* 3.1-5 Esta seção
refuta as duas declarações cínicas de 2.17. A alegação de que Deus não
diferencia entre o bem e o mal é respondido no v. 2 referindo-se ao ministério
de purificação do Anjo da aliança. A segunda declaração, “Onde está o Deus do
juízo?” (2.17), é respondido no v. 5. Os judeus estavam buscando ao Senhor para
julgar as nações, mas ao invés disto, o Senhor virá a eles para juízo (v. 5).
* 3.1 meu mensageiro. Ver 4.5;
também Is 40.3 (onde “preparar o caminho” também ocorre). Era prática comum no
Oriente Próximo enviar mensageiros à frente do rei visitante com o objetivo de
anunciar sua vinda e para remover quaisquer embaraços ou obstáculos. Este
mensageiro (Mt 11:10) será o último do seu tipo a aparecer antes da vinda do
Senhor, que é “O Anjo da Aliança.”
de repente. Esta
expressão está quase sempre associada nas Escrituras com uma circunstância
infeliz e desastrosa (Nm 12.4 (logo); Is 47.11; cf. 2Pe 3.10).
Anjo da
Aliança. Uma pessoa distinta de “meu mensageiro”, ele purificará os
sacrifícios, os sacerdotes, e a nação (vs. 2-5). Este “Anjo da Aliança” é o
Messias, e essa profecia é cumprida em Jesus que sozinho realizou o sacrifício
perfeito em favor do seu povo.
* 3.3 purificará os filhos de
Levi. Os sacerdotes haviam sido instrumentos na condução do povo
ao erro. O trabalho de purificação irá iniciar-se com eles, e a partir deles
irá se espalhar para toda a nação. Os levitas eram o modelo para a nação, que
deveria ser “reino de sacerdotes” (Êx
19.6).
justas
ofertas. Ver 1.11, “ofertas puras.” Por causa da obra do Mensageiro
da Aliança, a adoração correta e apropriada será novamente oferecida, visto que
os corações e vidas dos ofertantes estarão purificados (Sl 4.5; Sf 3.9).
* 3.5 Chegar-me-ei a vós outros
para juízo. Esta seção começou com os cínicos religiosos acusando o
Senhor de injustiça. Ela termina com um processo segundo a aliança no qual o
Senhor faz acusações ao seu povo. Os pecados específicos mencionados no v. 5
são claramente proibidos pela lei do Senhor. A causa fundamental desses pecados
é que “não me temem.”
* 3.6-12 O povo não
estava apenas trazendo ofertas defeituosas mas também estavam retendo o dízimo,
aparentemente devido às colheitas fracas. Mas reter o dízimo é roubar do
Senhor. Como conseqüência, o justo Senhor negou as bênçãos. O pecado do povo
também evidenciava uma falta de confiança no Senhor em suprir as suas
necessidades se eles cumprissem seus mandamentos. Desta maneira o Senhor os
conclama a colocá-lo sob prova. Se eles agissem assim, a provisão resultante
seria tão grande que as nações notariam a diferença e anunciariam a
bem-aventurança de Israel.
* 3.6 eu, o SENHOR, não mudo. A
imutabilidade ou o caráter imutável de Deus pode ser visto em seu propósito de
abençoar seu povo eleito. Deste modo eles não são destruídos (Êx 34.6, 7; Jr
30.11).
* 3.7 tornai-vos para mim, e eu
me tornarei para vós outros. O mandamento para se arrepender está ligado com uma
promessa (cf. Zc 1.3; Tg 4.8). O pecado separa o homem de Deus e leva Deus a
esconder a sua face (Is 59.2).
* 3.8 dízimos. A palavra
significa um décimo. A prática do dízimo é mencionada nos relatos da vida de
Abraão (Gn 14.20) e Jacó (Gn 28.22) e foi codificada na lei de Moisés (Lv
27.30; Nm 18.26; Dt 14.22-29).
ofertas. Porções de sacrifícios de animais destinados aos
sacerdotes (Êx 29.27,28; Lv 9.22).
* 3.10 casa do Tesouro. Este
termo refere-se à sala no templo designada para a armazenagem de ofertas
consagradas (2Cr 31.11 ref. lat.; Ne 10.38, 39; 12.44; 13.12).
provai-me. Este é o
inverso do modelo bíblico normal, em que Deus prova tipicamente os seres
humanos (Sl 11.5; 26.2; 66.10; Pv 17.3; Jr 11.20; 12.3; 17.10). Somente em
algumas situações os homens são convidados a testarem a Deus (i.e., provar suas
promessas e justificar seus mandamentos, Is 7.11,12; 1Rs 18.22-46).
janelas do
céu. Ver Gn 7.11.
* 3.13-4.6 A última
seção retorna à profecia de 3.1-5 acerca do mensageiro (Mt 11.10) e a vinda de
Deus. De várias maneiras o começo da seção nos traz à mente um salmo de
lamentação. As lamentações, entretanto, são interpretados como sendo duras
palavras contra o Senhor. Havia, porém, aqueles que percebiam as mesmas
injustiças, sem contudo concluir que era inútil servir ao Senhor. O primeiro
grupo disse duras palavras e recebeu a resposta de Deus; o último temeu ao
Senhor, o que o levou a escrever um memorial a respeito deles. Ele prometeu que
eles seriam sua possessão especial no grande dia do Senhor.
Uma
referência ao “dia” (v. 17) novamente
introduz o último dia de julgamento, um dia de destruição para os ímpios mas de
salvação para os justos. Os versos finais retornam ao mensageiro
prometido e exortam o povo a guardar a lei de Moisés.
* 3.14 Inútil. A palavra
significa “vazio” ou “em vão.”
aproveitou. O termo
hebraico normalmente refere-se ao ganho injusto. A cobiça é inconsistente com o
desejo pela verdade divina (Sl 119.36)
* 3.16 Então. A
conversa e a conduta daqueles que temiam a Deus é causada pelas palavras
anteriores de murmuração e é colocada aqui como um contraste a esses.
memorial
escrito. A expressão do modo como está aqui só pode ser encontrada nesta
passagem, mas referências a um livro especial são achados em outros lugares (Êx
32.32; Sl 69.28; Dn 7.10).
* 3.17 Eles serão para mim. Esta
expressão refere-se ao remanescente descrito no v. 16.
particular
tesouro. No estágio inicial da revelação do Antigo Testamento a
nação de Israel é chamada de “propriedade peculiar” de Deus (Êx 19.5; Dt 7.6;
14.2).
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sergiovalentin