*                  2.2 enviarei sobre vós a maldição. Ver Dt 28.20.

 

Amaldiçoarei as vossas bênçãos.  As bênçãos que o texto se refere podem ser tanto as bênçãos físicas e materiais prometidas aos sacerdotes  que recebiam os dízimos do povo (Nm 18.21), quanto os pronunciamentos de bênção proferidos pelos sacerdotes no momento dos sacrifícios (Nm 6.24-27), que por conseguinte se tornariam em maldição.

 

*                  2.5 de vida e de paz. O propósito central de Deuteronômio visa mostrar a relação entre a obediência à aliança e a vida. O compromisso com Deus leva a uma vida abundante. Alguns vêem em “aliança... de paz” uma alusão à aliança com Finéias mencionado em Nm 25.10-13.

 

*                  2.7 lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento. Ver Ed 7.10; Os 4.6. A relação entre o verdadeiro conhecimento do Senhor e a instrução sacerdotal na lei é visto vividamente em 2Cr 15.3: “Israel esteve por muito tempo sem o verdadeiro Deus, sem sacerdote que o ensinasse e sem lei.”

 

*                  2.8 vós vos tendes desviado do caminho. Ver Ne 13.29. As atitudes dos sacerdotes e suas ações demonstraram ser um mau exemplo para o povo. Eles abandonaram o seu verdadeiro chamado de ensinar e praticar a verdade.

 

*                  2.9 mostrastes parciais no aplicardes a lei. A base para esta censura é o caráter de Deus. Deus “não faz acepção de pessoas, nem aceita suborno” (Dt 10.17; cf. Lv 19.15). Possivelmente os sacerdotes estavam favorecendo os ricos e poderosos da sociedade.

 

*                  2.10-16 A falta de fidelidade para com Deus leva ao colapso nas relações humanas. Malaquias fala acerca de dois problemas. O casamento com esposas idólatras (vs. 10-12) e o divórcio das esposas israelitas (vs. 13-16) são  rigorosamente reprovados.

 

*                  2.10 o mesmo Pai. Alguns interpretam isto como se referindo a Abraão (Is 51.2). Mais provavelmente isso se refere a Deus (1.6; Êx 4.22, 23; Dt 32.6; Is 63.16; 64.8; Jr 3.4, 19; 31.9).

 

*                  2.11 sido desleal. Este verbo é usado cinco vezes nos vs. 10-16. É usado em Jr 3.20 para se referir à infidelidade marital.

 

abominação. A palavra hebraica aqui, notavelmente empregada em Deuteronômio, refere-se às práticas religiosas idólatras (Dt 7.25, 26; 12.31; 13.14; 18.12). Também pode referir-se à transgressão sexual (Lv 18.22, 26, 29, 30; Dt 24.4).

 

profanou o santuário do SENHOR. A palavra hebraica traduzida por “santuário” também pode ser entendida como referindo-se ao próprio povo (“santa semente” Is 6.13; Ed 9.2). É o povo que é amado por Deus e que se corrompe pela desobediência em suas práticas de casamento.

 

se casou com adoradora de deus estranho. Esta frase refere-se à casar-se com uma mulher ainda comprometida com um deus estranho — uma idólatra fora da aliança (cf. Gn 24.3, 4; Êx 34.12-16; Dt 7.3,4; Js 23.12; 1Rs 11.1-10). A proibição contra o casamento com não crentes continua no Novo Testamento (1Co 7.39; 2Co 6.14).

 

*                  2.14 mulher da tua mocidade. Ver v. 15; Pv 5.18.

 

a mulher da tua aliança. A fidelidade da aliança de Deus deve ser espelhada nas relações de casamento do seu povo (Pv 2.17; Ef 5.22-33).

 

*                  2.15 um. Ver Gn 2.24.

 

*                  2.16 odeia o repúdio. Ver Is 50.1; Dt 24.1-4; nota teológica “Casamento e Divórcio”, índice.

 

vestes. Entrar num casamento e obter uma esposa é, às vezes, representado pelo cobrir com vestes (Rt 3.9 referência lateral; Ez 16.8 ref. lat.).

 

*                  2.17—3.5 Os cínicos religiosos acusam o Senhor de injustiça. Deus responde com a promessa de que ele enviará um mensageiro que preparará o caminho diante dele e então retornará para o seu templo. Sua presença no meio de um povo ímpio requer julgamento e purificação graciosa (3.2,3). Ele transformará o coração dos levitas que passarão a oferecer sacrifícios em justiça novamente. O juízo será severo (3.5). O Senhor mesmo será a principal testemunha para a acusação do seu povo.

 

*                  2.17 Enfadais o SENHOR. Ver Is 43.24. Em Malaquias as ofensas giram em torno da rejeição cínica do governo moral de Deus e o contínuo espírito insolente que constantemente coloca Deus à prova.            

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

-----------------------------------------------------------------------------

www.sergiovalentin.teo.br

[email protected]

LOGO FACE cópia.jpgsergiovalentin