*          1.1                  Miquéias, morastita. O nome Miquéias é uma forma abreviada de Micayahu ("Quem é como Yahweh?"). A cidade de Moresete estava localizada perto de Gate, na Sefelá, isto é, nos sopés das colinas de Judá.

 

que em visão. A mensagem divina dada a Miquéias tomou a forma de uma revelação sobrenatural à visão e à audição interiores do profeta.

 

*          1.2-7    Essa profecia consiste em quatro partes: a convocação das nações ao julgamento (v. 2); uma visão simbólica de Deus transtornando a criação (vs. 3 e 4); uma acusação contra as capitais de Israel (v. 5); e a sentença divina acerca da destruição de Samaria (vs. 6 e 7).

 

*          1.2                   todos os povos... contra vós outros. O julgamento de Deus contra Samaria (vs. 6 e 7) exemplifica e prefigura o julgamento divino contra todos os povos que cometem a idolatria e os crimes sociais.

 

*          1.3-5    Por detrás do exército assírio, o profeta viu a mão de Deus (cf. Is 10.5,6). A profundeza do julgamento divino contra Jerusalém e Samaria é vividamente retratada em termos da destruição da própria ordem criada.

 

*          1.3                   altos da terra. Quem quer que controlasse as regiões altas de Israel, controlava a nação.

 

*          1.4                   fogo... num abismo. Essas palavras vinculam a visão simbólica com a queda histórica de Samaria (vs. 6 e 7), a qual ficava localizada em uma colina (1Rs 16.24).

 

*          1.5                   Jacó... Israel. "Jacó" e "Israel" ocorrem juntos com frequência no livro de Miquéias, referindo-se a todo o povo na aliança com Deus; algumas vezes, "Jacó" representa o povo de Israel como um todo (2.12; 3.1,8,9). A segunda ocorrência de "Jacó", neste versículo, aponta para o reino do norte, Israel, em distinção ao reino de Judá. Neste livro de Miquéias, entretanto, "Israel" designa Judá como representante da nação inteira.

 

*          1.7       preço da prostituição. As antigas religiões de fertilidade do antigo Oriente Próximo envolviam prostituição ritual, uma atividade estritamente proibida para Israel (Dt 23.17). As riquezas que lhes eram pagas e por elas usadas para fazer ídolos, seriam tomadas pelos assírios e usadas da mesma maneira.

 

*          1.8-16             Este lamento divide-se em três partes: Uma introdução, declarando a resolução de Miquéias de lamentar pelo exílio de Judá (vs. 8 e 9); um corpo principal, com uma série de jogos de palavras acerca dos nomes das fortalezas de Judá (referências laterais) predizendo a queda e o exílio de Judá (vs. 10-15); e uma conclusão, convocando a casa de Davi para participar da lamentação, porque a nação iria para o exílio (v. 16).

 

*          1.8                   despojado e nu. Um ato simbólico referindo-se à ameaça do cativeiro (Is 20.2-4).

 

*          1.9                   porta. O rei da Assíria, Senaqueribe, alcançou os portões de Jerusalém, mas não tomou a cidade (v. 12; Introdução: Data e Ocasião).

 

*          1.10                 Não o anuncieis em Gate. O lamento de Miquéias por causa da queda da casa de Davi nos faz lembrar o lamento de Davi sobre a queda de Saul, em circunstâncias parecidas (2Sm 1.20).

 

revolvei-vos no pó. Uma vívida expressão de tristeza em vista de uma derrota humilhante (Jr 6.26).

 

*          1.11                 Zaanã... sair. Ver a referência lateral. Apesar de seu nome — rica em rebanhos — os habitantes dessa cidade se acovardariam e não sairiam à batalha.

 

Bete-Ezel. Literalmente, esse nome significa “casa adjacente”. A palavra hebraica Ezel assemelha-se a um verbo que significa "retirar" ou "reter". Essa cidade haveria de reter sua proteção de Judá por haver sido anexada pelo conquistador.

 

*          1.12                 Marote. Ver a referência lateral. Embora anelasse pelo bem, essa cidade experimentaria o amargor da derrota.

 

*          1.13                 corcéis... carro... Laquis. Uma grande cidade-fortaleza de Judá, localizada a sudoeste de Jerusalém, Laquis abrigava um contingente de carros de combate. Aqui a referência aos corcéis  (o termo hebraico correspondente assemelha-se a "Laquis") talvez subentenda que os carros de combate eram usados para fugir, e não para combater.

 

o princípio do pecado. A natureza exata dessas transgressões não é explicada. Muitos têm sugerido que isso envolvia a importação de cavalos do Egito para serem usados na guerra (5.10; Dt 17.16; 1Rs 10.28,29), induzindo a nação de Israel a depender de suas forças militares, em lugar de depender do Senhor.

 

a filha de Sião. Uma personificação de Jerusalém.

 

*          1.14                 presentes. Está em foco aqui o dote que um pai daria à sua filha, quando ela partir para a casa de seu marido (1Rs 9.16). Os habitantes de Moresete-Gate partiriam para o exílio.

 

as casas de Aczibe serão para engano. Ver a referência lateral. O nome dessa cidade se parece muito com a palavra hebraica que significa "enganadora", vocábulo esse usado para indicar um "ilusório ribeiro", em Jr 15.18. A cidade de Aczibe desapontaria o rei de Judá.

 

*          1.15                 chegará até Adulão a glória de Israel. Assim como Davi tinha fugido para a caverna de Adulão (2Sm 23.13), assim também os líderes ("a glória") de Israel fugiriam. O corpo principal do lamento (vs. 10-15) começa e termina com referências literárias à carreira de Davi (v. 10, nota).

 

*          2.1-5    Esta profecia tem três partes: (a) a acusação — homens maus e violentos, sem ética alguma se apossavam de propriedades e destruíam seus proprietários (vs. 1 e 2); (b)  a sentença — o Senhor sentenciou-os ao exílio (v. 3), e à perda de suas terras aos invasores (v. 4); (c) a conclusão — os ladrões eram cortados do povo da aliança com Deus (v. 5). A acusação e a sentença foram vinculadas por um jogo de palavras que envolviam os termos "imaginam a iniquidade" (v. 1) e "Eis que projeto mal" (v. 3), que são expressões virtualmente idênticas em hebraico. Visto que os poderosos tomavam terras dos homens de Israel (vs. 1 e 2), assim também o Senhor enviaria um exército que lhes arrancaria das mãos a Terra Prometida (vs. 4 e 5).

 

*          2.2                   herança. A propriedade de uma família era um depósito sagrado da parte de Deus (Lv 25.10,13). Ver a nota em Nm 27.1-11.

 

*          2.5                   congregação. Terminado o exílio babilônico, a terra de Israel seria redistribuída (cf. Nm 26.55; Js 18.8-10), mas nem os opressores e nem os seus descendentes estariam presentes para reivindicar a herança.

 

*          2.6-11  Nesta profecia, Miquéias defendeu a sua mensagem contra aqueles que estava tentando silenciá-lo. Miquéias repeliu a ordem deles para se calar (v. 6). Em seguida, o Senhor acusou os poderosos de explorarem aqueles que não tinham defesa (vs. 8 e 9), sentenciando-os ao exílio por terem contaminado a terra (v. 10). Finalmente, o povo foi condenado por desejar que falsos profetas dissessem o que se queria ouvir (v. 11).

 

*          2.6                  O original hebraico deste versículo é difícil de traduzir. Alguns têm sugerido que Miquéias confrontou os falsos profetas que apoiavam os roubadores de terras e procuravam silenciá-lo. Em apoio a essa interpretação, a frase hebraica aqui traduzida por "não babujeis tais coisas" poderia ter sido traduzida por "eles profetizam". Outros argumentam que os próprios líderes gananciosos e corruptos tinham tentado silenciar o profeta Miquéias.

 

*          2.8,9    capa... lar... filhinhos. Os oprimidos pertenciam à classe média de Israel (Introdução: Data e Ocasião).

 

*          2.8                   sem pensar em guerra. Esperando paz na própria terra, onde eles se sentiam mais seguros, ao invés disso, os israelitas foram saqueados.

 

*          2.12,13            Esta profecia sobre um remanescente preservado como se fossem ovelhas em seu redil lembra o remanescente de Judá dentro de Jerusalém, enquanto Senaqueribe assolava a maior parte do território de Judá. O Senhor, então, livrou os judeus, dizimando o exército assírio (2Rs 18.17—19.37). Livramentos pela providência divina do remanescente dos escolhidos de Deus antegozavam o grande triunfo do Rei-Pastor (5.2-5).

 

*          2.12                 Jacó... Israel. Uma referência a Judá como representante da nação inteira (1.5, nota).

 

*          3.1-12.            As três profecias deste capítulo anunciam a rejeição e a punição da liderança incompetente e corrupta de Israel. Em primeiro lugar, o tratamento dos líderes para com o povo oprimido de Israel é comparado ao canibalismo (vs. 1-4). Em segundo lugar, os falsos profetas que lideravam o povo na direção errada foram condenados (vs. 5-7), e foram contrastados com Miquéias que profetizava revelações verdadeiras da parte de Deus (v. 8). Finalmente, os líderes políticos e religiosos de Israel foram condenados, e sua complacência foi castigada (vs. 9-12).

 

*          3.1                   Disse eu. Uma adição editorial, indicando que Miquéias editou o seu próprio livro (Introdução: Características e Temas).

 

Jacó... Israel. Ver a nota em 1.5.

 

*          3.4                   não os ouvirá. Da mesma maneira que os magistrados de Israel se recusavam a ouvir os clamores dos oprimidos, assim também Deus se recusaria a ouvi-los no tempo do julgamento.

 

*          3.5                   Paz, quando têm o que mastigar. Ver referência lateral. zOs falsos profetas eram oportunistas, ajustando seus pronunciamentos de paz e segurança aos desejos daqueles que os alimentavam. Ver Jr 28.

 

*          3.6,7    Aqueles que tinham profetizado falsamente seriam julgados e envergonhados pelo silêncio de Deus.

 

*          3.12                 Sião... coberta de mato. Esta profecia foi proferida nos dias de Ezequias (Jr 26.17-19). Visto que Ezequias se arrependeu, em 701 a.C., o julgamento foi adiado até 586 a.C.

 

*          4.1                   nos últimos dias. A visão profética de Miquéias mudou de um julgamento iminente para os "últimos dias", quando o reinado messiânico de Deus fosse estabelecido em Sião. A expressão usada aponta para um período novo, que, embora em um futuro não ainda revelado, decisivamente alternara o curso da História. Aqui refere-se à era messiânica, que começou no primeiro advento de Cristo (At 2.7; Hb 1.2) e se consumará nos novos céus e na nova terra (Ap 21 e 22).

 

O monte da Casa do SENHOR. O monte de Sião terreno prefigurava a realidade celestial, uma realidade à qual a Igreja tem chegado (Hb 12.22-24). Como parte da antiga aliança, o centro religioso da terra tem sido superado pela nova ordem vindoura (Hb 8.13).

 

no cume dos montes. As divindades pagãs também tinham montes sagrados com templos. Ao ser elevada acima deles, a eterna casa de Deus (aqui simbolizada pelo templo erguido sobre o monte Sião) será estabelecida entre as nações como o centro da verdadeira adoração.

 

*          4.6                   Naquele dia. Ver a nota no v. 1.

 

e. Talvez fosse melhor traduzido por “até mesmo”.

 

*          4.7                   a parte restante. Da mesma maneira que Deus preservou um remanescente que sobreviveu à invasão de Senaqueribe (2.12,13, nota), assim também agora um remanescente sobreviveria ao recente exílio babilônico.

 

poderosa nação. Essa é uma profecia que encontrou cumprimento final na Igreja (1Pe 2.9,10).

 

*          4.8                   torre. Jerusalém (isto é, a Jerusalém celestial: Hb 12.22) tornar-se-á uma torre forte em torno da qual os habitantes se ajuntarão em busca de proteção.

 

*          4.9-13  Esta profecia explica que a aflição pela qual Israel estava passando (o "agora" dos vs. 9 e 11) resultaria em uma gloriosa salvação — a libertação do exílio babilônico (vs. 9, 10), livrando os israelitas do cerco de Senaqueribe (vs. 11, 12).

 

*          4.10                 como a que está para dar à luz. A dor do julgamento (exílio, perda do rei e do território da nação) deve preceder o nascimento da era messiânica, que se seguiria.

 

*          4.11                 muitas nações. O exército imperial assírio consistia em tropas mercenárias provenientes de muitas nações.

 

*          5.1-6    Esta profecia também se aplica à presente aflição (v. 1) e ao primeiro advento do Messias e sua vitória.

 

*          5.1                   face. Esse insulto contra o líder de Israel significa que Jerusalém sucumbiria diante de seus inimigos babilônicos, e que toda a resistência dos filhos de Israel cessaria (cf. 2Rs 25.4-7).

 

*          5.2                   Belém Efrata. Cidade onde Davi nasceu (1Sm 16.1-13). Embora a linhagem de reis davídicos cessaria temporariamente (v. 3), ainda assim Deus levantaria um governante da família de Davi que reinaria para sempre — o próprio Jesus Cristo (2Sm 7.12-17).

 

*          5.3                   os entregará. Israel ficou sem um rei davídico desde a queda de Jerusalém, em 586 a.C., até ao primeiro advento de Cristo.

 

a que está em dores. Uma referência ou a Maria, mãe de Jesus Cristo, ou ao remanescente fiel (ver 4.10).

 

o restante de seus irmãos. Milhares de israelitas se converteram após o dia de Pentecoste (At 2.41,47).

 

*          5.5                   a Assíria. A Assíria, a nação sitiante do v. 1, representa aqui todos os inimigos que se opõem ao reino de Deus.

 

sete... oito. Sete é o número da perfeição. Haverá um suprimento mais do que suficiente de líderes para expandir o reino de Cristo.

 

*          5.6                   Ninrode. Uma referência à Babilônia (Gn 10.8, nota).

 

*          5.7-9    Este oráculo divide-se em duas partes: uma profecia de que o remanescente tornar-se-á instrumento divino da vida e da morte (vs. 7,8); e uma petição para Deus derrrotar todos os seus inimigos (v. 9 e nota). Essas declarações encontraram cumprimento na Igreja (2Co 2.14-16).

 

*          5.7                   não espera... nem depende. Da mesma forma que a chuva procede da iniciativa divina, assim também o remanescente dependia de Deus para refrescar a terra.

 

*          5.9                   A tua mão. Talvez este versículo fosse melhor traduzido como uma petição pela vitória concedida por Deus ("Que a tua mão se exalte...")

 

*          5.10-15           Deus purificará a sua nação de Israel (vs. 10-14) e eliminará as nações pagãs (v. 15). A salvação da parte de Deus não poderia vir de outro modo senão despindo a sua nação de toda confiança militar vã e falsa (vs. 10 e 11), da feitiçaria (v. 12) e da idolatria (v. 13).

 

*          5.15                 vingança. A vingança de Deus teria lugar quando ele garantisse a sua soberania livrando o seu povo e punindo seus opressores culpados. Somente o próprio Senhor soberano tinha o direito final de usar a força para proteger o seu reino, e o exercício da força, por parte de um indivíduo ou comunidade, sem a autorização divina deriva-se da incredulidade (Dt 32.35; Rm 12.19-21).

 

*          6.1-8    Um exemplo clássico da ação judicial profética, onde o Senhor pleiteia os termos da aliança contra seu povo desobediente. A mensagem se inicia com uma cena de julgamento na qual o Senhor é aquele que apresenta a queixa, Miquéias é o seu enviado, os montes são as testemunhas, e Israel era a acusada (vs. 1 e 2). A fidelidade do próprio Deus à aliança é então confirmada, quando ele dá a Israel primeiramente a oportunidade de exprimir quaisquer queixas (v. 3) e então relembra seus poderosos atos de livramento (vs. 4 e 5). Em seguida, é proclamada a demanda pela retidão segundo a aliança — uma retidão que consistia não meramente em um ritual vazio, mas em obediência de todo o coração (vs. 6-8).

 

*          6.1                   Levanta-te, defende a tua causa. O Senhor ordenou a Miquéias, na qualidade de seu representante, a acionar a causa de Deus contra o povo de Israel. Miquéias obedeceu a essa ordem no v. 2.

 

montes. O Senhor usou os montes duradouros como testemunhas da aliança mediada por Moisés (Dt 4.26; 30.19 e nota; 31.38 e 32.1).

 

*          6.4,5    Estes versículos recebem o arcabouço de referências ao Egito (nação da qual Israel fora libertada) e a Gilgal (por onde Israel entrou na Terra Prometida; Js 4.19). Foram incluídos todos os atos salvíficos de Deus durante o período da formação de Israel: a páscoa e o êxodo, a orientação pela coluna de fogo e de nuvem, a miraculosa provisão de alimentos e de água, a provisão de líderes capazes ("Moisés, Arão e Miriã") e a vitória sobre os adversários. A maravilhosa provisão de Deus em favor de seu povo durante esse período prefiguram as experiências da Igreja com Cristo (Jo 6.33; 1Co 5.7; 10.1-4).

 

*          6.5                   lembra-te. Essa ordem significava não meramente a lembrança mental dos eventos passados, mas que esses acontecimentos devem ser meios para torná-los uma realidade no presente. Mediante a fé, tal conhecimento do passado é aplicado às situações presentes.

 

*          6.6,7    Mediante uma escala retórica dos sacrifícios ("bezerros... milhares de carneiros... o meu primogênito"), Miquéias exibiu o absurdo da dependência de Israel a ritos vazios e a sacrifícios de animais para merecer o favor divino. Tal dependência demonstrava uma profunda falta de compreensão quanto à graça divina, pois a salvação de Israel era algo gratuito, e não merecido (vs. 4 e 5). Além disso, as obrigações da aliança, por parte de Israel, subentendiam justiça social e misericórdia, e não somente liturgia (v. 8). Ver também Am 5.21-24.

 

*          6.8                   humildemente. Ou então, "com prudência".

 

*          6.9-16  Esta profecia consiste em um discurso a Jerusalém (v. 9), uma acusação de falsidade nos negócios e naquilo que é falado (vs. 10-12), e uma sentença judicial que envolvia enfermidades e ruína (vs. 13-15). O contexto da aliança é evidente quando a punição reflete as maldições segundo a aliança especificadas na lei mosaica (v. 15; Lv 26.20; Dt 28.40,51).

 

*          7.1-7    Miquéias lamenta-se que nenhum justo podia ser encontrado (vs. 1-4) e deplorava a resultante convulsão social e nacional que era tanto o resultado como a punição por seus pecados (vs. 4-6). Particularmente notável era a quebra da ordem da família. Miquéias, entretanto, concluiu com a confiança de que após o juízo divino viria a salvação (v. 7).

 

*          7.1                   colhidas as frutas do verão. Em sua busca por um homem justo, Miquéias comparou-se a um vindimador que buscava uvas seletas, depois que o melhor da estação das uvas já havia passado.

 

*          7.2                   não há entre os homens um que seja reto. Este versículo explica a alegoria do v. 1.

 

*          7.4                   sentinelas. Uma metáfora que falava sobre os profetas que anunciavam o julgamento vindouro (Ez 3.17; 33.7).

 

*          7.5,6    Esta passagem foi usada mais tarde na literatura apocalíptica judaica para descrever o conflito que acompanhará o dia final do Senhor, e Jesus citou o v. 6 ao descrever o conflito que resultará de sua vinda (Mt 10.35-39; Lc 12.51-53).

 

*          7.8-20  Este hino de conclusão consiste em quatro estrofes: (a) Jerusalém, em seu estado caído confessa seu pecado e sua fé no Senhor (vs. 8-10); (b) o profeta promete que a cidade tornar-se-á um redil de ovelhas a oferecer a salvação a um mundo sob julgamento (vs. 11-13); (c) Miquéias ora para que o Senhor novamente venha pastorear o seu povo (v. 14), o que o Senhor promete fazer (v. 15), então Miquéias profetizou que o inimigo incrédulo será conquistado (vs. 16 e 17); e (d) o povo de Israel celebrará o perdão e a fidelidade de Deus com um hino de louvor (vs. 18-20).

 

*          7.8                   trevas. Uma cova sem luz é uma figura simbólica que retrata muito bem uma cidade sob o julgamento divino.

 

*          7.9                  eu verei a sua justiça. A justiça do Senhor será manifestada na salvação da nação fiel de Israel (vs. 8 e 9), bem como na destruição dos seus inimigos incrédulos (v. 10).

 

*          7.11                 No dia. Ver 4.1,6; 5.10-15. O último dia é simbolicamente retratado pela restauração das muralhas da cidade de Jerusalém (v. 11); e a extensão dos limites do país aos limites profetizados por Moisés, e desfrutados durante os reinados de Davi e Salomão (v. 12; Gn 15.18; Êx 23.31; Dt 11.24; 1Rs 4.21,25). Ver as referências laterais nos vs. 11 e 12.

 

*          7.13                 a terra será posta em desolação. Fora das fronteiras seguras dos eleitos haverá um julgamento universal. Está em vista, em última análise, o Julgamento Final.

 

*          7.16                 porão a mão sobre a boca... seus ouvidos ficarão surdos. Esses gestos são sinais de humilhação em face do avassalador poder divino. As nações não mais zombarão de Israel, e nem mais darão ouvidos às vanglórias uns dos outros.

 

*          7.18                 Quem, ó Deus, é semelhante a ti. Miquéias, cujo nome significa "quem é como o SENHOR?" (1.1, nota), talvez tenha empregado um jogo de palavras envolvendo o seu próprio nome a fim de enfatizar a graça perdoadora de Deus.

 

*          7.19                 lançará... mar. Da mesma maneira que a jornada de Israel começou quando Deus lançou o exército egípcio no mar Vermelho (v. 15; cf. Êx 15.1-5), assim também ele concluirá a história de Israel lançando suas iniqüidades nas profundezas do mar.

 

*          7.20                 Mostrarás a Jacó a fidelidade. Ou: “mostrará a verdade.” A fidelidade amorosa de Deus aos patriarcas é a base da esperança da Igreja (Rm 4.17; Gl 3.7-9,29).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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