* 11.1 Quando se aproximaram de Jerusalém.
A viagem (10.1, nota) atinge seu destino e começa a chamada Semana da Paixão. A
decisão de Jesus de subir a Jerusalém é claramente determinada pelo seu
entendimento do Antigo Testamento e suas profecias referentes à sua própria
morte (8.31, nota).
Betfagé. Palavra hebraica que
significa “casa de figos verdes”, é uma pequena aldeia a leste de Jerusalém.
Betânia. No hebraico significa
“casa de tristeza”, fica a cerca de três ou cinco quilômetros a leste de
Jerusalém.
monte das Oliveiras. A leste de Jerusalém,
cerca de sessenta metros acima da colina do templo, e de onde se tem uma visão
espetacular de Jerusalém e, especialmente, do templo. Nos tempos de Jesus, esse
monte era coberto de oliveiras. Porém, os romanos — durante o cerco de
Jerusalém, no ano 70 d.C. — destruíram essas árvores.
* 11.2 achareis. Esse texto dá
testemunho do conhecimento sobrenatural de Jesus (cf. Jo 1.48-50).
jumentinho. Uma cria de jumenta
(Mt 21.2; Jo 12.15). O Antigo Testamento profetizou as ações de Jesus (Zc 9.9)
que, neste caso, o identificam claramente com o Messias. Zacarias profetizou a
vinda de um rei justo e humilde, trazendo salvação.
* 11.8 suas vestes no caminho.
Um reconhecimento da dignidade real de Jesus.
ramos. Ver Sl 118.27. Este Salmo
celebra a procissão do Messias Real.
* 11.9 Hosana. Um transliteração
grega das palavras aramaicas “Oh! Salva-nos... SENHOR” (Sl 118.25). A multidão
está gritando frases deste salmo.
* 11.11 saiu para Betânia.
Em Mt 21.12-22, Jesus realiza a purificação do templo logo na sua chegada (a
Jerusalém) e amaldiçoa a figueira no dia seguinte. Conforme Marcos, Jesus
retorna a Betânia à noite e, na manhã do dia seguinte, amaldiçoa a figueira e,
então, purifica o templo. Provavelmente, Mateus trata do assunto tematicamente
(nenhuma referência ao tempo, para a purificação do templo é especificada em Mt
21.12), enquanto Marcos, que coloca histórias dentro de histórias (5.21-43;
6.7-30), trata do assunto cronologicamente.
* 11.13 não era tempo de figos.
Ver nota em Mt 21.18-20.
* 11.14 Nunca jamais coma alguém fruto de ti.
Jesus amaldiçoa esta árvore por causa de sua aparência enganosa, não tendo
fruto, exatamente do mesmo modo como ele julgará o templo (vs. 15-17) e predirá
sua destruição (13.2). Isto indicaria que a reconstrução do templo, em
Jerusalém, não seria mais um alvo da História da Redenção. Jeremias usou os
figos como um símbolo do juízo sobre Jerusalém (Jr 24).
* 11.15 templo. Isto é, o átrio dos
gentios, o átrio mais afastado no complexo das estruturas que cercam o templo
propriamente dito. Era a única área em que se permitia a presença dos gentios
(cf. v. 17).
passou a expulsar. Jo 2.12-22 descreve
a purificação do templo como tendo ocorrido no começo do ministério de Jesus,
enquanto os três Sinóticos registram uma tendo ocorrido no fim. É provável que
Jesus tenha purificado o templo duas vezes. A narrativa de João é
cuidadosamente datada (Jo 2.20; Mr 1.9, nota) e as narrativas não são de modo
algum idênticas. Em João, Jesus vem com os seus discípulos e suas ações trazem
à memória deles o Sl 69.9. Na narrativa dos Sinóticos, Jesus vem em glória
messiânica triunfal e justifica suas ações citando Is 56.7 e Jr 7.11. Jesus,
sem dúvida, está ciente de que Jeremias amaldiçoou o templo duas vezes (Jr
7.1-14 e 26.2-6).
cambistas.
Este serviço era necessário porque os impostos e as ofertas do templo tinham de
ser pagas em moeda corrente, mas essa prática tinha se tornado tão corrupta,
que Jesus a descreveu como “covil de salteadores” (v. 17; Lc 19.45-46, nota).
Jesus está também julgando as famílias sumo sacerdotais dos saduceus, que não
se harmonizavam com o caráter do Pai, de quem era a casa (cf. 12.18-27).
* 11.16 Não permitia que alguém conduzisse.
Não somente o átrio tinha se tornado um mercado, mas estava também sendo usado
como atalho pelos mercadores de toda espécie. Marcos vê, no gesto de Jesus, a
defesa dos direitos dos gentios e, talvez, uma indicação da futura missão aos
gentios.
* 11.18 principais sacerdotes e escribas.
Jesus agiu sob os olhares daqueles que sabia que iriam matá-lo (8.31).
se maravilhava de sua doutrina.
Ver nota em 1.22.
* 11.20 secara desde a raiz.
Esta frase indica a completa destruição da figueira (v. 14, nota).
* 11.25 alguma coisa contra alguém.
Ver Mt 5.23-24.
* 11.26 Este versículo não existe em alguns dos mais
antigos manuscritos (Ver referência lateral). Um dito semelhante é encontrado
em Mt 6.14-15).
* 11.27 principais sacerdotes.
Ver nota em 11.18.
* 11.28 Com que autoridade.
As “autoridades” de Jerusalém procuram expor Jesus como um arrogante, sem
nenhum status oficial para agir dentro do templo.
* 11.30 era do céu. A resposta de Jesus
silencia os teólogos profissionais detentores do poder, cortando pela raiz a
pretensão de uma tal autoridade “oficial” absoluta. A autoridade profética, por
definição, não pode ter uma fonte humana (Gl 1.11-12). Ela é atestada por Deus
e exige submissão. Com a resposta de Jesus constata-se uma última pergunta
implícita: “Reconheceis e vos submeteis à minha autoridade?”
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sergiovalentin