1-44
12. A
parábola dos lavradores maus 1-12
12:1 Depois,
entrou Jesus a falar-lhes por parábola: Um homem plantou uma vinha, cercou-a de
uma sebe, construiu um lagar, edificou uma torre, arrendou-a a uns lavradores e
ausentou-se do país.
12:2 No tempo da
colheita, enviou um servo aos lavradores para que recebesse deles dos frutos da
vinha;
12:3 eles, porém,
o agarraram, espancaram e o despacharam vazio.
12:4 De novo, lhes
enviou outro servo, e eles o esbordoaram na cabeça e o insultaram.
12:5 Ainda outro
lhes mandou, e a este mataram. Muitos outros lhes enviou, dos quais espancaram
uns e mataram outros.
12:6 Restava-lhe
ainda um, seu filho amado; a este lhes enviou, por fim, dizendo: Respeitarão a
meu filho.
12:7 Mas os tais
lavradores disseram entre si: Este é o herdeiro; ora, vamos, matemo-lo, e a
herança será nossa.
12:8 E,
agarrando-o, mataram-no e o atiraram para fora da vinha.
12:9 Que fará,
pois, o dono da vinha? Virá, exterminará aqueles lavradores e passará a vinha a
outros.
12:10 Ainda não
lestes esta Escritura: A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser
a principal pedra, angular;
12:11 isto procede
do Senhor, e é maravilhoso aos nossos olhos?
12:12 E procuravam
prendê-lo, mas temiam o povo; porque compreenderam que contra eles proferira
esta parábola. Então, desistindo, retiraram-se.
13-17 A
questão do tributo
12:13 E
enviaram-lhe alguns dos fariseus e dos herodianos, para que o apanhassem em
alguma palavra.
12:14 Chegando,
disseram-lhe: Mestre, sabemos que és verdadeiro e não te importas com quem quer
que seja, porque não olhas a aparência dos homens; antes, segundo a verdade,
ensinas o caminho de Deus; é lícito pagar tributo a César ou não? Devemos ou
não devemos pagar?
12:15 Mas Jesus,
percebendo-lhes a hipocrisia, respondeu: Por que me experimentais? Trazei-me um
denário para que eu o veja.
12:16 E eles lho
trouxeram. Perguntou-lhes: De quem é esta efígie e inscrição? Responderam: De
César.
12:17 Disse-lhes,
então, Jesus: Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. E muito se
admiraram dele.
18-27 Os
saduceus e a ressurreição
12:18 Então, os
saduceus, que dizem não haver ressurreição, aproximaram-se dele e lhe
perguntaram, dizendo:
12:19 Mestre,
Moisés nos deixou escrito que, se morrer o irmão de alguém e deixar mulher sem
filhos, seu irmão a tome como esposa e suscite descendência a seu irmão.
12:20 Ora, havia
sete irmãos; o primeiro casou e morreu sem deixar descendência;
12:21 o segundo
desposou a viúva e morreu, também sem deixar descendência; e o terceiro, da
mesma forma.
12:22 E, assim, os
sete não deixaram descendência. Por fim, depois de todos, morreu também a
mulher.
12:23 Na
ressurreição, quando eles ressuscitarem, de qual deles será ela a esposa?
Porque os sete a desposaram.
12:24
Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras,
nem o poder de Deus?
12:25 Pois, quando
ressuscitarem de entre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento;
porém, são como os anjos nos céus.
12:26 Quanto à
ressurreição dos mortos, não tendes lido no Livro de Moisés, no trecho
referente à sarça, como Deus lhe falou: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de
Isaque e o Deus de Jacó?
12:27 Ora, ele não
é Deus de mortos, e sim de vivos. Laborais em grande erro.
28-34 O
grande mandamento
12:28 Chegando um
dos escribas, tendo ouvido a discussão entre eles, vendo como Jesus lhes houvera
respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o principal de todos os mandamentos?
12:29 Respondeu
Jesus: O principal é: Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor!
12:30 Amarás,
pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o
teu entendimento e de toda a tua força.
12:31 O segundo é:
Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que
estes.
12:32 Disse-lhe o
escriba: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que ele é o único, e não há
outro senão ele,
12:33 e que amar a
Deus de todo o coração e de todo o entendimento e de toda a força, e amar ao
próximo como a si mesmo excede a todos os holocaustos e sacrifícios.
12:34 Vendo Jesus
que ele havia respondido sabiamente, declarou-lhe: Não estás longe do reino de
Deus. E já ninguém mais ousava interrogá-lo.
35-37 O
Cristo, filho de Davi
12:35 Jesus,
ensinando no templo, perguntou: Como dizem os escribas que o Cristo é filho de
Davi?
12:36 O próprio
Davi falou, pelo Espírito Santo: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à
minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés.
12:37 O mesmo Davi
chama-lhe Senhor; como, pois, é ele seu filho? E a grande multidão o ouvia com
prazer.
38-40 Jesus
censura os escribas
12:38 E, ao
ensinar, dizia ele: Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes
talares e das saudações nas praças;
12:39 e das
primeiras cadeiras nas sinagogas e dos primeiros lugares nos banquetes;
12:40 os quais
devoram as casas das viúvas e, para o justificar, fazem longas orações; estes
sofrerão juízo muito mais severo.
41-44 A
oferta da viúva pobre
12:41 Assentado
diante do gazofilácio, observava Jesus como o povo lançava ali o dinheiro. Ora,
muitos ricos depositavam grandes quantias.
12:42 Vindo,
porém, uma viúva pobre, depositou duas pequenas moedas correspondentes a um
quadrante.
12:43 E, chamando
os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta viúva pobre
depositou no gazofilácio mais do que o fizeram todos os ofertantes.
12:44 Porque todos
eles ofertaram do que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo quanto
possuía, todo o seu sustento.
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sergiovalentin