* 1.1 As palavras de. Essa
frase introdutória não quer dizer que o livro de Neemias fosse, originalmente,
um livro distinto. Pode indicar o começo dos registros pessoais ou memórias de
Neemias (Introdução: Autor)
Neemias. Esse nome significa "o Senhor tem
confortado".
mês de quisleu... no ano vigésimo. Novembro-dezembro
de 446 a.C., o vigésimo ano do reinado de Artaxerxes I (2.1; Ed 7.1).
Susã. Essa cidade
era uma residência de inverno dos reis da Pérsia (Et 1.2, nota).
* 1.2 Hanani. Uma forma
abreviada de Hananias, que significa "o Senhor é gracioso". Um certo
Hananias, que era chefe dos negócios judaicos, é mencionado nos papiros de
Elefantina, e alguns acreditam que esse fosse irmão de Neemias (7.2).
* 1.3 as suas portas queimadas a
fogo. Talvez essa destruição fosse o resultado dos eventos
registrados em Ed 4.7-23, mas a referência às "portas" torna mais
provável a destruição feita por Nabucodonosor em 586 a.C.
* 1.4 jejuando
e orando. O jejum é aqui ligado às lamentações (1Sm 31.13), e a fazer um
pedido a Deus (Ed 8.21, nota). Neemias era homem de oração (2.4; 4.4,9; 5.19;
6.9,14; 13.14,22,29,31).
o Deus dos céus. Ver as
notas em Ed 1.2; Dn 4.37.
* 1.5 Neste
discurso, Neemias considerou tanto a transcendência quanto a imanência de Deus.
O verdadeiro Deus não somente está muito acima de seu povo, como é o Deus dos
céus (v.4, nota); Ele também está perto do seu povo, como o Deus da Aliança (Dt
4.7).
a misericórdia. Ver a
nota em Ed 7.28.
* 1.6 hoje faço... dia e noite. A
referência é à oração de um dia específico (v. 11), após quatro meses de oração
e jejum (1.4; 2.1, nota). "Dia e noite", aqui usado, significa
"continuamente" (Js 1.8; Sl 1.2).
* 1.7 A aliança
feita com Moisés era condicional; o Senhor guardaria as suas promessas e Israel
obedeceria os seus mandamentos divinos (v. 5). Israel falhou, não obedecendo os
mandamentos de Deus, e o resultado foi o exílio (Ed 9.9, nota).
* 1.8 Lembra-te. Uma petição
comum (Dt 9.27; Sl 132.1; Jr 14.21), particularmente no livro de Neemias (5.19;
6.14; 13.14,22,29,31).
* 1.9 De lá os ajuntarei. A aliança
feita com Moisés prometia a restauração de um remanescente, após o exílio (Dt
30.1-5), com base na aliança feita com Abraão (Dt 4.25-31).
fazer habitar o meu nome. O nome de
Deus simboliza o próprio Deus, conforme ele se revela ao seu povo. Um lugar
para seu nome habitar é um lugar para ele estar com seu povo e receber a
adoração (Dt 12.5, nota).
* 1.10 resgataste. A
referência é ao êxodo (Êx 32.11; Mq 6.4).
* 1.11 que se agradam de temer o teu nome. O temor a
Deus é a resposta correta diante da auto-revelação de Deus. Temer a Deus é
conhecê-lo (Pv 9.10), confiar nele (Sl 34.11,22), obedecer a ele (Pv 8.13), e
mostrar-lhe reverência.
este homem. Artaxerxes
I.
copeiro. Um membro
da corte real, cuja responsabilidade era escolher o vinho (2.1) e
salvaguardá-lo de qualquer veneno. O acesso que o copeiro tinha ao rei
resultava em prestígio e influência na corte.
* 2.1
nisã... ano vigésimo. A data era
março-abril de 445 a.C., quatro meses depois que Neemias recebeu o relatório
sobre Jerusalém. O ano novo persa, ou outro feriado, pode estar indicado
mediante o uso do vinho (cf. 1.11, nota).
rei Artaxerxes. Ver a
nota em Ed 4.7.
* 2.2
temi sobremaneira. Neemias
temeu a ira do rei (Pv 16.14), por estar ele triste em uma ocasião festiva, ou
porque estava prestes a pedir do rei que revertesse uma decisão anterior (Ed
4.21). Neemias também pode ter temido que lhe fosse recusada a permissão que
ele buscava obter.
* 2.5 para que eu a reedifique. Reedificar
a cidade era um dos aspectos de reedificar a "casa de Deus" (cf. Nm
12.7), um dos grandes temas nos livros de Esdras e Neemias (Introdução a
Esdras: Características e Temas). É também o enfoque de Ne 1.1—7.3.
* 2.6 Quanto durará... marquei
certo prazo. Pode parecer duvidoso que Neemias tenha requerido a ausência
de doze anos, presumida em 5.14, mas seu pedido para reconstruir sua residência
pessoal (v.8), parece indicar que mais que uma breve ausência estava em foco
desde o começo.
* 2.7 E ainda disse. Neemias fez
agora seus pedidos específicos.
cartas. As duas
referências a cartas, nos vs.7 e 8, fazem parte de um grande tema dos livros de
Esdras e Neemias: a palavra escrita é um instrumento eficaz, usado por Deus,
para cumprir seu propósito remidor (Introdução a Esdras: Características e
Temas).
* 2.8 madeira para as vigas das
portas. O escopo do projeto de construção torna-se claro:
fortaleza, muralhas, residência do governador.
a boa mão do meu Deus. Neemias
atuou como um agente humano responsável ao fazer o pedido, mas o sucesso vinha
do beneplácito soberano de Deus (Ed 7.6). Esse tema expressa a mensagem
abrangente dos livros de Esdras e Neemias (Introdução a Esdras: Características
e Temas).
* 2.10 Sambalá. Um nome babilônico que significa
"Sin (o deus lua) dá vida". Sambalá e seus descendentes serviram por
mais de um século como governadores de Samaria, a área ao norte de Judá. De
alguma maneira, ele pode ter adorado ao Deus de Israel (2Rs 17.24-41), visto
que os nomes de seus filhos, Delias e Selemias, terminam com uma forma
abreviada de "Yahweh".
Tobias.
Provavelmente governador de Amom, a leste de Judá. O nome significa "o
Senhor é bom", indicando que ele, por semelhante modo, pode ter adorado o
Deus de Israel (6.17,18; 13.4).
ficaram sabendo. Referências
ao fato que os inimigos "ficaram sabendo" pontuarão o resto de
1.1-7.3, como um refrão (v. 19; 4.1,7; 15.6,1,16). O conflito foi-se aumentando
até ser resolvido em 6.16.
muito lhes desagradou. A oposição
teve um aspecto político, mas em suas raízes era um movimento religioso (v. 20;
Ed 4.13, notas).
* 2.11-18 Pouco depois de retornar a
Jerusalém, Neemias conduziu uma inspeção noturna das muralhas e, consciente da
bênção de Deus, aconselhou os oficiais da cidade a reconstruírem essas
muralhas.
* 2.11-16 A espera de três dias de
Neemias, depois de haver chegado em Jerusalém, convida-nos a fazer uma
comparação com Esdras (Ed 8.32). Esdras agiu publicamente, e Neemias
secretamente (o fato que Neemias não havia declarado nada a ninguém é
enfatizado no v.12; cf. v.16).
* 2.17 assolada. A cidade estivera
arruinada por quase cento e cinqüenta anos (1.3, nota). Uma tentativa anterior
de reconstruir as suas muralhas fora frustrada (Ed 4.7-23). A presença de
Neemias alteraria tudo isso.
reedifiquemos os muros. Ver a
nota no v.5.
* 2.18 e também as palavras que o rei. O
conhecimento que Neemias tinha da soberania de Deus como a fonte final de seus
planos não excluía as ações do rei, providencialmente ordenadas (v.8, nota).
disponhamo-nos. A
iniciativa de Neemias encontrou o apoio de todo o coração da parte dos líderes
de Judá, mas agora o leitor já sabe que essa reação, por igual modo, foi
governada pelo propósito divino (Ed 1.5, nota).
* 2.19 Sambalá... Tobias. Ver o v. 10
e nota.
Gesém, o arábio. Este
terceiro oponente de Neemias provavelmente era um chefe árabe que controlava a
área sul de Judá. Neemias é retratado como virtualmente cercado por inimigos:
Sambalá ao norte, Tobias a leste e Gesém ao sul (4,7,8, nota).
* 2.20 o Deus dos céus. Ver a
nota em 1.4.
bom êxito. Neemias
havia pedido sucesso da parte de Deus, em 1.11. Agora ele expressava a
confiança de que a soberania de Deus daria o êxito ao povo de Israel.
não tendes parte. Quanto a
esse exclusivismo religioso, ver a nota em Ed 4.3.
* 3.1-32 Este capítulo sublinha um
importante tema dos livros de Esdras e Neemias: o povo de Deus como um todo, e
não somente os líderes, são vitais para a realização do propósito divino da
redenção. O povo de Deus inteiro trabalhou em conjunto para reconstruir as
muralhas: clero e corpo laico, artífices e negociantes, por aldeias e por
famílias, cada grupo contribuiu para o todo ser completado (cf. Ef 4.16).
* 3.1. Eliasibe. Ele era
neto de Jesua, o sumo sacerdote dos dias de Zorobabel.
a Porta das Ovelhas. Esse
portão ficava na esquina nordeste da cidade (cf. Jo 5.2). A descrição dos
versículos que seguem move-se no sentido horário até que a Porta das Ovelhas é
mencionada de novo, no v.32.
Torre dos Cem. Essa torre
ficaria em algum ponto do lado norte, o lado com as mais pobres defesas
naturais.
Torre de Hananeel. Uma torre
que havia no lado norte.
* 3.3 Porta do Peixe. Um dos
principais portões do lado norte da cidade (2Cr 33.14; Sf 1.10), era,
provavelmente, o portão usado pelos mercadores (cf. 13.16).
* 3.5 seus nobres, porém, não se
sujeitaram. Embora o texto apresente um notável quadro de unanimidade,
também observa, realisticamente, que nem todo o povo de Deus esteve em harmonia
com o que o Senhor estava fazendo através de Neemias.
* 3.6 Porta Velha. Um portão
na esquina noroeste da cidade.
* 3.8 Muro Largo. Uma
muralha no lado oeste da metade norte da cidade.
* 3.10 defronte de sua casa. É
igualmente provável que outros, tais como Jedaia, tivessem trabalhado em seções
próximas de suas residências.
* 3.11 Torre dos Fornos. Uma torre
no lado oeste da cidade, talvez no meio da seção.
* 3.12 ele e suas filhas. Essa
frase é um extraordinário testemunho da dedicação da comunidade inteira à
tarefa da reconstrução (5.1, nota; 12.43, nota).
* 3.13 Porta do Vale. Na esquina
sudoeste da cidade, defronte do vale de Hinom.
* 3.15 Porta da Fonte. Na
esquina sudeste da cidade, de frente para o vale do Cedrom.
Cidade de Davi. Embora
destroçada, a seção continuava sendo a cidade que Davi havia estabelecido para
ser a capital política e religiosa da teocracia. Havia continuidade entre as
gerações passadas e a presente (Ed 2.1-70, nota).
* 3.26 Ofel. Usualmente, esse lugar tem
sido localizado ao sul do monte do templo, mas mais provavelmente incluía
também a parte sul da cidade, abaixo da Porta das Águas.
Porta das Águas. A cerca de
meio caminho subindo pelo lado leste da cidade, esse portão dava a frente para
o vale do Cedrom e para a principal fonte de água, a fonte de Giom.
* 3.28 Porta dos Cavalos. No lado
nordeste da cidade.
* 3.29 Porta Oriental.
Exatamente ao norte da Porta dos Cavalos.
* 3.31 Porta da Guarda. Entre a
Porta Oriental e a Porta das Ovelhas.
* 3.32 Porta das Ovelhas. A
descrição que segue o sentido horário termina seu circuito (v.1, nota).
* 4.1-3 Tendo Sambalá ouvido. O conflito
entre Israel e seus governantes gentios ia-se avolumando (2.10, nota). O
intuito da zombaria era fazer parar o trabalho.
* 4.4,5
Esta é a primeira de três orações imprecatórias (6.14; 13.29). Uma oração
imprecatória é aquela que amaldiçoa um inimigo (p.ex., Sl 79.12; 94.1-3;
137.7-9). Ver Introdução aos Salmos: "As Maldições dos Salmos".
* 4.7 Mas ouvindo Sambalá. Mais um grupo,
os asdoditas, é acrescentado à lista dos inimigos. Neemias estava agora
completamente cercado pelos inimigos, visto que Asdode ficava na planície da
Filístia, para seu lado oeste (2.19, nota).
* 4.10 Então, disse
Judá. Um termo coletivo é aqui usado, enfatizando que o desencorajamento se
tinha generalizado.
Já desfaleceram as forças... o muro. Talvez
essas duas linhas fossem entoadas pelo povo. Parte da razão do desencorajamento
era que o trabalho era difícil.
* 4.12 dez vezes nos disseram. Dez é um
número simbólico de algo completo. O temor da violência estava crescendo na
mente do povo.
* 4.13 então pus o povo. A primeira
providência de Neemias foi estacionar guardas adicionais nos pontos mais
vulneráveis. A tensão continuou a elevar-se, quando o povo de Judá pegou em
armas pela primeira vez.
* 4.14 grande e temível. Ver
"A Grandeza de Deus", em 1Cr 29.11.
* 4.15 Deus tinha frustrado os desígnios deles. Em Ed
4.5,24 os inimigos tinham frustrado o plano para a construção do templo; agora
Deus retribuía à altura, frustrando os planos deles de pararem a edificação.
voltamos todos nós ao muro. Neemias
reagiu com êxito à maré de desencorajamento, adicionando guardas e exortando o
povo.
* 4.16 lanças... couraças. Os
armamentos, mencionados pela primeira vez no v.13, são suplementados aqui com
escudos e couraças.
* 4.17 os carregadores... a arma. Os
carregadores tinham uma das mãos livres para carregar uma arma, que podia ser
não mais do que uma pedra, para ser lançada.
* 4.18 Os edificadores cada um trazia a sua espada. Os
edificadores precisavam ter as duas mãos livres para o serviço, pelo que
traziam uma espada à cinta.
a trombeta. A
trombeta, ou shofar, tinha inúmeras funções no Antigo Testamento. Aqui,
como em Jz 3.27, a trombeta servia para dar ordens militares às tropas.
* 4.21 até ao sair das estrelas. Isso nos
mostra quão grande era a dedicação deles, visto que o trabalho usualmente
terminava ao pôr-do-sol.
* 5.1-13
Esta seção deixa de lado o tema principal de oposição por parte de pessoas
de fora, a fim de considerar as dificuldades que surgiram pelo lado de dentro.
As causas prováveis citadas das pressões econômicas eram que Judá estava
impedido de comerciar com os vizinhos; os agricultures abandonavam os seus
campos, porque tinham que permanecer em Jerusalém (4.22); havia fome (v.3); e
administradores anteriores tinham sobrecarregado o povo (v.15). Os tempos
andavam tão ruins que crianças eram vendidas como escravas, casas e vinhas eram
hipotecadas e dinheiro era emprestado a juros. O que Neemias observou para seu
espanto era que não estrangeiros, mas os próprios israelitas estavam impondo
essas medidas intoleráveis.
* 5.1 e de suas mulheres. Visto que
as mulheres desempenharam um papel secundário nos livros de Esdras e Neemias, a
menção a elas enfatiza quão severa era a crise (3.12, nota; 12.43, nota).
* 5.3 nesta fome. As fomes,
com freqüência, eram sinais do juízo de Deus (Dt 11.16,17; 1Cr 21.12; Ag
1.7-11). Talvez essa fome fosse causada pelo juízo divino contra os líderes,
por não estarem agindo certo.
* 5.5 para serem escravos. De acordo
com Lv 25.39-43, um homem que empobrecesse podia vender, a si mesmo e a seus
familiares, a um outro israelita, a fim de firmar os pés financeiramente; e
deveria então ser tratado como um trabalhador contratado, e não como um
escravo. O erro, nos dias de Neemias, parece ter sido duplo: (a) somente as
crianças estavam sendo vendidas, resultando no rompimento da unidade das
famílias; (b) as crianças estavam sendo tratadas como escravos, e não como
trabalhadores contratados.
* 5.7 repreendi os nobres. Um passo
ousado por parte de Neemias.
usurários. A lei
proibia não somente a usura, mas também a cobrança de juros de qualquer espécie
(Êx 22.25-27; Lv 25.35-37; Dt 23.20).
* 5.10 Também eu, meus irmãos e meus moços. Parece que
Neemias chegou a emprestar dinheiro a juros. Ele incluiu a si mesmo na chamada
ao arrependimento.
* 5.11 do trigo, do vinho e do azeite. Essa tríada
familiar segue a ordem da colheita agrícola: amadureciam primeiramente os
grãos, depois as uvas, e, finalmente, as azeitonas.
* 5.12 e os fiz jurar. Esse ato
foi uma renovação de seu compromisso de que guardariam a lei de Moisés acerca
dos empréstimos e da escravidão por causa de dívidas. Ver a nota teológica
"Linguagem, Juramentos e Votos Honestos", índice.
* 5.13 sacudi o meu regaço. Nesta
renovação da aliança, Neemias dramatizou as maldições contra quem não cumprisse
o juramento (cf. Jr 34.8-22).
* 5.14 Vigésimo ano... trigésimo-segundo ano. De 445
a.C. até 433 a.C. O período de doze anos foi o primeiro mandato de Neemias como
governador; depois ele foi chamado de volta à corte persa (13.6,7), e então
voltou a Jerusalém para ocupar um segundo mandato como governador, de duração
desconhecida.
o pão devido ao governador. Um
governador tinha o direito de cobrar impostos para seu sustento pessoal.
Neemias abriu mão desse direito visando o benefício do povo (v.18; cf. 1Co
9.4,12; 2Ts 3.8,9).
* 5.15 os primeiros governadores... oprimiram. Sesbazar
(Ed 5.14) e Zorobabel (Ag 1.1) tinham sido governadores anteriores, mas seus
mandatos tinham sido quase cem anos antes. Os governadores opressivos tinham
sido os antecessores imediatos de Neemias, cujas normas políticas tinham sido
prejudiciais (5.1-13, nota).
por causa do temor de Deus. Ver a nota
em 1.11.
* 5.16 Neemias aceitou ser governador para
servir, e não para obter vantagens pessoais; esse fora o motivo que ele teve
para ir a Judá, em primeiro lugar (2.5).
* 5.17 eram meus hóspedes. De acordo
com os costumes persas, Neemias, como governador, tinha que hospedar os
oficiais sob a sua autoridade, como também dignitários visitantes, vindos de
outros países.
* 5.18 para cada dia. O
alimento alistado poderia ter alimentado centenas de pessoas. Neemias era tão
generoso quanto rico.
* 5.19 Lembra-te de mim. O segundo
uso de "lembra-te" em uma oração (1.8, nota) e a primeira dentre
quatro orações sob a forma de "lembra-te de mim" (13.14,22,31).
* 6.1 Tendo ouvido Sambalá. Essa
frase continua a série de frases semelhantes (2.10, nota) e leva o leitor de
volta ao tema principal de Ne 1.1—7.3, do qual o cap. 5 é uma digressão
(5.1-13, nota). O conflito que vinha se avolumando atinge aqui o seu clímax,
quando as muralhas já estavam virtualmente terminadas. Essa tentativa final de
fazer parar o trabalho foi tríplice: prejudicar (vs. 2-4); assustar (vs. 5-9) e
lançar Neemias (vs. 10-13) no descrédito.
* 6.2 Ono. Era o
extremo noroeste do território de Judá, tão distante da segurança de Jerusalém
como era possível sem se deixar o país.
intentavam fazer-me mal. Uma frase
vaga, talvez referindo-se a assassinato (v.10), ou uma alegação posterior de
que a viagem de Neemias a Ono era para alistar outras pessoas na revolta contra
a Pérsia (v.6).
* 6.3 por que cessaria a obra? Neemias
percebeu que o propósito básico do plano era fazer parar o trabalho de
reconstrução das muralhas.
* 6.4 Quatro vezes. Ambos os
lados do conflito mostraram-se persistentes, quando o conflito atingiu o seu
clímax.
* 6.5 uma carta aberta. As cartas
normalmente eram seladas, mas Sambalá queria que essa carta fosse pública, na
tentativa de fazer parar a obra de reconstrução.
* 6.6,7
A acusação era plausível: as muralhas estavam sendo reconstruídas, Judá
tinha antecedentes de rebeliões contra os seus senhores, e Neemias era um líder
habilidoso, que tinha paixão por sua terra natal.
* 6.9 fortalece as minhas mãos. Outra das
breves orações tão características de Neemias (1.4, nota).
* 6.10 Semaías. Ele pode ter sido não
somente um profeta (v.12), mas também um sacerdote, o que lhe dava acesso ao
templo.
Casa de Deus. O ardil
final agora se desdobrava. Neemias poderia buscar asilo no átrio do templo (Êx
21.12-14), mas ele não tinha permissão de adentrar o templo propriamente dito,
visto que não era um sacerdote (Nm 18.7).
* 6.11
A coragem de Neemias destaca-se novamente (5.7, nota).
* 6.13 para me atemorizar... e me vituperassem. A idéia
era fazer Neemias agir como um covarde e um infrator da lei, para que sua
reputação ficasse arruinada e ele não pudesse terminar a muralha.
* 6.14 Lembra-te. Este é o
terceiro uso do "lembra-te", em uma oração (1.8, nota), bem como a
segunda oração imprecatória (4.4,5, nota), visto que o "lembra-te",
aqui, visa o julgamento divino.
* 6.15 Acabou-se, pois, o muro. Este
versículo, na verdade, forma a conclusão da seção iniciada no v.1, onde o v.16
abrira o episódio final de Ne 1.1—7.3. A última das seis tentativas de fazer
parar o trabalho dos judeus também fracassou.
mês de Elul.
Agosto-setembro de 445 a.C.
* 6.16—7.3
Embora a oposição à reconstrução das muralhas tivesse cessado quando as
mesmas se completaram (v.16), continuaram as tentativas para intimidar a
Neemias (6.17-19). Neemias tomou providências para garantir que os portões da
cidade não continuassem a sofrer agressões por parte dos inimigos de Israel
(7.1-3).
* 6.17-19
O parentesco de Tobias por meio de casamento, com aqueles que trabalhavam
nas muralhas, teria provido um canal natural para a transferência de
informações aos oponentes de Neemias sobre as circunstâncias em Jerusalém.
* 7.1 assentadas as portas. Isso mostra
que agora a muralha estava terminada (6.1).
* 7.2 maioral do castelo sobre
Jerusalém. Líderes foram nomeados para supervisionar a segurança da
cidade.
Hananias. Ver a nota
em 1.2.
temente a Deus. Ver a nota
em 1.11.
* 7.3 até que o sol aqueça. Foram
nomeados guardas para dar segurança aos portões durante a noite. Os portões
usualmente eram abertos no alvorecer; esperar até mais tarde era uma medida de
segurança em favor da cidade.
* 7.4-73 Neemias prepara-se para satisfazer
a necessidade de repovoar Jerusalém (vs. 4,5), consultando um registro
genealógico dos exilados que tinham voltado antes (vs. 5-73).
* 7.5 o meu Deus me pôs no coração. Ver a
nota em "mão de meu Deus", em 2.8.
para registrar as genealogias. O
propósito desse registro era ajudar a repovoar Jerusalém, o que se tornará
claro quando esse tema for retomado em 11.1,2.
livro da genealogia dos que subiram
primeiro. Quanto à significação teológica dessa lista, ver a nota em
Ed 2.1-70. A repetição da lista sublinha a continuidade da geração de Neemias
com a geração dos primeiros judeus a retornarem.
* 7.73—13.31 A própria comunidade da aliança foi
reconstituída quando Israel renovou a sua aliança com Deus (7.73—10.39),
dedicou as muralhas da cidade (caps. 11 e 12), e obedeceu a outros aspectos da
lei (cap. 13).
* 8.2 perante a congregação. Os
participantes (ver também no v.3) são os mesmos que foram solicitados a se
fazerem presentes à leitura da lei, preceituada para a festa dos Tabernáculos,
em Dt 31.10-13.
o primeiro dia do sétimo mês. Era o
tempo da celebração da Festa das Trombetas (Nm 29.1-6).
* 8.3 leu no livro, diante da praça. Quanto à
leitura pública da lei, no contexto da ratificação da aliança ou de sua
renovação, ver Êx 24.7; Js 8.30-35; 2Rs 23.1-3.
* 8.5 o livro. Um rolo.
todo o povo se pôs em pé. Ao se
levantarem, eles expressaram sua reverência pela lei (cf. o v.6).
* 8.6 Amém! Amém! O povo
participou dos louvores oferecidos por Esdras; a repetição exprime o grau
enfático de concordância.
levantando as mãos. O ato de
levantar as mãos acompanhava freqüentemente a oração e os louvores a Deus (Sl
28.2; 63.4; 134.2; 1Tm 2.8).
* 8.8 dando explicações. A lei foi
não somente lida, mas também explicada, para garantir que o povo apanhava o seu
significado. Também pode ter havido tradução do hebraico para o aramaico. A
doutrina da perspicuidade ("clareza") das Escrituras é que as coisas
necessárias para a salvação podem ser entendidas pela Bíblia sem técnicas
especiais ou sem educação superior. Essa verdade não elimina a necessidade de
uma exposição fiel das Escrituras por parte de pessoas treinadas para isso (Ed
7.6-10).
* 8.9 Neemias... Esdras... levitas. Houve
unidade entre todos os líderes, naquela ocasião.
Este dia é consagrado... não
pranteeis. A santidade e o pranto não se excluem mutuamente (Lv
23.26-32; Is 6.3-5), mas era claro que, naquela ocasião, a tristeza ficaria
imprópria.
* 8.10 aos que não têm nada preparado. Aqueles
que tinham alimentos em abundância deviam dividi-los com os que nada possuiam
(cf. Sl 22.26). Este incidente provê uma ilustração para compreendermos o
pecado envolvido em 1Co 11.17-34.
* 8.14 habitassem em cabanas. Esse
plano de moradia temporária fazia lembrar a vida no deserto, depois que os
israelitas foram redimidos do Egito e antes de entrarem na Terra Prometida (Lv
23.42,43).
durante a festa do sétimo mês. A festa
dos Tabernáculos (Lv 23.34-40).
* 9.1 se ajuntaram. Em 8.1, o
povo se reuniu para ouvir a lei; aqui todos se reuniram para confessar os seus
pecados, com resultado da leitura (v. 3).
* 9.2 dos seus pecados... de seus pais. Ver a nota
em Ed 9.7.
* 9.3 lei do SENHOR. A lei
requer pelo menos duas respostas: confissão e adoração.
* 9.5-37
Nesta oração de louvor, os levitas (vs. 4,5) dirigiram-se a Deus em favor
do povo, exaltando-o como Criador (v. 6) e Redentor (vs. 7-12), Legislador e
Disciplinador, Salvador e Juiz (vs. 13-31). À base de seu caráter e de sua
aliança, eles pediram a Deus para levar em conta a aflição deles (vs. 32-37),
em preparação para a sua renovação da aliança (9.38—10.39, e nota).
* 9.7,8
O povo louvou a Deus por ter escolhido a Abraão e por ter-lhe dado a
aliança da promessa (Gn 12—22).
* 9.8 com ele fizeste aliança. Essa
aliança com Abraão (Gn 15) é a base sobre a qual a graça de Deus se ampliou por
várias vezes, a seu povo infiel, conforme se destaca no restante desta oração
de louvor.
cumpriste as tuas promessas. A
promessa divina a Abraão tinha como única condição o juramento do Deus justo
(Gn 15.9-21; Dt 9.4-6).
* 9.9-12 Deus é louvado por libertar
Israel do Egito (Êx 1—19).
* 9.13-21 Os louvores a Deus continuavam com
uma narrativa da outorga da lei no monte Sinai, bem como as graciosas provisões
de Deus no deserto.
* 9.13 o monte Sinai. Ver Êx
20.
juízos retos... mandamentos bons. A lei não
era considerada como uma carga pesada, mas como um deleite (Sl 119.5-16; Rm
7.12).
* 9.14 sábado. O dia de sábado era um
símbolo-chave da lei (Is 56.2,4,6; Ez 20.13,16,21,24; 22.8; 23.38).
* 9.15 lhes juraste. A
referência é ao juramento de Deus a Abraão (Êx 6.8).
* 9.16,17 A primeira confissão de pecados.
* 9.17 levantaram um chefe. Ver Nm
14.1-4. Em contraste com a infidelidade de Israel está a fidelidade de Deus ao
seu juramento a Abraão (vs. 8,15; Ed 9.13, nota).
* 9.18 ainda mesmo quando. A graça
de Deus brilha ainda mais esplendorosamente quando é justaposta aos pecados de
Israel (Rm 9.22-24).
* 9.19-21 Os cuidados contínuos de Deus no
deserto não se deviam à obediência de Israel, mas à sua própria compaixão, que
se originava em sua promessa a Abraão (vs. 7,8).
* 9.22-25 Deus capacitou os israelitas a
conquistarem a terra de Canaã, em consonância com a sua promessa a Abraão (vs.
7,8).
* 9.26-28
Israel reagiu diante da
fidelidade de Deus com uma rebelião desobediente durante os dias dos Juízes.
Quanto ao padrão de rebeldia, opressão, petição e salvação, ver Jz 2.10-19.
* 9.28 segundo a tua misericórdia, os livraste
muitas vezes. Onde o pecado abundou, a graça superabundou (Rm 5.20).
* 9.29-31 Os louvores a Deus continuaram, com a
menção de sua paciência, durante a monarquia.
* 9.29 pelo cumprimento dos quais o homem viverá. A aliança
feita com Moisés oferecia vida em troca da obediência (Lv 18.5; Rm 10.5).
Israel, deixando de merecer a vida na terra, testifica sobre a necessidade
universal de um Substituto, por meio de quem os requisitos justos da lei possam
ser plenamente satisfeitos em favor daqueles que não podem satisfazer as
condições por eles mesmos (Rm 8.3,4).
* 9.32 não menosprezes toda a aflição. A petição é
que Deus faça de novo o que ele tinha feito no passado: ver a aflição de seu
povo e vir em socorro dos seus.
reis da Assíria. Estão em
foco os reis neo-assírios dos fins do século X a.C. Depois deles vieram os reis
neo-babilônios do final do século VII a.C., e então os reis persas em meados do
século VI a.C.
* 9.33 tu és justo. A execução
das maldições segundo a aliança, no decurso da história de Israel estava em
perfeita harmonia com o princípio da justiça divina, alicerçada na aliança com
Moisés (Ed 9.9, nota).
* 9.34,35 Os líderes foram destacados como
notavelmente culpados.
* 9.36 servos. Ver a nota sobre
"somos escravos", em Ed 9.9.
* 9.37 estamos em grande angústia. Implícita
neste declaração está uma petição por socorro (v.32, nota).
* 9.38—10.39. O povo não somente orou pedindo socorro, mas
também renovou suas obrigações conforme a aliança. Desde o começo, o pacto
mosaico tinha sido renovado após períodos de violação da aliança (Êx 34; 1Sm
12; 2Rs 23).
* 9.38 e o escrevemos. Quando a
lei tinha sido anotada e selada, podia tornar-se um instrumento eficaz nos
propósitos remidores de Deus (Introdução a Esdras: Características e Temas).
* 10.1-27
Os líderes que tinham renovado a aliança são mencionados.
Surpreendentemente, Esdras está ausente. Ele desempenhou um papel significativo
no capítulo oitavo, mas agora, tranqüilamente, havia desaparecido da cena. Seu
trabalho foi completado com sucesso quando o povo leu a lei e a entendeu
pessoalmente.
* 10.1 Os que selaram foram. A lista
das pessoas, as quais, em sua maioria, não são conhecidas de outro lugar,
reforça um dos temas principais dos livros de Esdras e Neemias: o povo de Deus
como um todo, e não apenas os grandes líderes, é vital para a realização do
plano divino da redenção (Introdução a Esdras: Características e Temas).
* 10.28 os servidores do templo. Eram
servos do templo, juntamente com os sacerdotes, os levitas e outros (1Cr 9.2,
nota).
* 10.29 convieram... num juramento. O
juramento feito pelo povo (9.15; Ed 10.5, nota) enfatiza a natureza jurídica
distintiva das disposições da aliança com Moisés, em comparação com a aliança
abraâmica da graça (Gn 12.1,3), na qual o juramento foi feito exclusivamente
por Deus. Conforme o apóstolo Paulo revelaria mais tarde, a aliança com Moisés
foi uma espécie de "tutor", cuja introdução não anularia a aliança da
promessa já feita com Abraão (Gl 3.17,24). Por toda a história da Redenção,
todas as disposições da aliança com Deus requerem uma obediência originada da
fé em Deus, e a disposição de observar os termos da aliança.
* 10.30-39 São elaborados compromissos
específicos de obediência.
* 10.30 nem tomariam as filhas deles para os nossos
filhos. Os casamentos mistos com pessoas fora da aliança sempre foi
um problema na história de Israel (cf. Ed 4.3, nota).
* 10.31 no dia de sábado. Ver Êx
20.8-11; Dt 5.12-15; Ver a nota em 9.14.
* 10.32 a terça parte dum siclo. Êx 30.13,14
preceitua meio siclo. A diferença poderia ser o uso de um novo sistema
monetário sob o governo dos persas, ou poderia ser uma concessão à economia
difícil daqueles tempos.
* 10.33 para as ofertas. Ver Lv 1—7.
* 10.39 não desampararíamos a casa do nosso Deus. A
reconstrução da casa de Deus é um dos temas principais dos livros de Esdras e
Neemias (Introdução a Esdras: Características e Temas).
* 11.1 deitou sortes. Essa
frase liga essa lista aos compromissos em 10.30-39 (cf. 10.34) e mostra quão
rapidamente esses compromissos foram implementados.
um de dez. Povoar a
cidade com uma décima parte do povo foi o primeiro passo em não negligenciar a
casa de Deus, conforme se tinha prometido em 10.39.
na santa cidade. Uma frase
rara, usada alhures somente no v.18; Is 48.2; 52.1. A santidade se tinha
expandido — de vasos santos (Ed 1.7; cf. 8.28), para sacerdotes (Ed 8.28), para
o povo (Ed 9.2), para o santo lugar (Ed 9.8), para os portões (3.1), para os
sábados (9.14) — a cidade inteira era agora santa. A cidade com tudo quanto
nela havia tornara-se santa, uma "casa de Deus", que o Senhor se
tinha proposto a edificar (Hb 3.1-6).
* 11.2 que voluntariamente se ofereciam.
Provavelmente isso não se refere a um segundo grupo em adição a um em cada dez,
escolhidos pelo lançamento de sortes, mas a um espírito bem disposto por parte
daqueles que foram escolhidos.
* 11.4 Judá... Benjamim. Ver a nota
em Ed 1.5.
* 11.23 um mandado do rei. Essa
referência pode ser a Davi (12.24; 1Cr 25) ou ao rei Artaxerxes (Ed 7.21-24).
* 11.25-36 Esta lista é daqueles que se
estabeleceram na área circundante. Está vinculada a Ed 2.21-35, ligando como um
todo os livros de Esdras e Neemias.
* 12.1-10 Esta lista de sacerdotes e levitas
que voltaram na companhia de Zorobabel vincula o fim de Neemias com o começo de
Esdras, unindo a obra inteira.
* 12.1 Zorobabel... Jesua. Ver a
nota em Ed 2.2.
Esdras. Esta não
é a mesma figura notável dos livros de Esdras e Neemias. Aquele Esdras retornou
oitenta anos depois de Zorobabel (Ed 7.6, nota).
* 12.9 estavam defronte deles. Quanto ao
cântico antifônico, ver o v.24.
* 12.10 Eliasibe. Ver 3.1, nota.
* 12.12-21 Este versículo é repetido, com certas
variações, à base dos vs. 1-7.
* 12.22-26 Esta é uma lista dos chefes de famílias
levíticas.
* 12.22 Dario, o persa. Este foi
Dario II (423-404 a.C.), ou, mais provavelmente ainda, Dario III (336-331
a.C.).
* 12.27-43 Essa cerimônia de dedicação era das
muralhas que circundavam a "casa de Deus", o templo como tal e a
comunidade, muralhas estas que estavam agora completas. Nesta seção, Neemias
escreveu na primeira pessoa do singular (v.31).
* 12.27 procuraram aos levitas. A
dedicação não podia ter lugar sem a ajuda dos levitas, que são incluídos nas
listas anteriores (vs. 1-26).
* 12.28,29 Ajuntaram-se os filhos dos cantores. Daí a
lista de 11.22,23.
* 12.30 Purificaram-se. A pureza
ritual era representação ou símbolo da pureza moral (Lv 16.30).
* 12.31-39 Teve lugar um grande cortejo, que
aparentemente começou na Porta do Vale (3.13). Parte desse cortejo, encabeçado
por Esdras (v.36), moveu-se no sentido anti-horário (v.31), passando pela Porta
do Monturo, da Fonte, das Águas, antes de chegarem ao templo. A outra parte do
cortejo, encabeçada por Neemias (v.38), moveu-se em sentido horário, passando
pelas portas do lado norte da cidade e avançando até o templo. Quanto às
localizações, ver o cap. 3 e notas.
* 12.43 Deus os alegrara. O povo
regozijou-se, porque Deus lhe dera motivos para tanto, por sua operação
soberana, através de agentes humanos (Introdução a Esdras: Características e
Temas).
as mulheres e os meninos. A inclusão
de mulheres e de crianças sublinha as grandes dimensões da celebração (3.12,
nota; 5.1, nota).
* 12.44-47 Estes versículos mostram que o povo
tinha cumprido o seu compromisso (10.39), e não havia negligenciado a casa de
Deus.
* 12.45 segundo o mandado de Davi e de seu filho
Salomão. Ver 1Cr 25; 2Cr 8.14.
* 12.47 Todo o Israel. O povo de
Deus como um todo, e não somente os grandes líderes, é vital para a
concretização do plano divino da redenção.
* 13.1-3
O compromisso de obediência geral à lei de Moisés (10.28,29) incluía a
separação de povos circunvizinhos (10.28). O povo, porém, não anuiu diante
desse aspecto da lei (Dt 23.3-6). A exclusão de todo "elemento misto"
estava em acordo com o compromisso de 10.28,29. Era uma separação religiosa, e
não racial ou política (Ed 4.3, nota).
* 13.1 Naquele dia. Isso
aconteceu durante o segundo mandato de Neemias como governador, conforme é
indicado pelas referências cronológicas nos vs. 4 e 6.
* 13.3 Ouvindo... esta lei. Embora
Esdras não mais estivesse presente, sua labuta ainda estava rendendo frutos
(10.1-27, nota).
* 13.4-14
O compromisso final, de que não negligenciariam a casa de Deus (10.39),
tinha sido violado durante a ausência de Neemias (v.11), tal como os
compromissos referentes às câmaras da casa de Deus e aos dízimos (10.37-39).
Fazia-se necessária uma reforma.
* 13.4 Eliasibe. Esse Eliasibe
possivelmente era o sumo sacerdote (3.1, nota), mas o mais certo ainda é que
ele fosse outro sacerdote com o mesmo nome; pois o sumo sacerdote dificilmente
teria ficado encarregado das câmaras.
Tobias. Ver a nota
em 2.10.
* 13.6 não estive em Jerusalém. Ver a
nota em 5.14.
rei de Babilônia. Os reis da
Pérsia ostentavam esse título depois de ter sido conquistado o império
babilônico (Ed 5.13).
* 13.8 atirei. Cf. Mt 21.12,13.
* 13.10 os quinhões dos levitas. Essas
palavras ligam esta seção com o compromisso em 10.37. Os levitas não possuíam
terras (Nm 18.20-24; Dt 14.29; 18.1), embora alguns deles pudessem ter rendas
particulares (Dt 18.8). A dependência dos levitas do sustento por parte do povo
pode explicar a relutância de muitos levitas em deixarem a Babilônia (Ed 8.15-20).
* 13.11 contendi. Ver a nota em 5.7.
desamparou. O
compromisso de não se negligenciar a casa de Deus (10.39) fora violado.
* 13.12 trouxe os dízimos. Eles assim
fizeram em harmonia com o compromisso de 10.37.
* 13.13 fiéis. Cf. At 6.1-5; 2Co 8.16-21.
* 13.14 lembra-te de mim. Este é o
quarto uso do "lembra-te" em uma oração (1.8, nota), bem como a
segunda das quatro orações de Neemias na forma específica de "lembra-te de
mim" (5.19, nota).
* 13.15 ao sábado... traziam... vendessem. Três elos
com o compromisso de 10.31, que tinham sido violados.
* 13.16 tírios. Esses homens eram um dos
"povos da terra", em foco em 10.31.
* 13.19 Dando já sombra. Os
israelitas usualmente contavam os dias de pôr-do-sol ao pôr-do-sol (Lv 23.32;
Et 4.16; Dn 8.14, referência lateral).
* 13.22 lembra-te de mim. Ver a nota
no v.14.
* 13.23 haviam casado. Esdras
havia tratado com esse problema perene vinte e cinco anos antes (Ed 9.1, nota).
asdoditas. Ver a nota
em 4.7,8.
* 13.25 lhes arranquei os cabelos. O ato de Neemias
pode ser contrastado com o de Esdras, em Ed 9.3.
Não dareis mais. Esdras
realmente dissolveu as uniões ilegítimas (Ed 10.3, nota), ao passo que Neemias
somente tentou impedir tais uniões no futuro.
* 13.26 o fizeram. O argumento vai do maior
para o menor: "Se o próprio Salomão não foi poupado, quanto menos vós
sereis poupados".
* 13.28 era genro. Seu casamento foi
duplamente grave: primeiramente, porque um sumo sacerdote, em particular, não
devia aparentar-se com um estrangeiro (Lev. 21.14), em segundo lugar, porque Sambalá era um inimigo
(2.19. 4.1; 6.1).
* 13.29 Lembra-te deles. Este é o
sexto uso das palavras "lembra-te", em uma oração (1.8, nota), bem
como a terceira oração imprecatória (4.4,5, nota).
* 13.31 fornecimento de lenha. As
contribuições em madeira eram feitas em consonância com o compromisso feito em
10.34.
Lembra-te de mim. Ver a nota
no v.14. O livro não termina no ponto alto de 12.27-47, mas com uma observação
sobre o fracasso em cumprir os compromissos de 10.30-39 e a necessária
continuação de reforma. O povo de Deus não tinha chegado a um lugar de repouso.
Os livros de Esdras e Neemias mostram a devoção dos fiéis ao templo de Deus e à
comunidade circundante, uma devoção que chegaria à maturidade em Cristo e na Igreja
(1Co 3.5-17; Ef 2.21,22; 4.16; Hb 3.1-6).
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