* 7.1-7 Miquéias
lamenta-se que nenhum justo podia ser encontrado (vs. 1-4) e deplorava a
resultante convulsão social e nacional que era tanto o resultado como a punição
por seus pecados (vs. 4-6). Particularmente notável era a quebra da ordem da
família. Miquéias, entretanto, concluiu com a confiança de que após o juízo
divino viria a salvação (v. 7).
* 7.1 colhidas as frutas do verão. Em sua
busca por um homem justo, Miquéias comparou-se a um vindimador que buscava uvas
seletas, depois que o melhor da estação das uvas já havia passado.
* 7.2 não há entre os homens um que
seja reto. Este versículo explica a alegoria do v. 1.
* 7.4 sentinelas. Uma metáfora
que falava sobre os profetas que anunciavam o julgamento vindouro (Ez
3.17; 33.7).
* 7.5,6 Esta passagem foi usada mais tarde na
literatura apocalíptica judaica para descrever o conflito que acompanhará o dia
final do Senhor, e Jesus citou o v. 6 ao descrever o conflito que resultará de
sua vinda (Mt 10.35-39; Lc 12.51-53).
* 7.8-20 Este hino de conclusão consiste em
quatro estrofes: (a) Jerusalém, em seu estado caído confessa seu pecado e sua
fé no Senhor (vs. 8-10); (b) o profeta promete que a cidade tornar-se-á um
redil de ovelhas a oferecer a salvação a um mundo sob julgamento (vs. 11-13);
(c) Miquéias ora para que o Senhor novamente venha pastorear o seu povo (v.
14), o que o Senhor promete fazer (v. 15), então Miquéias profetizou que o
inimigo incrédulo será conquistado (vs. 16 e 17); e (d) o povo de Israel
celebrará o perdão e a fidelidade de Deus com um hino de louvor (vs. 18-20).
* 7.8 trevas. Uma cova sem
luz é uma figura simbólica que retrata muito bem uma cidade sob o julgamento
divino.
* 7.9
eu verei a sua
justiça. A justiça do Senhor será manifestada na salvação da nação fiel de
Israel (vs. 8 e 9), bem como na destruição dos seus inimigos incrédulos (v.
10).
* 7.11 No dia. Ver 4.1,6;
5.10-15. O último dia é simbolicamente retratado pela restauração das muralhas
da cidade de Jerusalém (v. 11); e a extensão dos limites do país aos limites
profetizados por Moisés, e desfrutados durante os reinados de Davi e Salomão
(v. 12; Gn 15.18; Êx 23.31; Dt 11.24; 1Rs 4.21,25). Ver as referências laterais
nos vs. 11 e 12.
* 7.13 a terra será posta em
desolação. Fora das fronteiras seguras dos eleitos haverá um julgamento
universal. Está em vista, em última análise, o Julgamento Final.
* 7.16 porão a mão sobre a boca...
seus ouvidos ficarão surdos. Esses gestos são sinais de humilhação em face
do avassalador poder divino. As nações não mais zombarão de Israel, e nem mais
darão ouvidos às vanglórias uns dos outros.
* 7.18 Quem, ó Deus, é semelhante a
ti. Miquéias, cujo nome significa "quem é como o SENHOR?" (1.1,
nota), talvez tenha empregado um jogo de palavras envolvendo o seu próprio nome
a fim de enfatizar a graça perdoadora de Deus.
* 7.19 lançará... mar. Da
mesma maneira que a jornada de Israel começou quando Deus lançou o exército
egípcio no mar Vermelho (v. 15; cf. Êx 15.1-5), assim também ele concluirá a
história de Israel lançando suas iniqüidades nas profundezas do mar.
* 7.20 Mostrarás a Jacó a
fidelidade. Ou: “mostrará a verdade.” A fidelidade amorosa de Deus
aos patriarcas é a base da esperança da Igreja (Rm 4.17; Gl 3.7-9,29).
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sergiovalentin