* 16.1 Passado o sábado.
Ao pôr do sol, (6:00 horas da tarde), no fim do sábado, um horário apropriado
para comprar especiarias, mas não para visitar túmulos.
embalsamá-lo. Ungir com aromas era
um modo de demonstrar afeição (14.8, nota) como hoje, no Ocidente, se envia
flores.
* 16.3 Quem nos removerá a pedra.
Elas tinham visto a “pedra... muito grande” (v. 4) que fechava o túmulo (15.46,
nota).
* 16.5 Entrando no túmulo.
Elas entraram no vestíbulo da câmara mortuária, no fim da qual estava o nicho
(banco ou prateleira) onde tinham deixado o corpo de Jesus (15.46, nota).
um jovem. Mt 28.2 diz que as
mulheres encontraram um anjo no túmulo.
* 16.6 o Nazareno.
Ver nota em 1.24.
ele ressuscitou. Se o Evangelho de
Marcos alcança o seu clímax na confissão de que Jesus é o Filho de Deus (15.39,
nota), um segundo clímax é atingido com a declaração de sua ressurreição, a
qual confirma que sua pregação sobre a vinda do reino em poder é verdadeira.
Ver notas em 1.15 e 9.1; “A Ressurreição de Jesus”, em Lc 24.2.
* 16.7 e a Pedro.
Esta expressão faz toda a diferença no enorme papel que Pedro desempenharia na
história subseqüente da redenção. Por ela, Marcos indica, quando leva seu Evangelho
ao fim (16.9-20, nota), que a obra de Jesus, na preparação dos doze, não se
perdeu.
ele vai adiante de vós. Ver nota em 14.28.
* 16.8 medo. Se os vs. 9-20 não
são originais (ver abaixo), então o Evangelho de Marcos termina com esta frase.
Esta seria uma conclusão surpreendente para um documento que se propõe ser um
“evangelho”, uma “proclamação de boas novas”. Uma consideração oposta é que a
palavra traduzida por “medo” significa também “temor reverente”, e este mesmo
estado mental é produzido nos discípulos quando viram a transfiguração de Jesus
(9.6), um tipo da futura ressurreição. Mas o silêncio inicial das mulheres foi,
realmente, desobediência (v. 7).
* 16.9-20 Os estudiosos diferem entre si quando
consideram se estes versículos eram originalmente parte deste Evangelho. Alguns
importantes manuscritos gregos mais antigos não trazem estes versículos; outros
manuscritos têm os versículos 9-20 (conhecidos como o “Longo Final”) e, ainda
outros, têm um “Breve Final” (aproximadamente o comprimento de um versículo).
Uns poucos manuscritos trazem ambos, tanto um Final Breve quanto um Longo
Final. Devido a estas diferenças alguns estudiosos crêem que os vs. 9-20
foram acrescentados posteriormente e que não foram escritos por Marcos. Por
outro lado, esses versículos são citados por escritores do final do segundo
século e são encontrados numa esmagadora maioria de manuscritos gregos do
Evangelho de Marcos. Para outros estudiosos estes fatos estabelecem a
autenticidade da passagem.
* 16.9 Maria Madalena.
Ver nota em 15.40.
* 16.12 dois deles. Compare Lucas
24.13-35.
* 16.15 Ide por todo o mundo. Compare Mt 28.19.
* 16.16 batizado. Ver “Batismo
Infantil”, em Gn 17.11.
* 16.17 sinais. Todas as coisas
preditas aqui (exceto beber veneno mortal) são registradas no Novo Testamento,
especialmente em Atos. Ver também Rm 15.19 e Hb 2.3-4. Histórias a respeito dos
apóstolos sobreviventes, que foram forçados a beber veneno, são encontradas na
literatura cristã primitiva, fora da Bíblia.
* 16.19 à destra de Deus.
Uma posição que simboliza a autoridade que Jesus compartilha com Deus, o Pai
(14.62; Fp 2.9, cf. Sl 110.1).
* 16.20 confirmando a palavra por meio de sinais.
Ver nota no v. 17.
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sergiovalentin