*          14.1-3              O profeta fala ao povo, exortando-o ao arrependimento, antes de transmitir a promessa divina de bênção (vs. 4-8).

 

*          14.1                 Volta. Essa exortação temática ao arrependimento (2.7; 3.5; 6.1; 7.10 e 12.6) é agora dirigida àqueles que já tinham caído por causa de seus pecados.

 

*          14.2                 Tende convosco palavras. Palavras de confissão acompanhadas pela obediência agradam a Deus, mas não os sacrifícios insinceros (ver 5.6; 6.6; 8.11-13). Uma linguagem exata de confissão é sugerida nos vs. 2 e 3.

 

os sacrifícios dos nossos lábios. Ou "fruto de nossos lábios" (ver referência lateral). As palavras hebraicas para "novilhos" (aqui traduzida por "sacrifícios") e "fruto" são semelhantes. Ver Pv 12.14; 13.2; Hb 13.15.

 

*          14.3                 A Assíria... cavalos... Deus. A nação de Israel deve desistir de confiar em potências políticas estrangeiras (5.13; 7.11; 12.1), em sua própria capacidade militar (10.13; cf. Sl 33.16,17), e na religião idólatra e sincretista (2.8,13; 3.1; 4.12; 8.5,6; 10.5,6 e 13.2).

 

o órfão alcançará misericórdia. Essas palavras aludem ao tema anterior da perda e da restauração do amor, ilustrado pelo casamento de Oséias e pela sua filha Desfavorecida (1.6; 2.2-4,14-23). Ver Introdução: Características e Temas.

 

*          14.4                 Curarei. A promessa da cura começou a ter cumprimento quanto Israel voltou do exílio na Babilônia, no sexto século. Está tendo muito maior cumprimento em Jesus Cristo e sua Igreja, e será consumada por ocasião de sua Segunda Vinda.

 

infidelidade. A infidelidade característica de Israel (4.10-12; 5.4; 7.4 e 11.7) seria curada pelo grande Médico, cuja ira agora se tinha aplacado.

 

de mim mesmo os amarei. Neste cântico de amor, ouvimos novamente falar do profundo afeto de Deus por seus eleitos. Esse amor desmerecido é aquilo que o Novo Testamento chama de graça (Rm 5.15; Ef 2.5,8).

 

*          14.5-7              Nesta seção, resplandecente com a linguagem do amor, metáforas vívidas, inspiradas pela vida vegetal — um lírio que se abria (Ct 2.1,16), um cedro do Líbano profundamente arraigado, florescente e fragrante (Sl 92.12; 104.16), uma esplêndida oliveira (Sl 52.8; Jr 11.16), uma árvore frondosa que dava sombra (Ct 2.3; Ez 17.22,23), grãos vicejantes (2.8,22), uma vinha luxuriante (10.1; Is 5.1-7) e o fruto da vinha — todas essas coisas pintam uma nação de Israel vigorosa, renomada, estável e próspera, florescendo sob os cuidados de Deus, que é comparado ao orvalho que transmite vida (Dt 33.13).

 

*          14.8                 cipreste verde. Como uma árvore renomada como um símbolo de vida (cf. Gn 3.22; Ap 22.2), Deus daria fruto à infrutífera nação de Efraim (9.16, nota).

 

*          14.9     Quem é sábio. Esse epílogo desafia cada geração a considerar cuidadosamente os caminhos do Senhor apresentados no livro (cf. Sl 1; 18.21; Pv 10.29). As escolhas que Israel estava enfrentando também são apresentadas ao leitor: sabedoria ou insensatez; discipulado ou rebeldia; vida ou morte. Os sábios "escolherão a vida" (Dt 30.19,20).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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