* 10.1-8 Nesta
seção, diferente das seções anteriores e seguintes, o Senhor não fala, mas
fala-se a respeito dele.
* 10.1 abundância do seu fruto...
multiplicou os altares. Israel atribuía a seus ídolos o crédito pela sua
prosperidade, e devotava mais recursos ao culto pagão sempre quando sua
prosperidade aumentava.
* 10.2 O seu coração é falso. A aliança
requeria uma devoção de toda a mente ao Senhor (Dt 6.5); as lealdades falsas de
Israel atraíam o castigo previsto nas maldições pactuais pronunciadas por
Moisés (Dt 29.14-29).
* 10.3 Não temos rei. Se o rei
ainda está no trono ou está prestes a ser deposto, ou já tivesse sido deposto,
sem a bênção divina ele é inútil.
* 10.4 Jurando. Os
compromissos do rei podiam ser alianças como um vassalo da Assíria, mas eram
consideradas falsas, porquanto eram ratificadas mediante a invocação de
divindades assírias (cf. o v. 6). Mais provavelmente essas obrigações
desconsideradas, são aquelas do rei para com o seu povo (ver 2Sm 3.21; 5.3), a
principal das quais era manter a justiça.
erva venenosa. Ou "alosna", conforme o
termo hebraico foi traduzido em Amós 6.12.
* 10.5 Samaria. A capital
do reino do norte.
bezerro de Bete-Áven. O bezerro e seus sacerdotes (2Rs
23.5; Sf 1.4) provavelmente não representavam alguma divindade estrangeira.
Pelo contrário, eles exemplificavam uma forma altamente perversa de adoração ao
Senhor em Israel (8.5, nota; 13.2 nota; 1Rs 12.31-33).
se lamentará... tremerão. Oséias escarneceu das
emoções devotas que o povo manifestava por um ídolo.
* 10.8 altos de Áven. Ver
referência lateral e 4.13,14.
Cobri-nos!... Caí sobre nós. Essas
palavras falam de uma avassaladora devastação vinda do Senhor. O povo de Israel
preferia morrer do que enfrentar outros julgamentos da parte de Deus. Esta
passagem foi citada por Jesus em Lc 23.30, e foi aludida em Ap 6.16.
* 10.9 Gibeá. Ver nota
em 9.9.
* 10.10 dupla transgressão. Essas
palavras podem referir-se ao pecado passado em Gibeá, bem como ao pecado
presente de Israel, ao seu pecado religioso e à sua infidelidade política, ou,
simplesmente, às transgressões repetidas e contumazes.
* 10.11 Efraim... Judá. Ambos os
reinos estão em mira.
bezerra domada... gostava de trilhar. Uma figura
de linguagem positiva da vocação original de Israel como um animal domado sem
mordaça, que debulha os grãos colhidos, livre para comer enquanto trabalha (cf.
11.4; Dt 25.4; Pv 12.10; Jr 50.11). Jesus também oferece um jugo suave para
seus discípulos (Mt 11.28-30).
formosura do seu pescoço. Isto é, um forte pescoço
capaz de suportar trabalhos árduos. Israel não cumpriu as expectativas do Senhor. O jugo suave das
bênçãos pactuais seriam substituídas por
um jugo pesado das maldições pactuais, para ensiná-los a obediência.
* 10.12 misericórdia. Ver nota em Êx 15.13. Semear o que é correto
e bom, isto resulta em uma colheita de
bênçãos do Senhor.
arai o campo de pousio. Quando uma terra virgem e
inativa é arada, particularmente ela produz uma abundante colheita.
chova a justiça. Deus é quem dá o crescimento
possibilitando a colheita (1Co 3.6,7).
* 10.13 Arastes a malícia. Ao invés de cultivar um frutífero
relacionamento com Deus, Israel plantou, ceifou, e comeu malícia e
desonestidade (8.7; Gl 6.7-9)
porque confiastes... vossos valentes. A punição que Deus trará (uma derrota militar) está diretamente relacionada com os pecados
de Israel de confiar em seu próprio
poder militar e não no Senhor (Jr
9.23,24).
* 10.14 Salmã destruiu Bete-Arbel. O público de Oséias com certeza lembrou-se
deste evento agora desconhecido como particularmente brutal. Salmã tem sido
identificado diversamente como Salmaneser III da Assíria (859-824 a.C.),
Salmaneser V (727-722 a.C.), e Salamanu, um contemporâneo rei moabita.
Bete-Arbel é normalmente identificado com o local de Irbid em Gileade.
* 10.15 Betel. Com freqüência, ironicamente chamado
Bete-Áven por Oséias (4.15, nota; 5.8; 10.5)
* como passa a
alva. O tempo da batalha começar.
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sergiovalentin