1-37
7. Jesus e a
tradição dos anciões 1-23
7:1 Ora,
reuniram-se a Jesus os fariseus e alguns escribas, vindos de Jerusalém.
7:2 E, vendo que
alguns dos discípulos dele comiam pão com as mãos impuras, isto é, por lavar
7:3 (pois os
fariseus e todos os judeus, observando a tradição dos anciãos, não comem sem
lavar cuidadosamente as mãos;
7:4 quando voltam
da praça, não comem sem se aspergirem; e há muitas outras coisas que receberam
para observar, como a lavagem de copos, jarros e vasos de metal e camas),
7:5
interpelaram-no os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos
de conformidade com a tradição dos anciãos, mas comem com as mãos por lavar?
7:6
Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está
escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.
7:7 E em vão me
adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.
7:8 Negligenciando
o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens.
7:9 E disse-lhes
ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa
própria tradição.
7:10 Pois Moisés
disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe
seja punido de morte.
7:11 Vós, porém,
dizeis: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que poderias
aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta para o Senhor,
7:12 então, o
dispensais de fazer qualquer coisa em favor de seu pai ou de sua mãe,
7:13 invalidando a
palavra de Deus pela vossa própria tradição, que vós mesmos transmitistes; e
fazeis muitas outras coisas semelhantes.
7:14 Convocando
ele, de novo, a multidão, disse-lhes: Ouvi-me, todos, e entendei.
7:15 Nada há fora
do homem que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai do homem é o que
o contamina.
7:16 Se alguém tem
ouvidos para ouvir, ouça.
7:17 Quando entrou
em casa, deixando a multidão, os seus discípulos o interrogaram acerca da
parábola.
7:18 Então, lhes
disse: Assim vós também não entendeis? Não compreendeis que tudo o que de fora
entra no homem não o pode contaminar,
7:19 porque não
lhe entra no coração, mas no ventre, e sai para lugar escuso? E, assim,
considerou ele puros todos os alimentos.
7:20 E dizia: O que
sai do homem, isso é o que o contamina.
21-23 O que
contamina o homem
7:21 Porque de
dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a
prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios,
7:22 a avareza, as
malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura.
7:23 Ora, todos
estes males vêm de dentro e contaminam o homem.
24-30 A
mulher síro-fenícia
7:24
Levantando-se, partiu dali para as terras de Tiro e Sidom. Tendo entrado numa
casa, queria que ninguém o soubesse; no entanto, não pôde ocultar-se,
7:25 porque uma
mulher, cuja filhinha estava possessa de espírito imundo, tendo ouvido a
respeito dele, veio e prostrou-se-lhe aos pés.
7:26 Esta mulher
era grega, de origem siro-fenícia, e rogava-lhe que expelisse de sua filha o
demônio.
7:27 Mas Jesus lhe
disse: Deixa primeiro que se fartem os filhos, porque não é bom tomar o pão dos
filhos e lançá-lo aos cachorrinhos.
7:28 Ela, porém,
lhe respondeu: Sim, Senhor; mas os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem das
migalhas das crianças.
7:29 Então, lhe
disse: Por causa desta palavra, podes ir; o demônio já saiu de tua filha.
7:30 Voltando ela
para casa, achou a menina sobre a cama, pois o demônio a deixara.
31-37 A cura
de um surdo e gago
7:31 De novo, se
retirou das terras de Tiro e foi por Sidom até ao mar da Galiléia, através do
território de Decápolis.
7:32 Então, lhe
trouxeram um surdo e gago e lhe suplicaram que impusesse as mãos sobre ele.
7:33 Jesus,
tirando-o da multidão, à parte, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e lhe tocou a
língua com saliva;
7:34 depois,
erguendo os olhos ao céu, suspirou e disse: Efatá!, que quer dizer: Abre-te!
7:35
Abriram-se-lhe os ouvidos, e logo se lhe soltou o empecilho da língua, e falava
desembaraçadamente.
7:36 Mas lhes
ordenou que a ninguém o dissessem; contudo, quanto mais recomendava, tanto mais
eles o divulgavam.
7:37
Maravilhavam-se sobremaneira, dizendo: Tudo ele tem feito esplendidamente bem;
não somente faz ouvir os surdos, como falar os mudos.
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sergiovalentin