* 19.1–21.25 A situação em Israel havia se deteriorado
tanto que alguns entre o povo de Deus comportavam-se como os habitantes de
Sodoma e de Gomorra (Gn 19.1-11). A guerra civil entre as tribos foi o
resultado. Essa história final na conclusão de Juízes declara que a desgraça de
Israel era resultado da falta de um rei (19.1;
21.25; cf. 17.6; 18.1). Foi Benjamim a tribo que pecou. Ainda mais, foram os homens de Gibeá, cidade
natal de Saul, que se comportaram como o povo de Sodoma. A ação de Saul em 1 Sm 11.6-8 forma um
paralelo claro com a profanação que o levita fez da sua concubina (19.29,
nota). Finalmente, Judá, a tribo de
Davi, foi a escolha do Senhor para ser líder contra Benjamim (note a semelhança
da linguagem entre 1.1-2 e 20.18). Os
benjamitas tinham praticamente se tornado cananeus. Ninguém, porém, estava sem culpa no
caso. Cada tribo estava fazendo o que
achava certo (21.25). A conclusão a ser tirada era que havia necessidade de um
rei, proveniente de Judá e não de Benjamim. Davi, e não Saul, teria as
qualificações iniciais. Mas o próprio
Davi, sendo um homem, revelaria ser insuficiente para a tarefa, conforme
demonstrariam os acontecimentos posteriores (2 Sm 12.10, 11). Somente o Senhor, a quem o povo rejeitara
(1Sm 8.7, 8) poderia ser Rei verdadeiro (8.22, 23).
* 19.1 levita.
Esse homem provinha da tribo cujos homens serviam ao Senhor
como seus sacerdotes.
concubina. Uma concubina era normalmente uma escrava, e
tinha uma condição jurídica inferior a de uma esposa (8.31; 9.18).
* 19.2 aborrecendo-se dele. Ou: “prostituindo-se”. A lei exigia
que os adúlteros fossem apedrejados (Dt 22.22), mas o povo não estava seguindo
a lei (17.6; 21.25).
* 19.10 Jebus... Jerusalém. Ver 1.21 e nota.
* 19.12 Não nos retiraremos a nenhuma cidade
estranha. Ironicamente, não
querem pernoitar com estrangeiros, mas depois descobrem que seus compatriotas
israelitas não são melhores do que Sodoma e Gomorra (19.1–21.25, nota).
Gibeá. Quando o livro dos Juízes foi escrito, Gibeá
devia ser bem conhecida como a cidade natal de Saul (19.1–21.25, nota).
* 19.14–20.48 A história do que aconteceu com o levita em
Gibeá é semelhante à história de Sodoma e Gomorra (Gn 19.1-13). O pecado de Gibeá foi como o de Sodoma e
Gomorra, e os benjamitas foram destruídos pela permissão e ajuda do Senhor
(20.18, 28, 35). Saul provinha de
Benjamim, e não seria de ajuda para ele, nem para seus descendentes, que esses
eventos fossem lembrados.
* 19.15 assentou-se na praça da cidade. Dessa maneira, os viajantes demonstraram
que precisavam de hospitalidade (vs. 16-20).
* 19.16 um homem velho... de Efraim. Foi necessário um outro
“estrangeiro”, de outra geração para lhes dar hospitalidade.
* 19.18 para a Casa do SENHOR. Isto é, para o tabernáculo em Siló (18.31).
* 19.22 Traze para fora o homem. Ver Gn 19.5.
* 19.23 não façais tal loucura. No mínimo, segundo os costumes da
hospitalidade, o hospedeiro não pode contemplar a entrega do seu hóspede à
violência. Na Lei, o ato sexual
envolvido é descrito como “abominação” (Lv 18.22; 20.13).
* 19.24 Minha filha virgem. Assim como Ló ofereceu as suas
filhas para proteger o seu hóspede (Gn 19.8), o hospedeiro oferece a sua filha
para proteger o levita. O autor não
comenta a moralidade dessa oferta, mas a história inteira é apresentada como
uma derradeira ilustração das conseqüências malignas de abandonar o governo de
Deus e fazer o que é certo aos seus próprios olhos.
* 19.28 porém ela não respondeu. Já estava morta.
* 19.29 doze partes. Os leitores originais de Juízes deviam estar
bem cientes de como Saul, posteriormente, cortou bois em doze partes a fim de
conclamar Israel a lutar contra os amonitas (1Sm 11.6-8).
* 19.30 Nunca tal se fez. Trata-se do uso grotesco do cadáver
da mulher.
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