* 5.1-13
Esta seção deixa de lado o tema principal de oposição por parte de
pessoas de fora, a fim de considerar as dificuldades que surgiram pelo lado de
dentro. As causas prováveis citadas das pressões econômicas eram que Judá
estava impedido de comerciar com os vizinhos; os agricultures abandonavam os
seus campos, porque tinham que permanecer em Jerusalém (4.22); havia fome
(v.3); e administradores anteriores tinham sobrecarregado o povo (v.15). Os
tempos andavam tão ruins que crianças eram vendidas como escravas, casas e
vinhas eram hipotecadas e dinheiro era emprestado a juros. O que Neemias
observou para seu espanto era que não estrangeiros, mas os próprios israelitas
estavam impondo essas medidas intoleráveis.
* 5.1 e de suas mulheres. Visto que
as mulheres desempenharam um papel secundário nos livros de Esdras e Neemias, a
menção a elas enfatiza quão severa era a crise (3.12, nota; 12.43, nota).
* 5.3 nesta fome. As fomes,
com freqüência, eram sinais do juízo de Deus (Dt 11.16,17; 1Cr 21.12; Ag
1.7-11). Talvez essa fome fosse causada pelo juízo divino contra os líderes,
por não estarem agindo certo.
* 5.5 para serem escravos. De acordo
com Lv 25.39-43, um homem que empobrecesse podia vender, a si mesmo e a seus
familiares, a um outro israelita, a fim de firmar os pés financeiramente; e
deveria então ser tratado como um trabalhador contratado, e não como um
escravo. O erro, nos dias de Neemias, parece ter sido duplo: (a) somente as
crianças estavam sendo vendidas, resultando no rompimento da unidade das
famílias; (b) as crianças estavam sendo tratadas como escravos, e não como
trabalhadores contratados.
* 5.7 repreendi os nobres. Um passo
ousado por parte de Neemias.
usurários. A lei
proibia não somente a usura, mas também a cobrança de juros de qualquer espécie
(Êx 22.25-27; Lv 25.35-37; Dt 23.20).
* 5.10 Também eu, meus irmãos e meus moços. Parece que
Neemias chegou a emprestar dinheiro a juros. Ele incluiu a si mesmo na chamada
ao arrependimento.
* 5.11 do trigo, do vinho e do azeite. Essa tríada
familiar segue a ordem da colheita agrícola: amadureciam primeiramente os
grãos, depois as uvas, e, finalmente, as azeitonas.
* 5.12 e os fiz jurar. Esse ato
foi uma renovação de seu compromisso de que guardariam a lei de Moisés acerca dos
empréstimos e da escravidão por causa de dívidas. Ver a nota teológica
"Linguagem, Juramentos e Votos Honestos", índice.
* 5.13 sacudi o meu regaço. Nesta
renovação da aliança, Neemias dramatizou as maldições contra quem não cumprisse
o juramento (cf. Jr 34.8-22).
* 5.14 Vigésimo ano... trigésimo-segundo ano. De 445
a.C. até 433 a.C. O período de doze anos foi o primeiro mandato de Neemias como
governador; depois ele foi chamado de volta à corte persa (13.6,7), e então
voltou a Jerusalém para ocupar um segundo mandato como governador, de duração
desconhecida.
o pão devido ao governador. Um
governador tinha o direito de cobrar impostos para seu sustento pessoal.
Neemias abriu mão desse direito visando o benefício do povo (v.18; cf. 1Co
9.4,12; 2Ts 3.8,9).
* 5.15 os primeiros governadores... oprimiram. Sesbazar
(Ed 5.14) e Zorobabel (Ag 1.1) tinham sido governadores anteriores, mas seus
mandatos tinham sido quase cem anos antes. Os governadores opressivos tinham
sido os antecessores imediatos de Neemias, cujas normas políticas tinham sido
prejudiciais (5.1-13, nota).
por causa do temor de Deus. Ver a nota
em 1.11.
* 5.16 Neemias aceitou ser governador para
servir, e não para obter vantagens pessoais; esse fora o motivo que ele teve
para ir a Judá, em primeiro lugar (2.5).
* 5.17 eram meus hóspedes. De acordo
com os costumes persas, Neemias, como governador, tinha que hospedar os
oficiais sob a sua autoridade, como também dignitários visitantes, vindos de
outros países.
* 5.18 para cada dia. O
alimento alistado poderia ter alimentado centenas de pessoas. Neemias era tão
generoso quanto rico.
* 5.19 Lembra-te de mim. O segundo uso
de "lembra-te" em uma oração (1.8, nota) e a primeira dentre quatro
orações sob a forma de "lembra-te de mim" (13.14,22,31).
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