* 7.1 fariseus.
Ver nota em 2.16.
escribas. Eram mestres da lei, a
maioria deles era constituída de fariseus.
* 7.2 impuras.
Os discípulos não tinham se lavado conforme mandava a “Tradição dos Anciãos”
(vs. 3,4) e, por isso, foram considerados cerimonialmente impuros. Jesus
crítica estas expansões tradicionais da lei cerimonial elaboradas pelos
escribas e fariseus, porque eles estenderam suas tradições a ponto de permitir
a própria transgressão da lei moral (vs. 9-13). A cruz de Jesus levará, finalmente,
ao fim da lei cerimonial.
* 7.3 tradição dos anciãos.
Os fariseus acreditavam que, além das palavras escritas da lei, Moisés recebeu
instruções para a sua interpretação e aplicação. Esta lei oral era transmitida
pela palavra falada de mestre para mestre. Ao argumentar com eles, Jesus apela
consistentemente para as Escrituras, procurando sempre voltar ao seu verdadeiro
sentido (vs. 6-8).
lavar. Por suas tradições os
fariseus estenderam as injunções bíblicas da purificação sacerdotal, no momento
do sacrifício no templo (Êx 30.19; 40.12), ao comer do pão por todos os judeus.
* 7.5 Por que não andam os teus discípulos.
Os fariseus e os escribas não estão genuinamente interessados na prática da
refeição dos discípulos de Jesus, mas na razão por que Jesus, como Mestre
deles, não exige que eles observem “a tradição dos anciãos”, de modo geral.
* 7.6 Isaías. O objetivo de Jesus
é trazer o povo de volta à conformidade com as Escrituras.
* 7.8 Negligenciando o mandamento de Deus.
O verbo “negligenciar” pode significar também “cancelar” ou, “abandonar”. Jesus
não é um antinomiano. Como o salmista, ele se consumia por desejar
incessantemente a lei de Deus (Sl 119.20), que ele cumpre, protege (Mt 5.17-20)
e defende. Ele não é nem mesmo contra a tradição, mas é contra aquilo que nela
anula as Escrituras.
* 7.11 Corbã. Uma palavra hebraica
e aramaica (que Marcos traduz para os leitores gentios), e que significa alguma
coisa dedicada a um propósito religioso. Por um simples voto, para reservar
suas posses como dádiva para Deus, uma pessoa poderia fugir à responsabilidade
de sustentar seus pais.
* 7.20 O que sai do homem.
Jesus está fazendo uma generalização a respeito do modo constante e natural
pelo qual se expressa a natureza humana decaída, e sua lista de vícios (vs.
21-22) visa trazer ao homem auto-conhecimento da sua própria imundície interior
(cf. Rm 1.24-32; 2.17-24).
contamina. Jesus vai à essência
do problema — a imundície do coração, da qual a impureza cerimonial é realmente
um símbolo.
* 7.24 Tiro. Jesus se dirige ao
norte, a uma região marcadamente gentílica (cf. Mt 11.21-22), à vizinhança de
Tiro, uma antiga cidade portuária da Fenícia (no Líbano moderno).
* 7.26 grega. Ela era de origem
siro-fenícia, mas falava grego.
* 7.27 primeiro. Mesmo em território
gentílico, Jesus mantém a prioridade temporal de Israel (“os filhos”) no plano
divino da salvação, como Paulo fará posteriormente (Rm 1.16; 2.10; cf. At 1.8;
13.46-47).
cachorrinhos. O termo, certamente,
é pejorativo (Mt 7.6; Fp 3.2; Ap 22.15) ainda que a palavra grega inclua a
nuance de “filhotes de cães” de estimação. Deve ser visto como exemplo da
vívida figura do convívio à mesa dada por Jesus, para explicar o plano da
salvação, especialmente para dizer que “a salvação vem dos judeus” (Jo 4.22). A
mulher entende isto deste modo, como indica a sua resposta.
* 7.31 Decápolis.
Ver nota em 5.1. Jesus permanece em território gentílico, indo primeiro ao
norte, para Sidom e, depois, ao sudeste para Decápolis.
* 7.33 pôs-lhe os dedos nos ouvidos.
Estas atitudes físicas acompanham o milagre da cura, mas não são a causa dela.
* 7.34 Efatá. Uma palavra aramaica
que Marcos traduz para os leitores de língua grega.
* 7.35 e falava desembaraçadamente.
Para uma pessoa surda, o expressar-se claramente em linguagem falada só pode
ser aprendido, normalmente, depois de um período de tempo.
* 7.36 que a ninguém o dissessem.
Com relação à ordem de sigilo dada por Jesus, ver notas em 1.34 e 5.19.
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sergiovalentin