*          2.1-5  Esse trecho passa em revista o capítulo anterior e,  assim como 2.20 – 3.6, fornece o pano de fundo para a narrativa que se segue. A aliança foi feita entre Deus e “vossos pais”;  são as duas partes pactuais.  As condições da aliança proíbem tratados com os cananeus ou a mistura do culto com a religião deles.  A inobservância dessas exigências provocou o castigo do pacto sobre Israel (Dt caps. 28 – 31).

 

*          2.1       o Anjo do SENHOR.  Uma teofania, ou seja:  uma revelação visível de Deus.  Ver 6.11-24;  13.2-23.  As palavras do mensageiro preeminente de Deus (6.11-24;  Êx 3.1-17) são as palavras do próprio Senhor.  O Anjo do Senhor levou Israel para fora do cativeiro no Egito e lutou em favor dos israelitas (Êx 14.19;  23.20-23;  33.2;  Nm 20.16;  Is 63.9).

 

Gilgal.  A arca da aliança estava em Gilgal (Js 5.1-12).

 

Do Egito vos fiz subir. Os Dez Mandamentos começam com a mesma declaração (Êx 20.2; Dt 5.6), o que nos relembra que a história daquilo que Deus tem feito está ligada com os seus mandamentos.  O Deus Soberano que promulga a aliança identifica-se como o Benfeitor do seu povo.

 

e vos trouxe à terra, que, sob juramento, havia prometido. Deus cumpriu o seu juramento (Js 23.3-16).  A diferença principal entre Deus e o seu povo é que Deus cumpre seu voto enquanto o povo quebra o seu.

 

nunca invalidarei a minha aliança.  Ver Dt 7.9.

 

*          2.2       derribareis os seus altares.  A idolatria é considerada como o principal, o ato típico de violação à aliança (v. 11;  Êx 34.13;  Nm 33.52;  Dt 7.5;  12.3; Js 23.16).

 

não obedecestes.  Israel celebrou casamentos com os habitantes da terra (3.5-6) e não derrubou os altares destes (6.25-32).  Não era possível expulsar os cananeus por causa do pecado de Israel.

 

*          2.3       adversários... laços.  Os casamentos mistos com os cananeus, bem como todos os demais relacionamentos com eles, tinham sido proibidos porque semelhantes contatos levariam à idolatria (Êx 34.12; Nm 33.55; Dt 7.16; Js 23.12-13).  Por ter desobedecido às condições da aliança, Israel sofreria o que Canaã sofrera:  a remoção da terra (Nm 33.56; Js 23.13; 2Rs 17.5-8; 25.1-11).

 

*          2.6-10            Essa seção, excetuando-se o v. 10, tem estreita semelhança com Js 24.28-31 e introduz o padrão para os ciclos dos juízes que se seguem.

 

*          2.6       Havendo Josué.  Ver 1.1;  Introdução:  Data e Ocasião.

 

*          2.7       Serviu o povo ao SENHOR.  Ver Js 24.16-18, 21-22, 31.  A obediênca à aliança levou a bênções na terra para aquela geração. 

 

viram todas as grandes obras.  Ver v. 10;  Dt 4.9;  6.22;  7.19;  11.2-7; Js 23.3.

 

*          2.10     que não conhecia ao SENHOR, nem tão pouco as obras que fizera a Israel.  Uma geração devia declarar as maravilhas de Deus à geração seguinte (Dt 4.9; 6.1-6).  Salmistas posteriores as louvam (Sl 44.1-3; 78.2-8).  Se o povo de Deus soubesse o que ele tinha feito, obedeceria aos mandamentos da aliança. Mas os líderes – os chefes de famílias, os sacerdotes e os juízes – não guardaram a aliança nem contaram à geração seguinte a respeito dos atos poderosos de Deus.

 

*          2.11-19           Esses versículos oferecem o padrão a ser seguido nos caps. 3 – 16.  Demonstram a soberania de Deus na história, enquanto ele executa os juízos da aliança.  Foi ele quem vendeu o seu povo e lutou contra ele, e foi também ele que suscitou os juízes para livrá-lo.  A idolatria foi o pecado pelo qual Deus castigou a Israel.  O conteúdo dos vs. 11-19 é elaborado em 1Sm 12.9-11 e Sl 106.34-46.

 

*          2.11     fizeram... o que era mau.  Esse refrão ocorre em 2.11; 3.7, 12;  4.1;  6.1;  10.6;  13.1.

 

serviram aos baalins.  A iniqüidade de Israel chega ao cúmulo na sua adoração aos falsos deuses (v. 2 nota).  Os israelitas escolheram Baal, o deus cananeu da tempestade, e rejeitaram o Senhor que os fez passar pelo Mar Vermelho e que era o verdadeiro Senhor da tempestade.  “baalins” está no plural porque Baal era adorado de modo diferente em cada localidade cananéia. 

 

*          Astarote.  Lit. "Astarotes". No plural feminino.  Eram as deusas da fertilidade no panteão cananeu.

 

*          2.14.  e os entregou.  Ver Dt 28.48;  1Sm 12.9.  Os inimigos e opressores de Israel não tinham poder sobre o povo de Deus a não ser que ele assim permitisse. A conquista por Israel agora é revertida, à medida que povos de fora de Canaã (arameus, moabitas, midianitas, amalequitas, e filisteus) oprimem os israelitas, os novos habitantes da terra (3.8-12; 4.2; 6.1; 10.7; 13.1).

 

*          2.15     a mão do SENHOR era contra eles.  A mão do Senhor estava associada com o poder salvífico de Deus (Êx 3.20;  6.1;  13.3; Dt 4.34).  Agora, a mesma mão estava virada contra os israelitas, em castigo. O Senhor era fiel tanto para abençoar quanto para julgar.  Quando Deus livra os seus, ele os livra dos inimigos como um ato de graça.  É o seu próprio juízo que permite aqueles inimigos prevalecerem, e ao livrar os seus, ele tem que desviar esse juízo.

 

*          2.16       juízes.  O papel dos juízes era primariamente livrar a nação dos seus inimigos (3.9, 15;  1Sm 12.11).

 

*          2.17     se prostituíram.  Tendo em vista que o acordo segundo a aliança pode ser comparado com o casamento, a prostituição é uma metáfora padronizada para a infidelidade e a desobediência (8.33;  Dt 31.16;  o Livro de Oséias).

 

*          2.18     se compadecia.  Os gemidos do povo comoviam o seu Deus (Êx 2.24; 6.5).

 

*          2.19     nada deixavam.  Nem os juízes (v. 17) nem a lembrança de como tinham sido livrados bastavam para levar o povo a guardar a aliança (v. 10).

 

*          2.23     deixou ficar aquelas nações.  Ver Dt 7.22-23;  Js 13.1-7.  Assim fica explicado por que ainda havia cananeus durante o período em que Israel tinha sido fiel (vs. 6-9).  Os vs. 20-22 e 3.1-4 fornecem mais uma razão para Deus ter deixado ficar os cananeus: testar o coração do povo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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