* 2.1 Em nítido
contraste com a convocação de Judá para celebrar está a exortação irônica de
Nínive para se preparar para um ataque.
destruidor. Os
assírios, que destruíram muitas nações, inclusive a Israel, espalhando-os por
sobre a face da terra, irão agora passar por destino semelhante. Em agosto de
612 a.C., as forças combinadas dos medos e dos babilônios destruíram Nínive, e
pouco tempo depois o Império Assírio desmoronou.
* 2.2
glória de Israel. Deus restaurará o povo oprimido à alegria implícita no
nome “Israel.” Jacó recebeu esse novo nome como um sinal de sua maturidade
espiritual e sua disposição em aceitar o destino que Deus escolhera para ele
desde o princípio (Gn 32.27, 28).
* 2.3
dos seus heróis. Provavelmente uma referência ao exército do Senhor
(v. 2). Os guerreiros e carros desses valentes cumprem os propósitos divinos.
Os próprios exércitos da Assíria haviam sido anteriormente instrumentos para
realizar os propósitos divinos de julgamento (Is 10.5-7).
vermelhos... escarlata. Esses
termos enfatizam a aparência espantosa desse exército que se aproxima, quer a
cor se refira às suas vestes ou às manchas de sangue sobre eles.
vibram as lanças. Ver
referência lateral. A expressão em hebraico aqui é de difícil compreensão, mas
nos leva à impressão geral de prontidão ávida para a guerra.
* 2.4 Nínive é
uma colméia de furiosos soldados.
ruas.
Possivelmente campos abertos ou planícies fora da cidade; se podemos entender
desta maneira, o versículo fala do exército que se aproxima e seus carros de
guerra.
* 2.5 Isto pode
referir-se ao rei assírio e seus nobres, especialmente os comandantes
militares. Por outro lado, este versículo também descreve os atacantes e seu
frenético cerco de Nínive (a palavra hebraica aqui traduzida por “testudo”
normalmente refere-se a uma estrutura móvel que protege aqueles que cercam a
cidade).
* 2.6
comportas dos rios. A cidade de Nínive estava localizada às margens do
Rio Tigre, e um rio menor fluía pelo meio da cidade. Relatos antigos
conflitantes atribuem a queda de Nínive a uma inundação causada quando o
inimigo redirecionou as represas e as comportas do sistema de água. Contudo, a
descrição de Naum é manifestadamente poética. O termo “comportas” pode
simplesmente referir-se à abertura das cinco comportas (cf. 3.13) em direção ao
Rio Tigre com seus canais e afluentes. A localização do palácio excluía a
possibilidade de colapso por inundação.
palácio. O local
da organização política e militar.
* 2.7
cidade-rainha. Nínive é personificada como uma mulher, uma rainha, indo
para o exílio. Suas “servas,” as habitantes da cidade, lamentam a sorte de sua
senhora.
* 2.8
açude de águas. Esta figura marcante é muitas vezes utilizada para
retratar a grande população de Nínive e sua prosperidade. Agora ela está
secando.
* 2.10
coração se derrete... rosto... empalidece. A impiedosa devastação
lança terror e cria paralisia entre os
até então poderosos ninivitas.
* 2.11-13 Esta seção
de encerramento é uma canção de escárnio na qual temos um intenso quadro de um
grupo de leões que encontrou a destruição e é empregado aqui para descrever a
iminente reversão no destino de Nínive. Deus é o autor da humilhação e do
desaparecimento de Nínive.
* 2.11
Onde. Esta pergunta retórica enfatiza como a famosa cidade será
reduzida ao esquecimento.
o lugar do pasto dos leõezinhos. Uma figura
adequada para Nínive como o lar dos agressivos e cruéis assírios.
* 2.13 O segredo
real da queda total e final de Nínive é revelado. A confrontação com o poderoso
Deus da Aliança de Israel é fatal para o Império Assírio.
eu estou contra ti. O inverso
das boas novas de salvação, “Estou convosco” (Ex 3.12; Js 1.5; Is 43.2, 5).
embaixadores. As vozes
dos emissários assírios ditando condições e cobrando tributo serão
permanentemente silenciadas da face da terra.
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sergiovalentin