* 9.1 se ajuntaram. Em 8.1, o
povo se reuniu para ouvir a lei; aqui todos se reuniram para confessar os seus
pecados, com resultado da leitura (v. 3).
* 9.2 dos seus pecados... de seus pais. Ver a nota
em Ed 9.7.
* 9.3 lei do SENHOR. A lei
requer pelo menos duas respostas: confissão e adoração.
* 9.5-37
Nesta oração de louvor, os levitas (vs. 4,5) dirigiram-se a Deus em favor
do povo, exaltando-o como Criador (v. 6) e Redentor (vs. 7-12), Legislador e
Disciplinador, Salvador e Juiz (vs. 13-31). À base de seu caráter e de sua
aliança, eles pediram a Deus para levar em conta a aflição deles (vs. 32-37),
em preparação para a sua renovação da aliança (9.38—10.39, e nota).
* 9.7,8
O povo louvou a Deus por ter escolhido a Abraão e por ter-lhe dado a
aliança da promessa (Gn 12—22).
* 9.8 com ele fizeste aliança. Essa
aliança com Abraão (Gn 15) é a base sobre a qual a graça de Deus se ampliou por
várias vezes, a seu povo infiel, conforme se destaca no restante desta oração
de louvor.
cumpriste as tuas promessas. A
promessa divina a Abraão tinha como única condição o juramento do Deus justo
(Gn 15.9-21; Dt 9.4-6).
* 9.9-12 Deus é louvado por libertar
Israel do Egito (Êx 1—19).
* 9.13-21 Os louvores a Deus continuavam com
uma narrativa da outorga da lei no monte Sinai, bem como as graciosas provisões
de Deus no deserto.
* 9.13 o monte Sinai. Ver Êx
20.
juízos retos... mandamentos bons. A lei não
era considerada como uma carga pesada, mas como um deleite (Sl 119.5-16; Rm
7.12).
* 9.14 sábado. O dia de sábado era um
símbolo-chave da lei (Is 56.2,4,6; Ez 20.13,16,21,24; 22.8; 23.38).
* 9.15 lhes juraste. A
referência é ao juramento de Deus a Abraão (Êx 6.8).
* 9.16,17 A primeira confissão de pecados.
* 9.17 levantaram um chefe. Ver Nm
14.1-4. Em contraste com a infidelidade de Israel está a fidelidade de Deus ao
seu juramento a Abraão (vs. 8,15; Ed 9.13, nota).
* 9.18 ainda mesmo quando. A graça
de Deus brilha ainda mais esplendorosamente quando é justaposta aos pecados de
Israel (Rm 9.22-24).
* 9.19-21 Os cuidados contínuos de Deus no
deserto não se deviam à obediência de Israel, mas à sua própria compaixão, que
se originava em sua promessa a Abraão (vs. 7,8).
* 9.22-25 Deus capacitou os israelitas a
conquistarem a terra de Canaã, em consonância com a sua promessa a Abraão (vs.
7,8).
* 9.26-28
Israel reagiu diante da
fidelidade de Deus com uma rebelião desobediente durante os dias dos Juízes.
Quanto ao padrão de rebeldia, opressão, petição e salvação, ver Jz 2.10-19.
* 9.28 segundo a tua misericórdia, os livraste
muitas vezes. Onde o pecado abundou, a graça superabundou (Rm 5.20).
* 9.29-31 Os louvores a Deus continuaram, com a
menção de sua paciência, durante a monarquia.
* 9.29 pelo cumprimento dos quais o homem viverá. A aliança
feita com Moisés oferecia vida em troca da obediência (Lv 18.5; Rm 10.5).
Israel, deixando de merecer a vida na terra, testifica sobre a necessidade
universal de um Substituto, por meio de quem os requisitos justos da lei possam
ser plenamente satisfeitos em favor daqueles que não podem satisfazer as
condições por eles mesmos (Rm 8.3,4).
* 9.32 não menosprezes toda a aflição. A petição é
que Deus faça de novo o que ele tinha feito no passado: ver a aflição de seu
povo e vir em socorro dos seus.
reis da Assíria. Estão em
foco os reis neo-assírios dos fins do século X a.C. Depois deles vieram os reis
neo-babilônios do final do século VII a.C., e então os reis persas em meados do
século VI a.C.
* 9.33 tu és justo. A execução
das maldições segundo a aliança, no decurso da história de Israel estava em
perfeita harmonia com o princípio da justiça divina, alicerçada na aliança com
Moisés (Ed 9.9, nota).
* 9.34,35 Os líderes foram destacados como
notavelmente culpados.
* 9.36 servos. Ver a nota sobre
"somos escravos", em Ed 9.9.
* 9.37 estamos em grande angústia. Implícita
neste declaração está uma petição por socorro (v.32, nota).
* 9.38—10.39. O povo não somente orou pedindo socorro, mas
também renovou suas obrigações conforme a aliança. Desde o começo, o pacto
mosaico tinha sido renovado após períodos de violação da aliança (Êx 34; 1Sm
12; 2Rs 23).
* 9.38 e o escrevemos. Quando a
lei tinha sido anotada e selada, podia tornar-se um instrumento eficaz nos
propósitos remidores de Deus (Introdução a Esdras: Características e Temas).
* 10.1-27 Os líderes
que tinham renovado a aliança são mencionados. Surpreendentemente, Esdras está
ausente. Ele desempenhou um papel significativo no capítulo oitavo, mas agora,
tranqüilamente, havia desaparecido da cena. Seu trabalho foi completado com
sucesso quando o povo leu a lei e a entendeu pessoalmente.
-----------------------------------------------------------------------------