*          5.1                   sacerdotes... casa de Israel... casa do rei. A sorte do reino do norte, Israel, estava ligada à sorte de seus líderes. Os sacerdotes tinham a responsabilidade de ensinar a lei (4.6), e a casa real era quem administrava a justiça.

 

laço. Os líderes tinham apanhado na armadilha seus súditos.

 

Mispa. Provavelmente temos aqui a Mispa de Benjamim, onde Samuel julgava (1Sm 7.5,6; 10.17-24), e não a Mispa de Gileade (Gn 31.48,49).

 

Tabor. O local de um famoso monte situado na beira nordeste do vale de Jezreel (Jz 4.6). Esses e outros locais do norte tinham-se tornado lugares altos do culto pagão a Baal.

 

*          5.3                   Efraim. Ver nota em 4.17.

 

*          5.4                   espírito de prostituição. Ver nota em 4.12. Eles não têm um verdadeiro "conhecimento de Deus" (4.1,6), e nem podem voltar-se para o Senhor e nem arrepender-se (cf. Jr 13.23).

 

*          5.5                   acusa. Os pecados do povo testificavam contra eles no processo pactual do Senhor, contra o seu povo (cap. 4 e nota).

 

*          5.6                   com os seus rebanhos... à procura. O Senhor não será achado através do oferecimento de seus sacrifícios rituais (4.13; 1Sm 15.21-23; Is 1.11-17; Mq 6.6-8).

 

*          5.7                   filhos bastardos. Como se fora uma esposa e mãe infiel, Israel dava à luz filhos que eram, literal e religiosamente, ilegítimos (4.6,13,14).

 

Lua Nova. As festas de Israel traziam julgamento contra a nação, em vez da bênção do Senhor sobre seus ventres e colheitas, diferente do que eles tinham imaginado que sucederia (cf. Is 1.13,14).

 

*          5.8                   Tocai... Levantai gritos. Essas ordens soam como o grito dos vigias diante do inimigo (Judá) que se aproximava do sul (cf. 8.1). A guerra siro-efraimita descrita em 2Rs 16.5-9 e 2Cr 28.5-21 parece avultar por detrás desse aviso. Ver Introdução: Data e Ocasião.

 

Gibeá... Ramá... Bete-Áven. Essas cidades de Benjamim formavam uma linha reta para o norte, partindo de Jerusalém: Gibeá a cerca de cinco quilômetros; Ramá, a oito quilômetros; e Bete-Áven (Betel) a quase dezoito quilômetros. Em várias ocasiões, em sua história, elas tinham sido reivindicadas por um ou outro dos dois reinos, Israel ou Judá (1Rs 15.16-22).

 

*          5.10                 mudam os marcos. As linhas fronteiriças que dividiam a Terra Prometida eram consideradas sagradas para o Senhor (Dt 19.14; 27.17; Jó 24.2; Pv 22.28; 23.10). Ver nota em Nm 27.1-11.

 

*          5.12                 traça... podridão. Como se fosse uma traça, ou talvez como uma infecção (alguns estudiosos sugerem que a palavra hebraica, aqui traduzida por "traça", na realidade significa "pus"), Deus traria uma decadência desagradável e inexorável sobre a pecaminosa Efraim.

 

*          5.13                 enfermidade... chaga. Em vez de voltar-se para o Senhor, para ele curar suas misérias, infligidas pelo inimigo (cf. Is 1.5-9; Jr 30.12,13), Israel voltou-se para a Assíria. Os registros históricos assírios falam do tributo pago pelos reis de Israel, Menaém e Oséias (cf. 2Rs 15.17-20; 17.3).

 

*          5.14                 serei como um leão. Mesmo contando com a ajuda da Assíria, Israel era como uma presa indefesa diante do poderoso leão, o Senhor (13.7; Am 1.2 e 3.8).

 

*          5.15                 voltarei para o meu lugar. Em sua ira, Deus remove sua presença salvífica dentre o seu povo, até que eles se arrependam verdadeiramente (3.5).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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