

 

*          7.16.    Tu, pois, não intercedas. Tal proibição era funesta, porquanto um dos papéis de um profeta era interceder (Abraão serviu como um intercessor, Gn 20.7; e Moisés Êx 32.11-14). Essa proibição é repetida em 11.14 (compare 15.1; 1Jo 5.16).

 

*          7.18     Os filhos... os pais... as mulheres. Um quadro do domínio universal que a idolatria exercia sobre o povo.

 

Rainha dos Céus. Um nome babilônico para a deusa Istar (44.19,25).

 

*          7.20     sobre os homens e sobre os animais... frutos da terra. O rompimento no relacionamento entre Deus e o seu povo afeta a criação inteira (ver Os 2.18).

 

*          7.21-23           os vossos holocaustos... sacrifícios. Sacrifícios desacompanhados da adoração interna do coração não interessam a Deus; o povo bem podia comer os sacrifícios eles mesmos, se os oferecessem dessa maneira. Essa condenação profética de um ritual vazio torna-se ainda mais notável porque o sistema de sacrifícios revelado a Moisés continuava em vigor. Jeremias não estava sozinho por falar dessa maneira; ver 1Sm 15.23; Is 1.11-15; Os 6.6; Am 5.21-25; Mq 6.6-8.

 

*          7.24     andaram... do seu coração maligno. Esse retrato de Judá sugere fortemente uma disposição nativa para com o mal no coração humano.

 

*          7.29     Corta os teus cabelos. Esse mandamento está no feminino gramatical, e personifica Jerusalém como uma mulher (2.1); o rapar da cabeça dela é um sinal de lamentação ou humilhação.

 

*          7.30     na casa. Este versículo é uma evidência da presença de um culto estrangeiro no próprio templo, como nos dias de Manassés (2Rs 21.7). Josias tinha removido a abominação, mas esta tinha retornado, possivelmente nos dias de Jeoaquim (Introdução: Autor; Data e Ocasião). Ezequiel também conhece tal contaminação (Ez 8.3-12). Tais práticas explicam a referência de Jeremias à persistente rebelião de Judá.

 

*          7.31     os altos. Era o nome usual para os centros de culto pagão (2Rs 23.8,9).

 

Tofete. Lit., "lugar de fogo". Era no vale do Filho de Hinom, onde crianças tinham sido sacrificadas ao deus estrangeiro, Moloque. O oferecimento do filho primogênito era praticado no mundo antigo, mas em Israel um filho primogênito era "remido", substituindo-se o mesmo por um animal, que era sacrificado (Êx 13.2; 34.19,20). O sacrifício de crianças era expressamente proibido (Lv 18.21; 20.2-5). Ver também 2Rs 23.10 e nota.

 

vale do filho de Hinom. Ficava a sudoeste de Jerusalém. Seu nome equivalente, em grego, é Geena, ou "inferno" (Mt 5.22, nota).

 

*          7.33     Os cadáveres. Ver 1Rs 14.11 e nota. Restos de corpos (8.1) infligiam uma desonra ainda maior (2Rs 23.16,18) do que deixar um cadáver exposto aos animais que comiam carniça.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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