* 5.1 à terra dos gerasenos.
Gerasa, ficava a uns quarenta e oito quilômetros a sudeste do lago. Gadara
estava cerca de dez quilômetros ao sul do lago (Mt 8.28, nota), e ocorre em
outros manuscritos gregos. Há também uma aldeia chamada Kersa, à margem
oriental, com a mesma espécie de despenhadeiros e sepulcros descritos na
história. Jesus entra em Decápolis, uma associação de dez cidades-estado
gregas, antecipando a futura missão da igreja aos gentios. O caráter gentílico
da população se torna claro, uma vez que os judeus não criavam porcos, porque a
lei mosaica os considerava animais imundos.
* 5.2 veio dos sepulcros.
Este homem endemoninhado estava afastado do seu contato humano normal, separado
de sua aldeia e de sua família (v. 19).
* 5.3 nem... alguém podia prendê-lo.
Violência e força física incomum, que o levam a uma lenta auto-destruição (v.
5; 9.22), parece freqüentemente caracterizar o endemoninhado (v. 13; 1.26;
9.18, 20, 22,26), porém, ante a força espiritual de Jesus, os demônios se
acovardam e fogem.
* 5.7 Que tenho eu contigo.
Ver 1.24.
* 5.9 Qual é o teu nome.
Entendia-se que chamar pelo nome era ganhar poder sobre eles. Os demônios já
tinham identificado a Jesus (v. 7, cf. 1.24-34), mas, por meio desta pergunta,
Jesus revela o seu poder superior.
Legião.
Jesus força o demônio a se desmascarar. Ele não é apenas um, mas muitos. Uma
legião romana compunha-se de seis mil homens.
* 5.10 E rogou-lhe.
O demônio acovarda-se diante de Jesus, mesmo invocando o nome de Deus como uma
forma de proteção (v. 7), e reconhece que Jesus tem poder absoluto sobre ele.
* 5.13 Jesus o permitiu.
Jesus permite que os demônios entrassem nos porcos que, então, se precipitam
despenhadeiro abaixo. Este exorcismo é uma demonstração dramática do poder de
Jesus sobre o mal (vs. 14, 16) e da presença do reino em seu ministério (Lc
11.20). Ver “Demônios”, em Dt 32.17.
* 5.15 assentado.
Em comparação com o seu violento comportamento anterior, e com a recente
destruição dos porcos, o homem “sentado e vestido e em seu são juízo” expressa
com eloqüência a paz e a restauração vivificante, que provêem do poder de Jesus
(4.39; 9.26, 27).
* 5.19 Vai para a tua casa.
Este homem se torna o primeiro missionário gentio. Jesus, usualmente, exige
silêncio (1.34, nota), porém, neste caso ele permite a preparação para futura
missão da Igreja a começar. Jesus, posteriormente, ordenará silêncio com
relação a outra cura realizada em Decápolis, mas não obtém resultado (7.31-37).
* 5.22 principais da sinagoga.
Ainda que fosse um leigo, as responsabilidades de um chefe eram social e
religiosamente importantes, incluindo não só a conservação do edifício, mas,
também, a condução própria do serviço e a escolha das leituras da Torah.
* 5.25 uma hemorragia.
A condição da mulher era não só fisicamente debilitante, mas também a
desqualificava não só para o casamento (Lv 20.18), mas também para a vida
religiosa em geral (Lv 15.25-33).
* 5.29 logo. Ver 1.10, nota.
* 5.30 Quem me tocou nas vestes.
Um toque de fé é sentido por Jesus, mesmo no meio de uma multidão numerosa,
onde muitos o tenham tocado. A frase “que dele saíra poder” ocorre somente
aqui.
* 5.32 olhava ao redor.
Para uma mulher que tinha sido uma rejeitada social por muitos anos, a cura só
se completa quando Jesus a identifica publicamente, elogiando sua fé,
declarando a todos que ela está curada (v.34) e purificada.
* 5.37 Pedro... Tiago e João.
Jesus construiu ao redor dele uma hierarquia de intimidade. Há numerosos
discípulos (4.10), dos quais doze são designados apóstolos (3.13-19) e dentre
os doze, alguns (Pedro, Tiago e João e, às vezes, André) desfrutam da mais
plena intimidade de Jesus, mais notavelmente na Transfiguração (9.2-13) e no
Getsêmane (14.32-33).
* 5.38 pranteavam.
Nas culturas do Oriente Médio, prantear era uma expressão habitual de luto e às
vezes apelava-se para pranteadores profissionais.
* 5.40 mandando sair a todos.
Jesus não está interessado num grande espetáculo de cura. Ao invés disso ele
está preocupado com o sofrimento da menina, com a fé dos pais dela e com o
objetivo último de sua missão (v. 43).
* 5.41 Talitá cumi.
O aramaico era a língua popular falada na Palestina. Marcos dá a tradução para
outros termos aramaicos (3.17; 7.11, 34; 10.46; 14.36), de modo a tornar sua
narrativa mais clara para os que não tinham familiaridade com essa língua.
* 5.43 ordenou-lhes expressamente.
Ver notas no v. 19 e 1.34.
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sergiovalentin