*          1.1                   Oséias introduziu a sua profecia chamando-se de mensageiro de Deus. Seu nome provavelmente significa "ele [Deus] salvou".

 

Uzias... Jeroboão. Foram citados pelos nomes quatro dos reis de Judá, Uzias (também chamado Azarias, 792—740 a.C.), Jotão (750—735 a.C.), Acaz (735—715 a.C.) e Ezequias (715—686 a.C.), mas o único rei do norte a ser citado foi Jeroboão II (cerca de 793—753 a.C.). Talvez o escritor sacro pensasse que os reis do norte que reinaram entre Jeroboão II e a queda do reino do norte, de Israel, em 722 a.C. (quatro deles foram assassinos) não eram dignos de ser mencionados.

 

*          1.2                   uma mulher de prostituições. Ver Introdução: Dificuldades de Interpretação. Quanto ao tema da infidelidade conjugal e pactual, ver Introdução: Características e Temas.

 

a terra se prostituiu. A esposa e os filhos de Oséias, juntamente com todos os habitantes da terra, são considerados infiéis.

 

*          1.3                   Gômer. O nome dela não tem qualquer significação simbólica, diferentemente dos nomes de seus filhos.

 

lhe. Esse pronome oblíquo é omitido nos vs. 6 e 8, mas a sua ausência não subentende necessariamente que Oséias não era o pai desses filhos também, visto que o objeto indireto pode estar implícito.

 

*          1.4       Jezreel. Lit., "Deus semeia" ou "Deus planta". Esse é o nome de um vale belo e fértil, entre as cadeias montanhosas de Samaria e Galiléia (local da vitória de Gideão sobre o midianitas; Jz 6.33) bem como de uma cidade no extremo sul do vale, onde Jeú subiu ao poder através da violência (1Rs 21.1; 2Rs 9 e 10). Esse vale tornou-se o lugar de julgamento, em 733 a.C. (2Rs 15.29). Essa punição através de uma derrota militar sugere o tema da quebra da aliança visto que reflete as maldições registradas em Lv 26.17; Dt 28.25,49-57. Contudo, Jezreel também aparece como sinal de bênção e fertilidade em Os 2.22.

 

casa de Jeú. Jeroboão II era da casa de Jeú, uma dinastia estabelecida através da matança em Jezreel (2Rs 9.14-37; cf. 1Rs 19.16,17), que terminou com o assassinato de Zacarias (2Rs 15.8-10).

 

*          1.5                   o arco de Israel. A força militar de Israel, simbolizada pelo arco (Gn 49.24; 1Sm 2.4; Ez 39.3), foi quebrada pelo exército assírio sob o comando de Tiglate-Pileser III, que conquistou os territórios do norte de Israel.

 

*          1.6                   Desfavorecida. Lit., "ela não recebeu compaixão". O nome da criança significa a retirada iminente da compaixão que Deus havia demonstrado para com Israel, a despeito de sua infidelidade à aliança.

 

*          1.7                   me compadecerei. Uma referência ao livramento miraculoso de Jerusalém das mãos da Assíria, em 701 a.C. (Is 37.14,33-38; 2Rs 19.32-37).

 

*          1.9                   Não-Meu-Povo. Esse era o nome do terceiro filho, assinalando o ponto alto do castigo divino, quando Deus cancela a antiga fórmula da aliança (Êx 6.7; Lv 26.12; Dt 26.17-19) e declarou que a aliança não está mais em vigor (v. 10, notas).

 

nem eu serei vosso Deus. Lit., "não sou o EU SOU para vós", uma referência ao nome de Deus, usado em Êx 3.14.

 

*          1.10—2.1        As profecias crescentemente severas de juízo simbolizadas nos nomes dos três filhos de Oséias são agora dramaticamente invertidas.

 

*          1.10                 a areia do mar. Uma clara referência à antiga promessa patriarcal de inúmeros descendentes (Gn 22.17; 32.12; cf. Gn 13.16; 15.5; 26.24 e 28.14).

 

Vós não sois meu povo. A promessa da restauração a essa gente foi cumprida pelo menos em parte quando os remanescentes do norte juntaram-se ao sul durante o reinado de Ezequias (2Cr 30.11,18) e depois do exílio (1Cr 9.3; Ed 8.35). O Novo Testamento aplica essa promessa à Igreja, o verdadeiro Israel, composta tanto por judeus quanto por gentios (Rm 9.24-26; 1Pe 2.9,10). Para os apóstolos, o remanescente do Israel étnico era, evidentemente, um modelo para o remanescente das nações: o que se aplicava àqueles, aplica-se também a estes.

 

filhos do Deus vivo. Essa expressão ímpar sugere o tipo de relacionamento íntimo que Deus deseja ter com Israel, onde Deus deseja dar vida (por contraste com relacionamento sem vida que Israel tinha com Baal). Em Isaías 40.18-20; 44.9-20; 46.5-11, os ídolos sem vida são contrastados com o Deus vivo. Esse relacionamento vivo é atualmente provido em Jesus Cristo (Mt 16.16; Rm 9.26).

 

*          1.11                 uma só cabeça. Isso revela quão completa é a reconciliação entre ambos os reinos e o Senhor. Em última análise, essa reunião tem lugar em Cristo, o filho de Davi (Mt 1.23; 2.6,15).

 

subirão da terra. A restauração de Israel começou com o retorno do exílio na Babilônia. A frase também pode referir-se à ressurreição dentre os mortos (Sl 71.20; Is 43.6).

 

o dia de Jezreel. Ver nota em 1.4.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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