4 A defesa contra os adversários 1-23
4:1 Tendo Sambalate ouvido que edificávamos o
muro, ardeu em ira, e se indignou muito, e escarneceu dos judeus.
4:2 Então, falou na presença de seus irmãos e
do exército de Samaria e disse: Que fazem estes fracos judeus?
Permitir-se-lhes-á isso? Sacrificarão? Darão cabo da obra num só dia?
Renascerão, acaso, dos montões de pó as pedras que foram queimadas?
4:3 Estava com ele Tobias, o amonita, e disse:
Ainda que edifiquem, vindo uma raposa, derribará o seu muro de pedra.
4:4 Ouve, ó nosso Deus, pois estamos sendo
desprezados; caia o seu opróbrio sobre a cabeça deles, e faze que sejam despojo
numa terra de cativeiro.
4:5 Não lhes encubras a iniqüidade, e não se
risque de diante de ti o seu pecado, pois te provocaram à ira, na presença dos
que edificavam.
4:6 Assim, edificamos o muro, e todo o muro se
fechou até a metade de sua altura; porque o povo tinha ânimo para trabalhar.
4:7 Mas, ouvindo Sambalate e Tobias, os
arábios, os amonitas e os asdoditas que a reparação dos muros de Jerusalém ia
avante e que já se começavam a fechar-lhe as brechas, ficaram sobremodo irados.
4:8 Ajuntaram-se todos de comum acordo para
virem atacar Jerusalém e suscitar confusão ali.
4:9 Porém nós oramos ao nosso Deus e, como
proteção, pusemos guarda contra eles, de dia e de noite.
4:10 Então, disse Judá: Já desfaleceram as
forças dos carregadores, e os escombros são muitos; de maneira que não podemos
edificar o muro.
4:11 Disseram, porém, os nossos inimigos: Nada
saberão disto, nem verão, até que entremos no meio deles e os matemos; assim,
faremos cessar a obra.
4:12 Quando os judeus que habitavam na
vizinhança deles, dez vezes, nos disseram: De todos os lugares onde moram,
subirão contra nós,
4:13 então, pus o povo, por famílias, nos
lugares baixos e abertos, por detrás do muro, com as suas espadas, e as suas
lanças, e os seus arcos;
4:14 inspecionei, dispus-me e disse aos
nobres, aos magistrados e ao resto do povo: não os temais; lembrai-vos do
Senhor, grande e temível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas
filhas, vossa mulher e vossa casa.
4:15 E sucedeu que, ouvindo os nossos inimigos
que já o sabíamos e que Deus tinha frustrado o desígnio deles, voltamos todos
nós ao muro, cada um à sua obra.
4:16 Daquele dia em diante, metade dos meus
moços trabalhava na obra, e a outra metade empunhava lanças, escudos, arcos e
couraças; e os chefes estavam por detrás de toda a casa de Judá;
4:17 os carregadores, que por si mesmos
tomavam as cargas, cada um com uma das mãos fazia a obra e com a outra segurava
a arma.
4:18 Os edificadores, cada um trazia a sua
espada à cinta, e assim edificavam; o que tocava a trombeta estava junto de
mim.
4:19 Disse eu aos nobres, aos magistrados e ao
resto do povo: Grande e extensa é a obra, e nós estamos no muro mui separados,
longe uns dos outros.
4:20 No lugar em que ouvirdes o som da trombeta,
para ali acorrei a ter conosco; o nosso Deus pelejará por nós.
4:21 Assim trabalhávamos na obra; e metade
empunhava as lanças desde o raiar do dia até ao sair das estrelas.
4:22 Também nesse mesmo tempo disse eu ao
povo: Cada um com o seu moço fique em Jerusalém, para que de noite nos sirvam
de guarda e de dia trabalhem.
4:23 Nem eu, nem meus irmãos, nem meus moços,
nem os homens da guarda que me seguiam largávamos as nossas vestes; cada um se
deitava com as armas à sua direita.
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sergiovalentin