* 13.1 Aqui começa um aviso do castigo
pelos pecados passados (v. 1) e presentes (v. 2).
Efraim. Ver nota em 4.17.
Baal. Ver 2.7,8,17; 9.10; 11.2.
morreu. Por causa de sua idolatria, o reino do norte
(Efraim) podia ser considerado morto em delitos e pecados (cf. Ef 2.1).
* 13.2 Imagens de fundição, ídolos...
bezerros. O quadro coletivo é de estatuetas de bezerros, feitos de
bronze e recobertos de prata (Êx 32.4,8; 34.17; Lv 19.4; Dt 19.16). Os ídolos
de bezerros era de origem cananéia e estava vinculado à adoração a Baal, mas os
idólatras também o associavam, em suas próprias mentes, com o Senhor (8.5,6;
10.5 e notas).
beijam bezerros. Ver referência lateral. Isso era
um ato de devoção, adoração ou apaziguamento (1Rs 19.18).
* 13.3 nuvem... orvalho. Ver 6.4.
* 13.4 Ver nota em 12.9.
* Não
conhecerás outro deus além de mim. Essa declaração faz contraste com
a idolatria referida no v. 2. A afirmação, relembrando a Israel que o
relacionamento pactual com Deus é exclusivo, é lançada na linguagem do primeiro
mandamento (Êx 20.2,3; Dt 5.6,7), mas com a idéia adicional de
"conhecer" a Deus. Outros chamados deuses eram adorados, mas somente
o único verdadeiro Deus podia ser "conhecido". Ver Introdução:
Características e Temas. Outras ligações com os requisitos pactuais do Decálogo
são evidentes na descrição da idolatria de Israel (vs. 1,2), uma clara violação
do segundo mandamento (Êx 20.4-6; Dt 5.8-10).
* 13.5 Eu te conheci. Israel
aparece aqui em solidariedade coletiva pelo pronome hebraico no singular,
"te". Essa forma do pronome enfatiza a natureza pessoal do
relacionamento pactual de Deus com o seu povo. Ver Introdução: Características
e Temas; Gn 17.7 e nota.
deserto. Durante as perambulações difíceis pelo deserto, Deus
conhecia e estava preparando o seu povo. Por semelhante modo, Deus usaria o
exílio do "deserto" para regenerar Israel (2.14-16).
* 13.6 Este versículo descreve um
processo de descida na escala moral e na adoração (Dt 32.10-18; Jr 2).
se esqueceram. Esse clímax lamentável faz
contraste com os dias anteriores de conhecimento (vs. 4,5 e notas; cf. Dt
8.11-20).
* 13.7-9 Esta espantosa comparação de Deus
com animais ferozes que devoram o rebanho ecoa as maldições da aliança para a
desobediência (Lv 26.21,22; Dt 32.24; Ez 14.21). Essas figuras de linguagem
retratam a severidade do julgamento divino (5.14; Pv 17.12; Jr 5.6).
* 13.9 teu socorro. A
destruição de Israel é explicada aqui em termos da rebeldia da nação contra seu
Ajudador. Não há ajuda como a de Deus (Êx 18.4; Dt 33.26-29; Sl 10.14; 54.5;
115.9-11; 121.2-8; 146.5). Opor-se alguém a Deus é convidar a destruição.
* 13.10 Dá-me rei. Quanto ao pedido de Israel
pela monarquia, ver 1Sm 8. Pedir um rei significara que eles tinham rejeitado a
Deus como seu rei (1Sm 13.9,10). O senso de segurança deles, por terem um rei,
era apenas uma ilusão.
* 13.11 Dei-te um rei... e to tirei. Embora
descreva uma ação passada, o tempo verbal, no hebraico, sugere um processo
contínuo de dar e tomar. O rei não é especificado. Talvez tenhamos aqui uma
referência aos assassinatos reais dos tempos de Oséias (3.4; 7.7; 8.4; 10.3;
cf. 2Rs 15.8-31 e 17.1.6), a um antigo rei como Saul (que estava vivo quando um
rei foi pedido pela primeira vez), ou mesmo a todos os reis do norte (todos os
vinte que fizeram "o que era mau perante o SENHOR").
* 13.12 A fim de que não fossem esquecidas ou
diminuídas, as transgressões são figuradamente atadas juntas e então guardadas
em um lugar seguro, para retribuição futura (7.2; 9.9; Dt 32.34; Jó 14.17).
Efraim. Ver nota em 4.17.
* 13.13 O apuro de Israel, que estava esperando uma
condenação certeira, foi vividamente comparado com a triste sorte de uma mãe e
seu filho, durante um nascimento mal-sucedido (cf. 2Rs 19.3). Esse complexo
quadro verbal compara Israel tanto a uma mãe (que enfrentaria a tristeza e
certamente a morte) quanto a um bebê (que, teimosamente se recusava a ser trazido
à luz em segurança).
filho insensato. Israel é aqui retratado como um
feto que deixara de posicionar-se favoravelmente no útero de sua mãe, para que
houvesse o parto. Essa figura surpreendente relaciona-se ao tema da falta de
reconhecer a Deus (Introdução: Características e Temas).
* 13.14 Eu os remirei... e os resgatarei. Ver
referências laterais. Para alguns intérpretes, o contexto de julgamento, nos
vs. 12 e 15, indica que essas duas linhas deveriam ser traduzidas como
perguntas retóricas: ("Eu os remirei do poder do inferno? e os resgatarei
da morte?") cujas respostas subentendidas seriam "Não!" Com essa
interpretação, as duas cláusulas seguintes: ("Ó morte... ó inferno"),
convocam as armas da morte para destruir Israel. Entretanto, é melhor ainda
considerar este versículo como se prenunciasse o espírito positivo de 14.4-7.
Como tal, este versículo é uma das grandes afirmações do Antigo Testamento a
respeito do poder de Deus sobre o último inimigo, a morte (cf. 1Co 15.55). Se o
antigo Israel, dos dias de Oséias, não se valeu do poder divino sobre a morte,
o verdadeiro Israel espiritual (Cristo com a sua Igreja) experimentam esta
verdade. O triunfo final de Deus sobre o último inimigo e garantido pela morte
e pela ressurreição de Cristo.
Meus olhos não vêem em mim arrependimento algum. A palavra
hebraica aqui traduzida por "arrependimento" pode ser também
entendida como "lamento". Deus não se “arrependerá” (isto é, não
mudará a sua mente), em seu intuito de vencer a morte, em favor de seu povo.
* 13.15 Ainda que ele viceja. Esse é Efraim, cujo nome vem da mesma raiz
hebraica que significa "vicejar, frutificar" (9.16 nota).
leste, vento do SENHOR. Ver 12.1 e nota. Aqui, essa
força destrutiva é um símbolo da Assíria, como instrumento do julgamento divino
contra Israel (Introdução: Data e Ocasião; Is 10.5,6).
* 13.16 Samaria. Capital, bem como a força
impulsionadora da rebeldia do reino do norte.
cairá... despedaçados... abertas pelo meio. Linguagem
figurada que indica destruição (vs. 3, 8, 15), uma estremecedora expressão de
dura realidade.
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sergiovalentin