* 4.2 parábolas.
Ver Mt 13.3, nota.
* 4.3-8 semeador a semear.
Na Palestina do primeiro século, o semear precedia o arar. Nos caminhos feitos
pelos aldeães e nas áreas espinhosas, as sementes eram enterradas pelo arado.
Lugares rochosos, cobertos por uma fina camada de terra, só se tornavam
visíveis depois de arados.
* 4.9 Quem tem ouvidos.
Ver também v. 23; Mt 11.15; 13.9, 43; Lc 8.8; 14.35; Ap 2.7, cf. Sl 115.6. Esta
frase é uma chamada para ficar atento.
* 4.10
Quando Jesus ficou só. Jesus estava só com os seus
discípulos, em particular com os Doze (3.14, nota), dando-lhes instruções
especiais. Este aspecto do ministério terreno de Jesus está em todos os
Evangelhos.
* 4.11 mistério... parábolas.
Ver referência lateral. O “mistério” se refere à revelação divina especial (Rm
16.25; Ef 1.9; 3.3, 9), a noção do Antigo Testamento, de que o profeta, pelo
Espírito, está presente no conselho deliberativo de Deus. Aquilo que ele ouve
torna-se sua mensagem autoritativa, divinamente inspirada para o povo (Ex
24.15-18; Dt 33.2; 1Rs 22.19; Is 6.1-13; Jr 23.18; Am 3.7). Tal revelação se
cumpre plenamente no evangelho, que Paulo, mais tarde, chamará o “mistério de
Cristo” (Ef 3.4; Cl 4.3) ou “o mistério do evangelho” (Ef 6.19). Aqui, o
mistério do reino é que o reino vem com Jesus, porque ele é o Rei. Esse
“mistério” revelado aos discípulos é contrastado com “parábolas” contadas “aos
de fora”. Para “os de fora”, a parábola
é um enigma (contrastar Jo 16.29), obscurecendo o seu entendimento, como as
Escrituras tinham profetizado (v. 12, citando Is 6.9-10). Para “os de fora”
Jesus permanece um enigma provocativo, como será através de todo seu
ministério.
* 4.13 todas as parábolas.
Esta explicação a respeito da função das parábolas aplica-se a todas as
parábolas. Ver nota em Mt 13.13.
* 4.14-20 O “mistério” da parábola não é o seu
ensino moral a respeito da dureza dos corações humanos. O “mistério” está no
paradoxo que a vinda do reino de Deus deve ser comparada com uma frágil
semente. O Filho do homem, que exerce toda autoridade na terra (2.11, 27),
aparece como Jesus de Nazaré. A vinda do reino não é igualmente visível a cada
um, embora seja um reino de poder. Os que estão fora, têm corações não
receptivos. Para aqueles que têm ouvidos para ouvir, a parábola revela o
“mistério” da redenção encoberto na pessoa e obra do próprio Cristo (1.34,
nota).
* 4.19 fascinação da riqueza.
Cf. Ef 4.22.
* 4.22 nada está oculto... senão para ser revelado.
Durante o ministério terreno de Cristo coisas estão encobertas; mas virá o dia,
da ressurreição em diante, quando tudo será revelado (Mt 10.26, 27; Lc 12.2-3).
* 4.24 Com a medida com que tiverdes medido.
A futura disseminação do mistério do reino será recompensada na medida direta
da fidelidade da pessoa à esta obra.
* 4.25 ao que tem se lhe dará.
Este princípio é ilustrado nas parábolas dos talentos (Mt 25.14-30) e das minas
(Lc 19.11-27).
* 4.30-32.
A parábola do grão de mostarda é outra vez relacionada com a presente
manifestação do reino, na pessoa de Jesus.
* 4.32 aves do céu.
Em Dn 4.21, a mesma metáfora se refere ao domínio mundial de Nabucodonosor.
* 4.33-34 Ver vs. 10-12.
* 4.35 a outra margem.
De acordo com 3.7, Jesus está na Galiléia. A “outra margem” do lago é a região
dos gadarenos, em Decápolis (5.1, nota).
* 4.37 grande temporal.
O Mar da Galiléia fica a cerca de 213 metros abaixo do nível do mar, tem cerca
de vinte e um quilômetros de comprimento por cerca de treze quilômetros de
largura. Na sua extremidade meridional (sul) há um vale profundo cercado por
rochas escarpadas. O vento, afunilando-se através de colinas que o cercam e
através deste vale, pode açoitar o lago, provocando repentinas e violentas
tempestades.
* 4.38 dormindo. Jesus tinha estado
ensinando o dia todo e, sem dúvida, estava exausto. Marcos assim como João (Jo
4.6; 11.35, 38), dá ênfase à plena humanidade de Jesus.
* 4.39 Acalma-te, emudece. Lit.,
“seja amordaçada”. Jesus tem autoridade sobre a terra para perdoar pecados
(2.10), é Senhor do Sábado (2.28), tem autoridade no seu ensino (1.22), sobre
os demônios (1.27) e agora demonstra sua autoridade sobre a natureza. O ato de
acalmar a tempestade parece-se com o seu poder de exorcizar; há a expressão
demoníaca de violência (1.26; 5.4, 13); a ordem para a natureza aquietar-se
(1.25, nota) e a calma resultante (5.15). Jesus amarra “o valente” (3.23-27) e
corrige com seu poder a criação física.
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sergiovalentin