*          6.1       foi para a sua terra. Nazaré, cerca de trinta e dois quilômetros a sudoeste de Cafarnaum e do Mar da Galiléia.

 

seus discípulos. Os Doze (v. 7).

 

*          6.2       sábado. Ainda que fosse o senhor do Sábado (2.28), Jesus observa semanalmente o culto sabático (1.21; 3.1; Lc 4.16-30).

 

se maravilhavam. Ver 1.22; 7.37; 10.26; 11.18.

 

*          6.3       carpinteiro. Poderia também significar “pedreiro”. O trabalho de Jesus, antes de seu ministério, pode explicar o emprego de metáforas sobre construções, especialmente ao descrever seu próprio ministério essencial (14.58, 15.29; Mt 7.24; 16.18; 21.33; Lc 12.18; 17.28). A observação concernente ao trabalho manual, provavelmente, não é depreciativa como tal, pois esperava-se que todos os Rabis tivessem uma ocupação. Paulo fora educado como um Rabi e fazia tendas ou toldos (At 18.3; 22.3; 26.5; Fp 3.5, 6). A acusação é que Jesus (que ensina “sabedoria”, no v. 2), é um operário comum, sem credenciais religiosas ou acadêmicas.

 

filho de Maria. Ver 3.31.

 

*          6.4       na sua casa. Jesus não só é rejeitado pelo povo da cidade e pelo mais amplo círculo de parentes ali, como também por sua própria família (3.31).

 

*          6.7       os doze. Tendo já sido designados para estarem com Jesus (3.14, nota), e tendo já recebido instruções especiais concernentes ao mistério da pessoa e do papel de Cristo (4.10-11, notas), aos Doze agora é permitido compartilhar do ministério e da autoridade de Jesus.

 

enviá-los. O verbo “enviar” tem a mesma raiz do substantivo “apóstolo” e ressalta os laços com Jesus, como representantes pessoais dele (3.14, nota).

 

dois a dois. O princípio bíblico de que o testemunho deveria ser firmado por, pelo menos, duas testemunhas (Nm 35.30; Dt 17.6; 19.15; Mt 18.16; Jo 8.17; 2Co 13.1; 1Tm 5.19; Hb 10.28), foi também aplicado na atividade missionária da igreja primitiva, nos ministérios de Pedro e João (At 3.1; 4.1), de Paulo e Barnabé (At 13.2) e de Paulo e Silas (At 15.40).

 

*          6.8       nem pão. Mt 10.10 dá a razão “porque digno é o trabalhador do seu alimento”.

 

*          6.11     sacudi o pó dos pés. Os judeus rigorosos sacudiam o pó de seus pés depois de atravessarem territórios pagãos. A recusa do evangelho convida à mesma reação.

 

*          6.14     aos ouvidos do rei Herodes. Herodes Antipas, filho de Herodes, o Grande, era tetrarca (governador de um estado dependente) da Galiléia e Peréia.

 

*          6.15     um dos profetas. Especulação a respeito da identidade de Jesus conduzirá às narrativas da multiplicação de pães e peixes (vs. 30-44; 8.1-9) e da caminhada sobre a água (vs. 47-52), que apontam para a divindade pessoal de Jesus. Porém, primeiro Marcos relata as circunstâncias da morte de João Batista, com quem Herodes e outros tinham identificado Jesus.

 

*          6.17     mulher de seu irmão Filipe. Herodias era filha de Aristóbulo, um dos filhos de Herodes, o Grande. Outros filhos de Herodes, o Grande, incluíam Herodes Antipas e Herodes Filipe (filhos de diferentes esposas). Depois de casar-se com seu meio-tio Herodes Filipe, Herodias o deixou para manter uma relação adúltera com o irmão dele, Herodes Antipas. Tal era o comportamento moral licencioso da dinastia de Herodes, contra o qual João Batista pregava (cf. Lv 18.16,20).

 

*          6.31     à parte. Estar sozinhos com Jesus — que então os instruía no mistério do reino (4.10-11) — era parte da preparação deles para o futuro ministério (4.34; 9.2, 28; 13.3, cf. Jo 13.1; 16.29).

 

*          6.34     e compadeceu-se deles. Jesus faz aquilo que Deus prometeu fazer em Ez 34.11,14: “Eis que eu mesmo procurarei as minhas ovelhas e as buscarei... Apascenta-las-ei de bons pastos”. Jesus age como o Pastor do povo de Deus, do mesmo modo que Moisés (Nm 27.15-17; Sl 77.20), como Davi (Sl 78.70-72) e como Deus mesmo (Sl 23.1; 74.1; 78.52,53; 80.1; Ez 34.15).

 

ovelhas que não têm pastor. O antigo Israel, abandonado pelos líderes infiéis, era também descrito deste modo (Jr 50.6; Ez 34.1-10).

 

*          6.40     em grupos de cem em cem, e de cinqüenta em cinqüenta. Este detalhe relembra como Moisés organizava o antigo Israel no deserto (Êx 18.21).

 

*          6.42     Todos comeram e se fartaram. Esta história da multiplicação de pães e peixes recorda a provisão miraculosa do maná no deserto, sob Moisés (Êx 16.1-36, especialmente v. 16). Jesus é o novo Moisés, trazendo o novo concerto.

 

*          6.43     e ainda recolheram. Outra referência à provisão do maná, quando nada era para ser deixado até à manhã do dia seguinte (Êx 16.19).

 

doze  cestos cheios. O número lembra as doze tribos do antigo Israel e sugere o importante papel que os Doze desempenhariam na constituição do Novo Israel (3.14, nota).

 

*          6.44     cinco mil homens. Marcos não usa a palavra grega que significa “seres humanos”, mas um termo que distingue os homens das mulheres, talvez com a idéia de “chefe de família” (Mt 14.21 acrescenta “além de mulheres e crianças”). A multidão pode ter sido de quinze a vinte mil pessoas.

 

*          6.48     quarta vigília. Uma vez que os romanos dividiam a noite em quatro períodos, a quarta vigília seria das três da madrugada até à aurora.

 

*          6.49     um fantasma. A palavra grega traduzida aqui por “fantasma” é usada no Novo Testamento só aqui e em Mt 14.26. Tem a conotação de imaginação supersticiosa.

 

*          6.50     Sou eu. A frase grega (lit., “eu sou”) é igual ao termo da Septuaginta (tradução grega do Antigo Testamento), que traduz o nome divino “Eu sou” revelado a Moisés (Ex 3.14; Dt 32.39; Is 41.4; 43.10, 13, 25; 45.18; 52.6; Os 13.4; Jl 2.27). Esta narrativa tem todas as marcas comuns das teofanias bíblicas (vários modos da visível auto-revelação divina), incluindo o pavor humano, a identificação divina e as palavras de confiança.

 

*          6.53     Genesaré. Uma aldeia à margem ocidental do Mar da Galiléia (Lc 5.1).

 

*          6.56     sua veste. Ver nota em 5.30.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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